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Causas Nobres

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| Eu Tô Voltando Pra Casa... |
| 09.20.04 (9:55 am) [edit] |
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Dizem que o bom filho à casa retorna, né??? Pois bem, cá estou de volta, onde tudo começou. O motivo de mais uma mudança de endereço do COL é simplesmente os mal serviços prestados pelo Weblogger Brasil, apesar do preço que se paga para ter acesso, através do provedor Terra. Não vou cuspir no prato que comi, mas é que lá as coisas estão muito congestionadas. O número de blogueiros aumenta a cada dia e está praticamente impossível acessar o site à noite ou nos fins de semana. Fica sempre com aquela mensagem chata de "Service Temporarily Not Available", aí o que fazer??? Esperar voltar e, quem sabe, postar durante a mdarugada... ninguém mereçe!!!
O COL havia começado aqui no T-blog em março deste ano. Na época este serviço também não estava muito bacana. Mudamos para o UOL, o pior de todos. De lá fomos para o Weblogger, e agora voltamos ao ponto onde as coisas começaram. Parece até vida de cigano, mas tudo isso é só pelo prazer de poder postar a qualquer hora, sem precisar esperar horas para que os serviços fiquem disponíveis novamente. Por tanto, queridos amigos leitores, a partir deste domingo, o COL volta pra cá, além do mais o T-blog incorporou uma ferramenta para postar textos e fotografias que é o sonho de todo blogueiro. Aqui não precisamos utilizar tantos códigos em HTML e o espaço de armazenagem é absurdamente maior que qualquer outro serviço disponível. Tudo fiunciona na base do clique, como no Word e o melhor: de graça!!!
Já trouxe todos os antigos post pra cá. Sei que esta foi uma tarefa "hercúlea", e agora vou sair do ar por algumas horas e depois volto. Estou exausto, mas, se o T-blog permitir, vou continuar tentando manter este espaço o mais atualizado possível. Conto com a compreensão de todos e por favor, marquem este novo (velho) endereço em seus favoritos. Quem tinha o COL linkado em suias páginas, peço a gentileza de mudar o endereço para continuarmos interagindo como sempre. Um grande abraço e bem vindos de volta!!!
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| Rosh Hashana (quinta, 16 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:19 am) [edit] |

Hoje os judeus espalhados pelo mundo inteiro celebram o ano novo. Como o calendário judaico se baseia nas fases da lua, cada ano a data acontece num dia diferente. Segundo o calendário ocidental, ou gregoriano, estamos no ano de 2004. Segundo o calendário judaico, a partir das 18:00 horas de hoje será o ano de 5765 e o primeiro dia do mês de Tishrei. Para a comunidade judaica, a partir de hoje começam as celebrações do Rosh Hashana, que culminam com o Yom Kipur, o dia do perdão, daqui a sete dias.
Em hebráico, Rosh Hashana significa, literalmente, cabeça do ano. Neste dia, os judeus mais ortodoxos e observadores dos mandamentos da Torah, não trabalham, assitem TV, atendem telefone e, raramente, saem de casa. Ao contrário do ano novo que conhecemos, o ano novo judaico é um dia de introspecção e serve para planejar como será o próximo ano. A dieta do Rosh Hashana inclui, entre outras coisas, bolo de mel e maçã mergulhada em mel, que, segundo as tradições milenares do judaismo, garantem um ano doce e bom.
Para os que não tem muita intimidade com a religião judaica, fica aqui os sinceros votos de L'shanah tovah, que em bom português significa: Tenham todos um bom ano!!! Shalom!!!
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| AIR LULA (quarta, 15 de setembro) |
| 09.20.04 (9:18 am) [edit] |

Foi divulgado como será o novo avião presidencial. O projeto já está em execução pela Airbus, empresa que vai vender o modelo ao governo brasileiro e tem diversas peculiaridades, como pode ser observado na gravura que ilustra este post. Aliás, o desenho foi publicado na coluna do Agamenon no jornal O Globo e me foi repassado, via e-mail, pelo meu amigo Marcelo Maciel. Valeu Marcelo!!! Belíssimo Coió...
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| Como Desarmar Uma Bomba Atômica (terça, 14 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:17 am) [edit] |
Essa é quentinha e saiu hoje na edição on line do New Musical Express de hoje. O novo cd do U2 não vai se chamar "Vertigo", como foi anunciado. O nome do novo album de Bono e Cia. é "How to Dismantle an Atomic Bomb" ou, em bom português, "Como desarmar uma Bomba Atômica". Isso sim é uma bomba. depois de jornais e revistas do mundo inteiro anúnciarem que o disco se chamaria "Vertigo" eles simplesmente mudaram tudo e vem com esse título.
Mas nem tudo foi por água a baixo. "Vertigo" será o nome do primeiro single, que chega no dia 8 de novembro nas lojas inglesas e americanas. Como no Brasil não há o hábito de se lançar single, vamos ter que aguardar o disco completo. No primeiro single, vem a badalada cover de "Neon Lights" do Kraftwerk, já divulgada por aqui na semana passada.
"How to Dismantle an Atomic Bomb" também inclui músicas com títulos como "Man and A Woman", "Yahweh", "Crumbs From Your Table" e "City of Blinding Lights". Quanto ao single de "Vertigo", além "Neon Lights", que também está no disco completo, vem aínda a faixa "Are You Gonna Wait Forever?" (que não estará no disco) e um remix para "Neon Lighs" feito pelo DJ Jacknife. O novo disco do U2 foi produzido por Steve Lillywhite, velho colaborador da banda.
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| Oba!!! 3000 Visitantes (terça, 14 de setembro) |
| 09.20.04 (9:17 am) [edit] |
Que legal!!! O COL hoje ultrapassou a marca dos três mil visitantes desde que estreeou aqui em Junho passado. Para um "bloguinho" pequeno e pouco divulgado como este não deixa de ser uma marca surpreendente. Quero só aproveitar a oportunidade para agradecer à cada um de vocês que visitam regularmente este espaço e manter aqui a promessa de fazer desse blog um espaço bem bacana e divertido.
É isso aí pessoal, valeu pelas visitas e conto sempre com todos por aqui. Eu achava que teria que esperar pelo menos um ano para ter tantos visitantes, mas as expectativas foram superadas. "Brigadão" à todos e voltem sempre!!!
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| Poore do novo milênio (Sábado, 11 de setembro) |
| 09.20.04 (9:16 am) [edit] |
 Não!!! Eles não sofrem de asma. Essa é a nova forma de curtir um Happy Hour
Acabo de ler na edição on line da Slate Magazine que, nesse novo milênio, o conceito de “tomar um porre” vai mudar. Pelo menos é o que pretendem os criadores de uma máquina para inalar álcool com oxigênio.
O novo equipamento já está à disposição dos fregueses em diversos pubs na inglaterra e alguns bares nos Estados Unidos. Há inclusive um site para quem quiser comprar a tal máquina, que ganhou o nome de Alcohol Wthout Liquid (Álcool Sem Líquido) ou simplesmente AWOL. Segundo informa a Slate, a idéia partiu da “mente brilhante” de Dominique Simler, um empresário que investe no ramo de oxigênio puro em bares, uma mania em países como Japão e Inglaterra.
Depois de alguns anos observando as pessoas saírem de casa para tomar oxigênio puro em bares, ele resolveu incluir álcool vaporizado nas máquinas e garante que o porre não deixa ressaca.
Mas as autoridades médicas estão preocupadas com a nova máquina. Os médicos dizem que ingerir álcool da maneira tradicional, pode ser menos perigoso do que simplesmente inalar o produto. O álcool via oral é absorvido lentamente pelo intestino delgado e estômago e, quando misturado a algum alimento, seus efeitos podem ser minimizados. Ao passo que o álccol inalado, vai direto para os pulmões e corre direto para a corrente sanguínea... deve dar um “barato” rapidinho...
A máquina de álcool sem líquido já está fazendo sucesso e é bastante comum em festas de aniversários, casamentos, batizados e Bar Mitzvahs. Uma AWOL pode ser comprada por 2.995,00 dólares. A máquina garante 8 litros de álcool por minuto, misturados a oxigênio puro, e pode ser usada por até duas pessoas simultâneamente... Os pedidos podem ser feitos no próprio site da empresa.
É, não falta inventar mais nada!!!
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| Tears For Fears de Volta após 15 anos (quinta, 09 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:15 am) [edit] |
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Acabo de saber que a dupla britânica Tears For Fears vem aí com mais um CD, depois de um longo jejum. Que bom!!! Finalmente música de qualidade nesse universo habitado pelos Linkin Parks da vida, que nada fazem além de barulho. (Que me perdoem os fãs).
Curt Smith e Roland Orzabal haviam se separado em 1990, após a turnê de lançamento do álbum "The Seeds Of Love" que passou pelo Brasil em Janeiro daquele ano, como parte do extinto Hollywood Rock e que eu tive o prazer de assistir no Morumbi, em São Paulo. Segundo informa o jornal inglês New Musical Express, após um silêncio de 10 anos os dois reataram a velha amizade e começaram a trabalhar juntos em setembro de 2001 para criar novas canções.
Antes disso, em 1993, Curtis Smith lançou "Raoul And The Kings Of Spain" como Tears For Fears. Era um belo disco, mas que não chegou a fazer muito sucesso. Uma coletânea de singles também foi lançada e dalí saiu "Tears Roll Down" em 1992, que cehgou a tocar bastante nas rádios. Depois disso, silêncio total.
Agora o Tears For fears está finalizando "Everybody Loves a Happy Ending". O título já diz tudo, né? O novo single é "Call Me Mellow", que já está tocando em algumas rádios, como por exemplo a BBC Radio 6 (link ao lado). O disco inteiro chega às lojas no próximo mês e uma turnê já está pronta para ganhar as estradas a partir de 21 de outubro, começando pelos Estados Unidos e descendo pelas principais cidades da América do Sul durante o próximo verão aqui em baixo do Equador.
É esperar pra ouivir e, quem sabe, ver...
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| Marrie Full Of Grace (quarta, 08 de Setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:13 am) [edit] |

A foto que ilustra este post é da minha amiga Marrie em seu home studio. Pros que não a conhecem, não dá pra descrever aqui. Basta dizer que eu a-do-ro essa menina que na foto aparece grávida de nove meses de seu primeiro herdeiro que vai receber o nome de Elvis. Marrie é uma das melhores locutoras de que se tem notícias e a melhor que eu já conheci e com quem tive o prazer de trabalhar.
Dentro dos próximos dias, Elvis vai chegar pra alegrar aínda mais essa futura mamãe e o orgulhoso pai Rodrigo. Felicidades Fia!!! Em breve vou aí ver meu futuro sobrinho de perto.
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| U2 faz cover de Kraftwerk (quarta, 08 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:13 am) [edit] |
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Acabei de ler na edição on line do jornal inglês New Musical Express, que o primeiro single do novo disco do U2, "Vertigo", é uma cover de um antigo e conhecidíssimo sucessso do Kraftwerk. A música é "Neon Lights" e foi produzida para o U2 por Steve Lillywhite, antigo colaborador da banda.
A versão de "Neon Lights" vai ser lançada até o final desse mês e vai ser a primeira música de trabalho do novo disco, que chega às lojas do mundo inteiro no dia 08 de Novembro. Segundo o NME, o primeiro single vem com uma faixa inédita, que também estará em "Vertigo", chamada "Are You Gonna Wait Forever?" e um remix de "Neon lights" para as pistas, feito pelo DJ Jack Knife Lee.
Ah, o novo single sai também numa versão DVD com um vídeo para a música nova. A banda aínda não falou a respeito da homenagem ao Kraftwerk. Embora se saiba que Bono e Edge sejam fãs de longa data do grupo alemão.
O NME também divulgou uma lista com mais dois nomes de possíveis faixas de "Vertigo". São elas: "Love And Peace Or Else" e "Love Drug", mas nada confirmado, nem tão pouco as informações de que músicas do novo disco teriam "vazado" nos sites de troca de arquivos on line depois que as fitas "masters" do disco foram roubadas em Nice, na França.
Até agora, pelo que se sabe, nenhuma das músicas atribuídas ao U2, que estariam circluando no Soul Seek, por exemplo, como sendo inéditas, não foram confirmadas por ninguém da banda ou da produção de "Vertigo". O negócio mesmo é esperar até "Neon Lights" começar a tocar nas rádios e o disco chegar às lojas.
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| Não Conte o Final (sábado, 04 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:12 am) [edit] |
 Cena de A Vila de M. Night Shyamalan
Fui ontem ver "A Vila". Gostaria de poder contar aqui o final. Afinal, é pra isso que os blogs servem. Mas não vou estragar a surpresa de ninguém. Só posso adiantar que o final é menos pertubador que o final de "O Sexto Sentido", do mesmo diretor.
Quase idílica, a vila se espalha por terras agrícolas férteis cercadas por uma floresta imponente. Os moradores do local formam uma comunidade utópica de pessoas trabalhadoras e tementes a Deus que vivem longe das "cidades", termo que usam para referir-se ao resto do mundo.
Eles têm um modo bizarro de falar que reúne toques de inglês do século 19 com sarcasmo típico do meio-oeste americano.
Existe um problema: ninguém nunca entra na floresta. Ela é habitada por seres perigosos que os moradores da vila mantêm à distância com a ajuda de um código de cores que exclui o vermelho e identifica a segurança no amarelo.
Tochas iluminam o perímetro da vila à noite, e um guarda noturno faz a vigília numa torre.
A morte do irmão de um dos líderes da vila leva o normalmente silencioso Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) a oferecer-se para atravessar as fronteiras em busca de medicamentos para uso em emergências futuras.
O chefe do conselho de líderes, Edward Walker (William Hurt), rejeita o plano, e a mãe de Lucius, Alice (Sigourney Weaver), não entende seu desejo de sair da vila.
Enquanto isso, a filha de Edward, Ivy (Bryce Dallas Howard), que é cega, corajosamente expressa seu amor pelo taciturno Lucius, que forma um contraste marcante com seu amigo Noah Percy (Adrien Brody), o bobo da vila.
Enquanto vai tomando forma o romance casto entre eles, a "trégua" entre a vila e os seres da floresta é quebrada. Sinais aparecem nas portas dos moradores, e cabeças de gado aparecem decepadas no campo. O medo se espalha pela comunidade.
Com o desenrolar da história, a pergunta que não quer calar passa a ser qual é, exatamente, o perigo que ameaça a vila. Ele está além dos limites da floresta, onde se pode ter vislumbres de algo que parecem espantalhos vermelhos vivos? Ou nas casas dos moradores, cujas caixas fortes trancadas contêm segredos do passado dos líderes da vila?
Ivy, a cega, acaba se tornando o centro emocional da história. Pelo próprio fato de ser cega, ela aprende a "enxergar" as emoções com seus outros sentidos. Adrien Brody faz um jovem mentalmente instável e extremamente doce, enquanto Joaquin Phoenix é seu oposto exato, tão em controle de suas emoções que aparenta não tê-las. William Hurt é a força espiritual da comunidade, bondoso e tolerante, mas feroz em sua dedicação à vila.
Lucius provocará a situação que todos querem evitar e que responde pela virada final do filme, ao assumir a paixão pela filha do líder, a deficiente visual Ivy Walker (Bryce Dallas Howard, cuja beleza deveria ser proibida, filha do diretor Ron Howard, muito bem em seu primeiro grande papel). Mais não dá para falar sem estragar a surpresa, como pedia um impresso distribuído aos jornalistas na saída das exibições para a imprensa. Como em outros filmes de Shyamalan, "A Vila" tem um pouco de tudo, num pastiche de qualidade. A floresta vem diretamente de "A Bruxa de Blair"; algumas cenas lembram a fábula de Chapeuzinho Vermelho; o nome dos "monstros" recorda o do arquivilão da série Harry Potter; a idéia do lugar, perfeito ou não, isolado do mundo exterior tem toques que vão de "A Utopia", de Thomas Morus, à Ilha da Fantasia de Mr. Roarke e Tattoo. Mas é de Tom Ridge, o secretário de Segurança Interna e um dos membros do núcleo duro do governo Bush, que vem a principal inspiração. O ex-governador da mesma Pensilvânia em que Shyamalan mora criou o tal código de cores, que vai do azul (tudo bem) ao vermelho (o horror, o horror) e simboliza a situação de alerta dos EUA quanto à possibilidade de ataques terroristas -neste minuto, o estado das coisas é "laranja", ou "elevado". A tal Vila são os Estados Unidos, os "cujo-nome-não-se-mencio na" somos nós, todo o resto, especialmente os de pele mais acinzentada, olhos de amêndoa e nomes impronunciáveis. O problema é que a luz (ou os Lucius, as pontes entre dois mundos aparentemente em distanciamento pós-choque) é cada vez mais escassa.
Corra para a sala mais próxima e se jogue. Não é como o primeiro blockbuster do diretor, mas é um filme sensacional.
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| Ipê Amarelo (terça, 31 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:10 am) [edit] |
Não é o título de um romance. Com o auxílio luxuoso da lente do meu amigo Marcos Soares, de Teresina, publico aqui essas fotos de Ipês que, nesta época do ano, estão assím, lindos, na capital do Piauí.


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| Pense num filme CHATO!!! (terça, 31 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:09 am) [edit] |
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Tinha tudo para ser um bom filme, mas não é. Nem de longe emociona como o livro que inspirou o roteiro do longa dirigido por Jayme Monjardin. A produção de arte caprichou e conseguiu transformar uma fábrica do quentíssimo subúrbio carioca de Bangú num campo de concentração em pleno inverno europeu, durante a segunda guerra. Mas é só. Quem for assistir Olga com muita expectativa, como eu fui, acho que vai se decepcionar. O filme é cansativo, arrastado, longo demais. Vale pela excelente interpretação de Camila Morgado, no papel título. Mas, repito: é só. Um filme chato, que tem quase duas horas e meia de duração e que poderia ser resolvido em menos tempo. Talvez assím não causasse tanta canseira e sono. Mas é bem ao estilo do diretor. Imagens grandiosas, música envolvente e, só... Prefiro mil vezes o livro.
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| O Brasil Sempre Morre na Praia (quarta, 25 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:08 am) [edit] |
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Adriana Behar e Shelda: de novo prata na praia
Tenho passado muito tempo acompanhando as transmissões dos jogos olímpicos de Atenas. Chego a ficar praticamente o dia inteiro ligado nos canais que transmitem as competições e, em alguns momentos, fico imaginando que estão acontecendo duas Olimpíadas. Uma para aqueles atletas que buscam a superação, batem recordes e ganham medalhas e outra para as equipes que participam dos jogos apenas para fazer "figuração" e, entre essas equipes, incluo o Brasil.
Durante a cerimônia de abertura dos jogos, os locutores brasileiros que narravam o evento não cansavam de dizer que o Brasil estava levando a sua maior delegação em todos os tempos. É sempre assím. A cada Olimpíada o Brasil leva mais gente e ganha menos. Os atletas brasileiros chegam lá com pinta de favoritos e, quando muito, ganham um bronze ou uma prata e fico imaginando porque as emissoras de tv e jornais não cansam de mostrar o quadro de medalhas. Existe coisa mais sem importância do que ficar mostrando quadro de medalhas? Talvez sirva apenas para nos lembrar de como somos fracos no quesito esporte.
A ginasta Daiane dos Santos chegou lá batizando um salto e como favorita à medalha de ouro... ora, quanta pretenção. Será que o Brasil inteiro ignorou que havia um país chamado Romênia na competição? Pra quem não lembra, a especialidade da Romênia é justamente a ginástica e, não deu outra: ouro e prata para duas atletas daquele país conhecido também por ser a terra fictícia do Conde Drácula. Para Daiane restou um quinto lugar e frases dos locutores como "valeu o esforço", ou "daqui a quatro enos em Pequim, nossa Daiane poderá coinquistar sua tão sonhada medalha"... sonha Brasil!!!
Sei que não foi pouco para Daiane dos Santos participar daquela final. Nunca o Brasil havia chegado tão longe numa competição de ginástica. Sei também que estar entre as cinco melhores do mundo é bacana e tudo mais e que a pequena gaúcha se esforçou, mas não me conformo com as desculpas para a falta de sucesso dos nossos atletas. Chegaram a dizer que Daiane estava nervosa e que, por isso, havia pisado fora da linha e se desequilibrado num dos saltos. Aos que concordam com essa desculpa quero dizer que nervosismo numa competição de alto nível como aquela é coisa para "fracotes" que não mereciam se quer a oportunidade de entrar num avião para Atenas. Quanto mais chegar a uma disputa como favorito.
Mas acho legal que nossa ginástica tenha dado um salto (com o perdão do trocadilho) de qualidade tão grande. Isso mostra que os investimentos feitos no centro de treinamento de Curitiba, surtiram efeito e que trazer o técnico ucrâniano foi uma boa escolha. Mas que tal da próxima vez deixar o "já ganhou" para depois que tocar o hino nacional?
Quem chegou a Atenas como campeão, e fez valer a escrita foi o iatista Robert Scheidt (foto). Esse tem uma carreira regular e, pelo jeito, não "amarela" na hora H. O cara ganha tudo, com ou sem vento, seu mais fiel aliado. Agora só falta os locutores esportivos dizerem que o iatismo será um esporte popular por aqui, apesar do nosso imenso litoral. Ouvi um comentarista do SPORTV dizer que Vela não é uum esporte caro.
Ah não??? Então vejamos: um barquinho mixuruca não custa menos que cinco mil reais. O aluguel de um espaço numa marina qualquer custa uma pequena fortuna. Ser sócio de um Iate Clube é caríssimo para os padrões da nossa "classe média", sem falar no equipamento básico, como roupas impermeáveis, relógios com cronógrafos capazes de medir a velocidade dos ventos, cordas e outros itens, sem os quais, o barquinho não vai a lugar algum...
Mas devo tirar o chapéu para o vôlei do Brasil. Pode ser que não seja campeão olímpico esse ano, mas que é o único esporte em que temos uma certa tradição em olimpíada e que causa um certo medo nos adversários, ah isso é verdade. Apesar de, inexplicávelmente, termos perdido para os Estados Unidos na segunda feira, sem a menor necessidade. Mas é bem provável que o Brasil traga mais medalhas para o vôlei de quadra masculino e feminino. Fiquei decepcionado com o pessoal da praia. Adriana Behar e Shelda ficaram, mais uma vez, no segundo lugar. Sei que as americanas são muito boas, mas Adriana e Shelda, também chegaram a Atenas como favoritas e o que se viu foi exatamente o contrário. E aí vem o pessoal das transmissões das tv's com o velho consolo: "valeu o esforço dessas guerreiras"... Enquanto Shelda e Behar recebiam sua prata em Atenas, aqui em Fortaleza a televisão mostrava a mãe da Shelda numa das maiores manifestações de conformismo que já vi diante de uma derrota. Ela disse o seguinte absurdo: "A medalha delas (americanas) é de ouro dourada e a nossa é de ouro prateado"... É, conseguir transformar prata em ouro só sendo alquimista.
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| Discoteca Básica (sexta, 20 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:07 am) [edit] |
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Dando continuidade à salada da "Discoteca Básica" hoje desenterrei um CD que adoro: é "Mezzanine", terceiro trabalho do grupo de DJ's e produtores musicais de Bristol, Inglaterra, que formam o Massive Attack, considerados os pais do Trip Hop. Esse disco foi lançado em 1997 e ficou em 15° lugar na lista dos cem melhores albuns de todos os tempos, segundo a revista britânica Q Magazine. Pode ser exagero, mas que é um bom disco, ah isso é verdade e de longe o melhor que o Massive Attack já lançou. Muito disso se deve à participação de Elizabeth Fraser que empresta sua voz de fada a algumas faixas. Pra quem não sabe, Fraser era a vocalista do Cocteau Twins que fez história nos anos 80 devido suas canções climáticas e misteriosas, numa época em que a música eletrônica começava a engatinhar. Apesar de muitos terem ido beber na fonte do Massive Attack, neste terceiro disco eles não abandonaram sua sonoridade característica, marcada por um baixo hipnótico e guitarras idem. Vale a pena ouvir.
Não é exagero, mas o Propaganda pode sim ser considerado o pai do Techno alemão. Claro que todas as influências são do Kraftwerk, mas esse disco é de 1985, uma época em que Techno não existia e quando esse termo era utilizado, geralmente se referia ao som industrial produzido por algumas bandas da região de Düseldorf. O Propaganda entrou em cena com esse disco e de cara fez muito sucesso com a inesquecível "Duel". Mas tem muito mais em "P-Machinery". Elementos sonoros altamente tecnológicos para a época e copiados até hoje, quase 20 anos depois, tanto que o CD mereceu uma edição remasterizada, disponível no site da Tower Records por 20 dólares. Se você aínda não ouviu esse disco, não sabe o que está perdendo. O som dessa gente, embalado pelo vocal de Claudjia Brücken, é de fazer inveja a muito DJ de hoje em dia e soa tão moderno e dançante quanto os remixes de Fat Boy Slim.
E já que o assunto é Techno, nada mais justo que incluir aqui este CD de 1991 do Kraftwerk. "The Mix" traz 11 versões radicais de clássicos do Kraftwerk, lançados entre os anos 70 e 80, remixados pelos próprios integrantes do grupo. É uma pancada!!! As músicas neste disco foram tão modificadas que algumas de longe lembram suas versões originais. Por exemplo: "The Robbots" traz uma sequência de batidas em seus nove minutos de duração que a tornou praticamente irreconhecível, não fossem as quatro notas de sintetizadores da versão original que permaneceram no remix. Outra versão que ficou, na minha opinião, melhor que a original é a clássica "Pocket Calculator", um Trance quase esquizofrênico que emenda com "Dentaku", outro clássico. Em "The Mix" estão "Trans Europe Express", "Autobhan" e, claro, "Music Non Stop". Pra quem gosta do gênero e do som do Kraftwerk, este disco é imperdível... se jogue!!!
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| Never Young (quinta, 19 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:05 am) [edit] |

Há pouco mais de um mês ví pela internet, o interesse da imprensa teresinense em torno da passagem da dublê de escritora Fernanda Young por Teresina. A moça foi à capital piauiense para fazer o lançamento de seu mais novo livro (???) Aritimética. Sua passagem por lá mereceu extensa cobertura de jornais e portais eletrônicos, com direito a muitas fotos. Como sempre acontece quando alguma celebridade passa por Teresina, que sabe acolher muito bem seus visitantes... sejam eles ilustres ou não, mas quando se trata de uma personalidade, sempre há festa. E no caso de Young foi festa demais.
Houve uma época em que Juca Chaves foi considerado "Persona Non Grata" no Piauí por causa de suas piadas infâmes e preconceituosas. Acho que está na hora de incluir um novo nome à lista e o de Fernanda Young seria ótimo para começar. Sei que pra ela (Young), que olha tudo sempre do alto, não faria a menor diferença, mas quem sabe isso fosse uma boa idéia para a alto-estima dos piauienses.
Essa introdução é apenas pra mostrar minha indignação contra essa imbecíl, que se esconde atrás do rótulo de escritora, para criticar a tudo e a todos como se tivesse alguma autoridade para isso, e tentar abrir os olhos de algumas pessoas que a tem como ídolo.
Pois bem, ontem no programa "Saia Justa", que assisto sempre com muito interesse, porque é no mínimo rizível, essa moça descarregou sua carga de preconceito contra o Piauí de forma vil e repugnante. O programa tinha como convidada Preta Gil, que por si só já garante boas gargalhadas. Quando o assunto descambou para o lado da modernidade, assunto que Young pensa dominar, foi a vez do povo que a acolheu tão bem recentemente, levar um COIÓ sem a menor justificativa.
A jornalista Mônica Waldvogel, que comanda o programa, perguntou à dublê de escritora se quando ela viajava ela sempre tinha contato com a modernidade. Pro meu espanto Young saiu com essa: "Que nada menina, recentemente estive no Piauí. Havia quase mil pessoas me assistindo, e para aquela gente pobre, mal consegui vender 15 livros..." Como o próprio nome do programa sugere foi uma "Saia Justa". A convidada olhou para Young com cara de reprovação. Mônica e a Marisa Orth trataram de mudar o assunto, mas Young, que se acha dona absoluta da verdade, não se conformou e lamentou: "Foram todos me ver... mas não compraram nada. Acho que não me entendem".
Realmente, é muito difícil entender uma mente estúpida como a dessa criatura. Acho até que ela vendeu muito. Afinal entre as quase mil pessoas que foram ouvir Young, como ela bem disse, 15 saíram com o tal livro, que se pretende um best seller, debaixo do braço. Agora me perdoem os piauienses, mas ingênuidade tem limite. Desde quando se deve tratar uma pessoa dessas com tanta cerimônia??? Fernanda Young, por milhares de vezes, já demonstrou ser preconceituosa e vou dizer uma coisa: de moderna ela não tem nem o visual. Ou será que encher o corpo de tatuagem é sinal de modernidade??? Ou quem sabe raspar a cabeça??? Ou aínda vestir sempre a mesma combinação de roupa preta??? Se for, vocês não precisam sair de Teresina pra encontrar ícones modernos. Aí mesmo está cheio de gente assím e com a cabeça muito mais bacana, sadía e aberta que essa pseudo-intelectual de Niterói. Francamente pessoal mas da próxima vez, pensem bem antes de convidar essa idiota para uma visitinha e se o fizerem, por favor, que tal apresentá-la ao Paulo Mota???
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| Discoteca Básica (quinta, 19 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:05 am) [edit] |
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Vou começar essa seção da "Discoteca Básica" com um CD das "antigas". Trata-se de "Age Of Consent" do grupo inglês Bronsky Beat que fez muito sucesso nos anos 80. Foi nesse grupo que Jimmy Sommerville mostrou ao mundo seus poderosos dotes vocais em belas músicas, como "Smalltown Bow", um hino contra o preconceito e a favor das minorias. Durante algum tempo, essa música foi também considerada uma espécie de hino gay, como "Y.M.C.A." do Village People. Mas, justiça seja feita, essa é mil vezes melhor. "Age Of Consent" é um disco que merece destaque na discoteca de qualquer pessoa que queira entender melhor como foram os loucos anos 80. Ah, até hoje não consegui entender porque Jimmy Sommerville largou o Bronsky Beat logo após ter lançado o primeiro disco. Em seguida ele fundou o Communards, tão bom quanto o seu grupo de origem.
No começo dos anos 90 surgiram muitos grupos de Rap. Alguns seguiram firme na estrada, como o TLC, por exemplo. Outros não tiveram vida longa mas deixaram um registro para a história musical. Dentre esses que "morreram na praia" destaco aqui o Arrested Development, que quando lançou este CD, parecia que seria "the next big thing"... mas não foi. Sua música negra e de protesto fez muito sucesso em 92/93 e o album de estréia nos mostrou pérolas como "Tenesse", "People Everyday" e minha preferida "Mr. Wendal". O Arrested Development, depois do disco de estréia, aínda lançou mais dois, entre eles um acústico para a MTV americana, mas da curta discografia deles, certamente o destaque vai para "3 Years, 3 Months and 2 Days..." que nos mostrou a força do rap rural produzido no sul dos Estados Unidos e que levantava a bandeira contra o preconceito racial que aínda é muito forte por lá.
Do Rap ao Trance... e quem pensava que o Trance estava dando seus últimos suspiros deve ter ficado "de cara" com a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Atenas, quando o DJ Tiësto fez a trilha de entrada dos atletas no estádio Olímpico tocando Trance. Foi um luxo! Mas aqui o detaque vai para o DJ e produtor alemão ATB, que em 1999 encantou o mundo com a belíssima "9 PM 'Till I Come", um hino eletrônico obrigatório até hoje e que está presente neste CD que "Discoteca Básica" destaca aqui. "The DJ In The Mix" é uma coletânea dupla com os melhores momentos do ATB. Os mais famosos hits do DJ ganharam novas versões nesse album, que ao contrário do que muita gente pensa, só prova que Trance não é descartável. Música eletrônica da melhor qualidade, pra quem curte o estilo, é claro.
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| Discoteca Básica (terça, 17 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:04 am) [edit] |
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Apartir de hoje vou abrir minha modesta coleção de CD's aqui no COL. Pena que não dá pra "linkar" cada um dos CD's pra que vocês possam ouví-los, mas posso garantir que é tudo coisa muito bacana. Lembro que nos anos 80 havia uma revista sobre música chamada BIZZ. Era uma espécie de bíblia musical para nós aqui no Brasil, amantes da boa música, em uma época em que disco importado era artigo do mais alto luxo e internet aínda era projeto em algum laboratório de informática americano. Na BIZZ havia uma seção chamada "Discoteca Básica", onde geralmente um crítico musical indicava um disco aos leitores. Eram geralmente discos raros e difíceis de ser encontrados por aqui. Lembro que foi alí que fiquei sabendo da existencia de um certo "Closer" de um tal de Joy Division, futuro embrião do New Order. E foi pensando nisso que resolvi mostrar por aqui, alguns dos exemplares que possuo na minha coleção. Nada de muito refinado ou conceitual, apenas boa música para qualquer momento. Ah, devo dizer que minha "Discoteca Básica" é bem eclética, mas por aqui nada de forró, axé, sertanejo ou pagode. Apenas boa música.
Pra começar "Homework" da dupla francesa Daft Punk. Apesar do nome nada de punk no som dos caras, apenas a boa música eletrônica. É nesse disco que está o mega-sucesso da dupla "Around The World" que tem um clip absurdo na MTV. Esse disco foi lançado em 1997 e combina em suas faixas, tudo o que há de melhor na "house music" e o que há de pior na música pop francesa. Alguém descreveu esse CD como um exemplar da melhor House Music de Chicago feita na França com o melhor do Techno europeu. Não sei se essa definição cabe em "Homework" mas pra quem curte o estilo, é um prato cheio.
Da música eletronica passamos ao bom e velho rock and roll. Jimmy Page e Robert Plant são dois velhos conhecidos do mundo do rock. Eles são a voz e a guitarra por trás do Led Zeppelin. Em 1994 lançaram esse disco chamado "No Quarter", um trabalho acústico produzido para a MTV gravado em locações tão improváveis quanto uma pedreira nos arredores de Katmandú ou num mercado de Marrakesh. O resultado é um disco imperdível e essencial para quem quer entender mais sobre a história do rock. Em "No Quarter" 17 músicas do Led Zeppellin foram recriadas pelos dois ex-integrantes do grupo. Todas as versões são belíssimas, mas todos os aplausos vão para "Four Sticks" e "Kashemir" qua ganharam arranjos de música indiana diante dos olhos de incrédulos visitantes do mercado principal de Marrakesh. Simplesmente um luxo!!!
Essa senhora fez aniversário ontem e em minha "Discoteca Básica" não poderia faltar um exemplar desse que eu considero o melhor disco da Madonna. "Erotica" foi bom desde o lançamento, quando uma curiosidade imensa em torno do disco tomou conta dos fãs da cantora no mundo inteiro. E Madonna botou pra quebrar. De cara viveu uma personagem no mínimo controvertida, uma rainha sadomasô chamada Dita na faixa "Erotica", em cujo clip surgia de máscara e chicote de couro. Um absurdo!!! Mais uma vez ela provou que era a rainha da polêmica e nem de longe demonstrava que atualmente iria descansar a cabeça estudando a "Kabalah". Deste disco se destacam também "Deeper and Deeper" e "Rain", uma balada emocionante que fez milhares de fãs brasileiros chorar durante a apresentação da turnê "Girlie Show" por aqui em 1993. Muito bom...
E por enquanto é só... amanhã tem mais "Discoteca Básica" aqui no COL. Espero que alguma dessas dicas de hoje se transformem em trilha sonora para seus próximos dias... Até a próxima!!!
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| 90's Top Hits (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:03 am) [edit] |
 Cher de volta ao topo com Believe
Quem disser que 1999 não foi o ano da Cher é porque estava fora deste planeta naquela época. "Believe" foi a música mais tocada durante todo o ano de 99 em todo o mundo. Qualquer pista tinha um remix do mega hit que foi remixado milhões de vezes por inúmeros DJ's. Nunca a ex-mullher de Sony Bono fez tanto sucesso em sua longa carreira. Extravagante como só ela sabe ser, Cher soube aproveitar o sucesso dos dois singles de seu álbum, "Believe" e "Strong Enough". Em 1999 ela botou pra quebrar, terminou o ano exatamente como começou: em primeiro lugar e "Believe" foi a música mais executada no Reveillon do milênio. Mas 1999 trouxe surpresas desagradáveis, como Whitney Houston e Mariah Carey, num encontro para celebrar o mal gosto na música (argh) "When You Believe", a tal da Britney Spears com a pegajosa "Baby One More Time" e Rick Martin vivendo "La Vida Loca"... pior impossível. Mas, felizmente, sobrevivemos à tudo isso e ao "Bug do Milênio" e cá estamos contando a história. Vamos então à lista das dez melhores de 1999, segundo o COL.
Believe, Cher He's All I Want, Angelmoon The Rockafeller Skank, Fat Boy Slim Mambo No. 5 (A Little Bit Of...), Lou Bega Teardrop, Massive Attack (Ft. Elisabeth Frasier) It's Not Right But It's Okay, Whitney Houston (ok, eu me rendo... hahahahaha) Doo Wop (That Thing), Lauryn Hill Last Kiss, Pearl Jam 9 PM 'Till I Come, ATB Play, Moby
Então tá... chega de lista né??? Chegamos ao fim. Sei que várias múicas ficaram injustamente de fora, mas a lista era das 100 melhores dos anos 90 e acho que consegui meu objetivo e reuni as dez melhores da cada ano da década passada. Se faltou alguma, usem os comentários à vontade... até a próxima...
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| O Aniversário da Divas (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:02 am) [edit] |

Há algum tempo atrás a data de hoje era comemorada com muita badalação no mundinho pop que cerca Madonna. Mas hoje, ao completar 46 aninhos de vida, ela que já fez de tudo nessa vida, resolveu comemorar seu aniversário de forma light. Medge, como é carinhosamente chamada pelos mais íntimos, vai descansar em um spa com seus amigos mais próximos e vai pagar a conta de todos, segundo informou o jornal britânico Dailly Mirror. Pronto!!! Está lançada a mais nova forma de se comemorar aniversário... trancados num spa. Sim, porque tudo que essa senhora faz é copiado, imitado, xerocado... Enfim, que ela continue dando o que falar e nos brindando com tanta música bacana... podem dizer qualquer coisa dessa criatura, mas ninguém passa tanto tempo fazendo sucesso sem ter mérito algum. Seja num spa, num palco ou numa farra homérica em uma suite de um hotel luxuoso, Madonna, Esther ou seja lá que nome escolher, ela merece as homenagens de hoje... Happy Birthday!!!
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| Dado é o Pior! (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:02 am) [edit] |
E aconteceu o que todo mundo já sabia... Dado Dolabella foi eleito o pior ator da temporada 2003/2004, segundo a votação de internautas para o troféu Santa Clara. Pra quem não sabe, Santa Clara é a padroeira da televisão que, a julgar pelo resultado final da votação, nunca esteve tão mal representada... que pecado!!!. O resultado final foi divulgado pela Folha On Line e pra conferir é só clicar aqui. Mas antes devo dizer que em segundo lugar ficou Luciano Szafir, o Lucas, da novela "Metamorphoses" (Record) e em terceiro, por sua participação em "Celebridade", Paulo Vilhena. Nunca a televisão brasileira esteve tão bem representada por uma geração inteira de canastrões. Justo... muito justo!!!
Além desse resultado, veja quem ganhou o Santa Clara em outras categorias:
Pior Atriz: Letícia Spiller Pior Apresentador: João Kléber Pior Apresentadora: Márcia Goldshmidt Pior Novela: Metamorphoses Pior Locutor: Galvão Bueno Pior Mesa Redonda (debate); Terceiro Tempo (Record) Pior Programa jornalístico: Cidade Alerta (tri-campeão) Pior Humorístico: Zorra Total Pior Programa Infantil: Xuxa No Mundo da Imaginação Pior Programa de Variedades/Fofocas: Swing Com Syang (TV Gazeta) hahahahahaha Pior Programa de Domingo: Domingo Legal (no comments) Pior Programa da TV Brasileira: Eu Ví Na TV (João Kléber) ... meu Deus, quanta responsabilidade!! Pior Fiasco: Entrevista com falsos integrantes do PCC no Domingo Legal
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| ARROGANTES!!! (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:01 am) [edit] |
 Seleção americana de basquete: Nightmare Team
Eu sei que aínda está muito cedo para afirmar que a hegemonia do basquete norte-americano está ameaçada nas Olimpíadas de Atenas. Mas que foi bonito ver o tão badalado "time dos sonhos" viver um pesadelo anguastiante ontem à tarde, ah isso foi... Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos uma seleção de basquete dos Estados Unidos perde uma partida. E dessa vez perdeu para um país latino-americano, o que, para o orgulho e arrogância daquela gente, deve ter sido difícil de engolir. E os responsáveis por essa amarga derrota não foi nenhum time considerado favorito, como a Argentina. Foi sim a seleção de Porto Rico. What a shame!!! Foi a quarta vez que um time de basquete americano perdeu uma competição oficial e, como já disse, a primeira vez numa Olimpíada. As outras três derrotas aconteceram no mundial de basquete de 2002, disputado em Indianapolis, mas eles se desculparam dizendo que, na ocasião, estavam com um time de segunda linha, diferente do que viajou para Atenas, formado básicamente por jogadores da NBA... What a shame!!! Ah, antes que eu esqueça, os porto-riquenhos venceram Tim Duncan, Allen Iverson e Cia. por 92 a 73. Dream Team? Só se for o das mulheres...
 O nadador Michael Phelps cai na piscina para perder para um time de Sul-africanos Outra decepção para os arrogantes americanos aconteceu na piscina olímpica de Atenas, também ontem a tarde, durante a prova de revezamento 4X100m livres masculino. O mega star das piscinas Michael Phelps, mais uma vez com seus headphones, chegou ao parque aquático sentindo que ganharia mais uma medalha de ouro. Aliás, ele só participou dessa prova para tentar ganhar oito medalhas de ouro e bater o recorde de um compatriota, Mark Spitz, que ganhou sete medalhas em Munique-1972. Se deu mal... No caminho dele tinha um time de nadadores sul-africanos que se quer era cogitado como favorito.
 Na TV os narradores anuinciavam Phelps e Ian Thorp (da Austrália) como as grandes estrelas daquela prova. Pois a África do Sul não só chegou na frente como bateu o recorde mundial do revezamento com os nadadores Lyndon Ferns, Ryk Neethling, Roland Mark Schoeman e Darian Townsend (foto a cima), que completaram a prova em 3min13s17, baixando em meio segundo o antigo recorde mundial da distância, que era de 3min63s67 e pertencia à Austrália. Em segundo lugar ficaram os holandeses, qua também não figuravam entre os favoritos da prova. Phelps e Cia. tiveram que se contentar com uma medalha de bronze... What a shame!!!
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| 90's Top Hits (sábado 14 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:00 am) [edit] |
 Cenas do Show do U2 no Estádio do Morumbi: São Paulo, 1998
E a lista das melhores dos anos 90 está quase chegando ao fim. O ano agora é 1998, que aqui no Brasil começou, trazendo pela primeira vez o U2 com três belíssimos concertos da "Pop Mart Tour" (um show no Rio e dois em São Paulo). Ah, e esse eu não perdi... fui ver de perto, afinal havia passado mais de dez anos esperando a oportunidade de assistir um show deles e valeu a pena cada centavo que gastei para ir de Fortaleza à São Paulo para assistir os dois shows que os caras fixzeram no Morumbi. "Pop Mart" chegava ao Brasil embalada pelo sucesso do disco "POP", lançado um ano antes e que rendeu bons singles nas paradas. Em 1998, Madonna (como sempre), também entrava nas paradas com as músicas de seu inesquecível "Ray Of light". O cinema também teve grande participação, como ocorrera em anos anteriores. Foi do filme "Titanic" que Celine Dion levou o Oscar pela canção "My Heart Will Go On". Outro grande sucesso das telas foi "Armagedon", que fez o Aerosmith bombar com a música "I Don't Want To Miss a Thing". Ah, e antes que eu esqueça, foi em 1998 que o mundo começou a conhecer as curvas sinuosas de Beyoncé, nos vocais do Destiny's Child. Vamos então às 10 de 1998...
Bitter Sweet Simphony, The Verve Firestarter, Prodigy Kiss The Rain, Billie Myers Discotheque, U2 Ray Of Light, Madonna How's It Going To Be, Third Eye Blind No, No, No, Destiny's Child My Way, Usher Meet Her At The Loveparade, Da Hool You're Not Alone, Olive
Então tá... eis aí as dez melhores de 1998 segundo o COL. Se esqueci de alguma, usem os comentários para me fazer voltar no tempo e relembrar outras que ficaram de fora... até a próxima!
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| Foi Lindo (sábado, 14 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:59 am) [edit] |

Os gregos calaram a boca do mundo inteiro. Deram um show de organização e beleza durante a abertura dos Jogos Olímpicos ontem. A cerimônia foi uma das mais belas de que se tem notícia. Só quem criou os jogos teria a capacidade de mostrar um espetáculo desses para o mundo. A capacidade dos gregos de organizar as olimpíadas foi constantemente questionada. Havia quem apostasse que nada ficaria pronto para o início dos jogos e o que se viu foi exatamente o contrário: tudo funcionando perfeitamente. Nem os americanos, com anos e anos de estrada em organizar shows e cerimônias diverssas, conseguiram mostrar ao mundo um espetáculo tão grandioso. Pelo contrário: as aberturas dos jogos de Los Angeles em 1984 e Atlanta em 1996 foram marcadas pela cafonice, que é bem comum àquela gente que se julga superior a qualquer outro ser humando que tenha nascido fora de suas fronteiras. A cerimônia de abertura dos jogos de Atenas foi realmente linda!!!
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| 90's Top Hits (quinta, 12 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:59 am) [edit] |
 Cartaz de Traisnpoting: Épico da electronic generation
Mais uma rodada da lista das melhores músicas dos anos 90. Chegamos agora ao ano de 1997. Acho que, musicalmente, este foi um dos mais fracos. Só deu "Boys and Girls Bands". Foi o ano que o mundo conheceu uma praga inglesa chamada Spice Girls, que não se conteve em tomar de assalto nossos ouvidos e ganhou também uma versão cinematográfica. Foi também o ano de outra praga chamada Back Street Boys e de uma outra, importada da Suécia, chamada Acqua e uma tal de "Barbie Girl", lembram???. Em 1997 Celine Dion e outras divas de sua laia também grudaram em nossos ouvidos indefesos ao sintonizar qualquer emissora de rádio. Foi o ano em que o mundo chorou ao ouvir repedidamente a canção "Candle In The Wind", oportunamente lançada por Elton Jonh momentos depois da Princesa Diana ter se espatifado numa coluna do "Túnel das Almas" em Paris. Mas foi em 1997 que pudemos ver "Trainspoting", cujo cartaz ilustra este post e, pra mim, sua trilha sonora poderia ser incluída inteirinha nesta lista. Mas, sejamos democráticos e vejamos o que escapou, além das músicas do filme e do sucesso dos Chemichal Brothers...
Born Slippy, Underworld Block Rockin' Beats, Chemical Brothers On & On, Erykha Badu Killing Me Softly With His Song, The Fugees Free To Decide, Cranberries Wonderwall, Oasis Six Underground, Sneaker Pimps Everyday Is a Widing Road, Sheryl Crow Free From Desire, Gala Fired Up, Funky Green Dogs
Me perdoem pela inclusão da Gala na lista, mas é que essa música tocou tanto e fez tanta gente dançar, que não dava pra ficar de fora. E, além do mais, até que é bonitinha... Também esqueci de incluir Tori Amos, mas é que o som dessa moça é tão "cabeça", apesar de maravilhoso, que tenho a impressão que destoaria do propósito desta lista. Mas que 1997 foi um ano "dance", ah isso foi. Os roqueiros parecem que entraram em sono profundo nesse período da década passada, abrindo espaço definitivo para o crescimento da música eletrônica, que teve em "Trainspoting" seu passaporte carimbado com visto definitivo... veio pra ficar. Até a próxima!!!
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| Fofa Ganha BBB Inglês (terça, 10 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:57 am) [edit] |
A transexual portuguesa Nadia Almada(foto), 27 anos, foi a grande vencedora da quinta edição do Big Brother inglês exibido pelo canal Channel 4 que terminou na noite da sexta-feira, dia 06 de agosto. Com 74 % dos votos dos telespectadores, ela levou para casa o prêmio de aproximadamente cem mil euros e se transformou no mais novo ícone da comunidade GLBT mundial. Após ser declarada vencedora, Nadia disse que resolveu participar do reality show para que as pessoas a vissem como uma mulher: "Agora sou aceita pelo público como uma mulher e sinto-me mais confortável comigo mesma".
A transexual passou 71 dias confinada na casa e disse nunca ter falado de sua operação de mudança de sexo para os companheiros de programa por “questão de segurança”. “Não era um segredo, apenas não falei sobre isso. E foi muito difícil, porque houve momentos em que tive de mentir um pouco. Eu não queria mentir e houve momentos onde quis revelar tudo, mas não podia. Estava tão nervosa".
Sua vitória no reality show foi festejada por grupos de defesa das minorias sexuais de toda Europa e, em especial, em Portugal. "Trata-se de uma vitória do antipreconceito e da igualdade”, declarou António Serzedelo, dirigente do grupo português Opus Gay.
Natural da Ilha da Madeira, considerada uma das regiões “conservadoras” de Portugal, Nadia é a mais velha entre seis irmão e vive na Inglaterra há pouco mais de oito anos. Antes de ser selecionada como uma das participantes dessa edição do Big Brother, trabalhava como caixa em um banco... arrasou fofa!!!
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| Senhora Nordestina (terça, 10 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:56 am) [edit] |
 Acabo de ler na Folha de São Paulo de hoje que as cenas de amor lésbico na novela "Senhora do Destino" começarão com inocentes "selinhos" entre as personagens de Bárbara Borges e Myla Christie (foto). Até aí tudo bem, porque não era de se esperar que as duas já fossem direto pra cama no primeiro encontro. Mas o que me chamou a atenção foi o fato de Aguinaldo Silva, o autor que diz que sua novela se passa entre os anos de 1992/93 afirmar que optou por essa tática porque as meninas de "hoje em dia" costumam se tratar assím. Ué... mas a novela não se passa no começo dos anos 90??? Será que naquela época esse costume já era difundido e eu não sabia??? Ou quando é o "hoje em dia" do Aguinaldo??? Afinal, em que planeta esse rapaz vive???
Os erros de continuidade dessa novela estão ganhando cada vez mais espaço nos jornais e revistas e aqui também. Mas o motivo é simples: chama a atenção de qualquer telespectador tantas mancadas. Outro dia, eu estava asistindo a novela e numa cena que se passava num bar, a personagem de Carolina Dieckman conversava com outra pessoa e ao fundo aparecia um cardápio na parede (bem carioca) com os preços em Reais... Nada de mais pra quem já viu notas de 10 reais circulando numa novela que se passa numa época em que essa moeda aínda nem estava nos planos do governo para ser criada como forma de combater a inflação.
Mas voltando aos "selinhos". Veja o que o autor disse na Folha de hoje: "desde o primeiro encontro, elas adotarão o hábito, muito comum entre as meninas mais descoladas de hoje, de trocar um 'selinho' nos lábios. Com isso, a famosa questão do beijo já estará superada. As duas acharão que são amigas. Só começarão a se ver com outros olhos quando as pessoas passarem a desconfiar".
Legal não??? Mais uma vez fica claro que nem o autor está preocupado mesmo com o "tempo presente" de sua novela. A única coisa bacana disso tudo é que com esse caso lésbico a novela vai tratar de um tema muito delicado e que gera muito preconceito entre as pessoas. Segundo a Folha, Aguinaldo não irá esperar a pesquisa com grupos de discussão para saber se o público aprova a relação. O método não é adotado no início de novelas com bom ibope. "Senhora" já atingiu 47 de média. No mesmo período, "O Clone" teve 44, "Celebridade" e "Mulheres Apaixonadas", 40. "Tenho esperanças de que a história não sofra rejeição, já que vou dar um tratamento natural e não-polêmico. O romance surgirá, aos olhos dos demais personagens, como um fato consumado", diz. A heroína Do Carmo (Suzana Vieira) dirá que "qualquer espécie de relação, desde que baseada no amor e no respeito, vale a pena."
Em "Torre de Babel" (98/99) um casal de lésbicas morreu na explosão do shopping por rejeição do público. Em "Mulheres Apaixonadas" (2003), duas garotas homossexuais tiveram um final feliz. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
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| Jornalismo Disciplinado = Censura (terça, 10 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:56 am) [edit] |
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Há alguns dias uma polêmica começa a ganhar corpo em Brasília. Trata-se da criação do "Conselho Federal de Jornalismo", o CFJ. Seria uma espécie de CREA dos Engenheiros e Arquitetos ou CRM dos médicos. Só que no caso dos jornalistas a coisa começa a parecer um método de censura, até porque a profissão de jornalista já é regulamentada e é muito mais fácil se identificar um erro médico ou um cálculo errado em uma obra de engenharia que numa profissão que lida com idéias e informações. Mas a idéia é combater o mal jornalismo e uma chamada "onda de denúncismo" que toma conta do Brasil. Sei não, mas a censura não tarda a se impor novamente nas redações.
O próprio Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sabe que a profissão de jornalista é regulamentada. A FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas (que apóia o projeto) também sabe disso e o que se vê é uma tentativa de impedir a liberdade de imprensa neste país...
Com novas declarações e divulgação de notas oficiais, tornou-se mais clara ontem a divisão entre os defensores e os detratores da criação do tal Conselho, que teria as atribuições de disciplinar e fiscalizar a atividade da imprensa. Enquanto o governo, representado pelo ministro da Justiça, defendeu a necessidade de um órgão de controle, parlamentares como o presidente do Senado, José Sarney, e representantes de entidades de classe como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) saíram em defesa da liberdade de imprensa. Os magistrados enxergam um viés autoritário na proposta semelhante ao existente na Lei da Mordaça, que busca o controle da atividade do Ministério Público Federal.
Lí no O Globo que o secretário-geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, rebateu as críticas de que o CFJ teria sido proposto depois de negociação da entidade com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A FENAJ não pretende recuar do apoio dado ao governo para aprovar o projeto.
— É absurdo atribuir a origem do conselho ao governo do PT como se fosse uma barganha. Isso é má intenção — disse Schröder, lembrando que o debate em torno do assunto começou em 1996, durante congresso de jornalistas realizado em Porto Alegre.
Segundo a matéria, que está na edição de hoje do O Globo, Schröder, no entanto, admite que a federação deverá ter papel executor sobre o conselho. O sindicalista faz questão de lembrar que o projeto para a criação do CFJ estava no Ministério do Trabalho desde o fim do governo Fernando Henrique.
Schröder criticou também a desinformação por parte dos que atacam a entidade, que apóia a criação do conselho e que teria o respaldo de jornalistas ligados à federação.
— O conselho não vai contra o jornalista. Pensar assim é como se o Conselho Regional de Medicina responsabilizasse um médico pelas mazelas na saúde. O conselho servirá para fortalecer o exercício da função de jornalista — disse.
A AMB divulgou nota na qual condena a criação do Conselho Federal de Jornalismo. Para a entidade, o conselho não seria a instância mais indicada para fiscalizar a atividade jornalística. "Os abusos do mau jornalismo devem ser corrigidos por meio da Justiça, como prevê a Constituição, sem necessidade de qualquer órgão com poderes para cercear a liberdade de expressão e acarretar até perda de registro profissional", escreveu o presidente da entidade, Cláudio Baldino Maciel.
A nota compara a atitude do governo de apresentar o projeto à decisão de ressuscitar a Lei da Mordaça, que tramita no Congresso e pretende impor regras para impedir procuradores da República de comentar publicamente investigações antes de serem concluídas. O documento da AMB também acusa o governo de tentar impedir que o Ministério Público investigue atos criminosos, em uma referência à ação que deverá ser julgada no próximo mês pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na qual os poderes de investigação da instituição são postos em xeque.
A AMB considera que a criação do CFJ, a possível votação da Lei da Mordaça e o questionamento do poder de investigação dos procuradores fazem parte de uma "mesma lógica autoritária" do governo.
Isso tudo só mostra como é atrapalhado o governo do senhor Lula. Desde o episódio do NYT, quando Lula tentou expulsar um jornalista do país, que a vontade do governo é impor limites à liberdade de imprensa. Muito me adimira um governo que se diz popular e que tanto sofreu nas garras da ditadura militar, assumir tal postura que vai exatamente contra os mais básicos princípios democráticos. Fiscalizar uma profissão como a de jornalista, é sim tentar impor censura e como bem disse o deputado federal Cristóvam Buarque, ontem à noite no Jornal Nacional, a censura se instala assim, "aos poucos"... em breve teremos censores nas redações e nada que desagrade ao governo poderá ser publicado e o pior de tudo, com o aval da FENAJ, que deveria ser a primeira a se mobilizar contra tamanho absurdo. Onde é que nós estamos??? Isso aqui parece mesmo uma república de bananas!
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| 90's Top Hits (terça, 10 de agosto) |
| 09.20.04 (8:55 am) [edit] |
 Capa do CD Mellon Collie And The Infinite Sadness do Smashing Pumpkins
A lista das melhores músicas dos anos 90, segundo o COL, chega ao ano de 1996. Foi nesse ano que ouví pela primeira vez a voz quase triste de Allanis Morissette, uma canadense que começava a fazer sucesso com a a música "Ironic". Foi também em 1996 que ouvi o belíssimo CD duplo do Smashing Pumpkins, "Mellon Collie And The Infinite Sadness", cuja capa ilustra este post. Aínda em 1996 o Everything But The Girl saía de um longo período de ostracismo graças ao CD "Amplified Heart", do qual a faixa "Missing", ganhou um remix maravilhoso do DJ Todd Terry e virou hino nas pistas do mundo inteiro e o Oasis brindava o mundo com a bela "Champagne Supernova", tirada do CD "What's The Story Morning Glory?". Ah, foi em 1996 que a saudosa FM Antena 10, de Teresina, se rendeu aos encantos de uma proposta milionária da famijerada Igreja do Bispo Edir Macedo e deixou milhares de ouvintes sem sua programação. Foi nesse ano que eu deixei Teresina e voltei a morar em Fortaleza, de onde havia saído aos 12 anos de idade. Chega de saudosismo e vamos à lista...
Ironic, Allanis Morissette Missing, Everything But The Girl Where Do You Go, No Mercy 1979, The Smashing Pumpkins You'll See, Madonna Champagne Supernova, Oasis Ode To My Family, Cranberries All By Myself, Sheryl Crow I Got Id / Long Road, Pearl Jam Set U Free, Planet Soul
Foi um ano bacana e teve de tudo um pouco. Do Rock n' Roll crú do CD "Vitology" do Pearl Jam, à fundamental dance music do Planet Soul, passando pelo mega-hit do No Mercy que tocava umas 10 vezes por dia nas rádios. Ah, e por falar em ter saído de Teresina para morar em Fortaleza, isso aconteceu há exatamente 8 anos. Foi no dia 10 de agosto de 1996 que voltei para perto do mar... até a próxima.
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| Fui a Nocaute pelo MY DOOM (Domingo, 08 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:54 am) [edit] |
Depois de algus dias fora do ar, volto ao COL através de uma Lan House, que tem aqui perto da minha casa. Meu computador foi pro “espaço” graças à uma praga virtual chamada “my doom”, que me foi enviada “graciosamente” via e-mail. Não sei quem foi o autor da “gracinha” mas se soubesse mandaria exterminar esse sujeito. Bom, enquanto meu micro agoniza em alguma UTI cibernética, em busca da cura para esse mal, cá estou, ao lado de um bando de adolescentes ensandecidos que jogam em seus terminais num ritmo frenético, que me fazem lembrar Hans Solo no comando de sua Millenium Falcon no primeiro Guerra nas Estrelas.
Mas não vim aqui pra me lamentar. Essa é a primeira vez que entro num desses ambientes e, confesso, estou me sentindo como um peixe fora d´agua. Sempre passava pela porta desta Lan House nos passeios com meu cachorro Davi e via que esse mundo era realmente estranho. Agora, como habitante desse planeta, mesmo que de passagem, me sinto igualmente estranho. Já havia lido a respeito do que se passa nestas Lan Houses... é outro mundo. Os diálogos se dão em volume máximo, porque cada pessoa ocupa um terminal com um headphone de última geração no ouvido. Eles se comunicam entre si, enquanto travam batalhas em diversos cenários. Gritos, palavrões, gírias as quais não consigo decifrar... é tudo mesmo estranho. E eu, aqui quietinho digitando um texto para o COL. Alguns me olham como se fosse um E.T. e eles tem razão se pensam assim, afinal, não sou desse mundo.
E antes que seja atingido por um tiro disparado por uma metralhadora de raio laser, vou embora. Já matei minha curiosidade e fiz um post até bonitinho. Mas amanhã, volto aqui e vou dar continuidade à lista das melhores dos anos 90 que se encontra parada graças ao estrago que o “my doom” causou no meu micro. Eu já havia arquivado todas as seqüências das músicas até o ano de 1999 e perdi tudo... sem falar que perdi também todas as músicas que durante meses baixei via Soul Seek, Kazaaa e Lime Wire... Mas, o que seria de nossas vidas sem essas pequenas emoções???
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| O Fotojornalismo está orfão (quarta, 04 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:53 am) [edit] |
 Henri Cartier-Breson: imagem do fotógrafo em 1989
O francês Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos do século 20 e fundador do fotojornalismo moderno, morreu aos 95 anos, anunciaram amigos da família.
Cartier-Bresson, fundador da agência fotográfica Magnum, em 1947, foi apelidado por seus admiradores de "olho do século". Ele morreu na segunda-feira no sul da França, segundo informou hoje a emissora de TV LCI.
O Web site do jornal Libération disse que o fotógrafo, homem que prezava sua privacidade, foi sepultado na tarde desta quarta-feira numa cerimônia familiar reservada em Monjustin, na região de Provence.
Cartier-Bresson alcançou a fama, em parte por ter estado nos lugares certos, nos momentos certos, e também por possuir o talento de captar em preto e branco aquilo que descrevia como "o momento decisivo". Durante sua carreira, ele documentou alguns dos momentos e das figuras mais emblemáticos do século passado.
 Foto de Bresson em Singar, na Cachemira em 1948: Arquivo EFE Desde a Guerra Civil Espanhola até a liberação de Paris na 2a Guerra Mundial, passando pela morte de Mahatma Gandhi, na Índia, a queda de Pequim diante das forças de Mao Tsé-Tung, em 1949, ou o Muro de Berlim... ele fotografou tudo.
"Na fotografia, é preciso ser rápido, rápido, rápido, como um animal e como uma presa", disse Cartier-Bresson numa rara entrevista filmada que acompanhou uma exposição de seus trabalhos montada em 1979. "E é preciso tentar colocar a câmera entre a pele da pessoa e sua camisa", disse.
Cartier-Bresson definiu sua visão no conceito de "momento decisivo". Segundo ele, isso seria o "reconhecimento imediato, em uma fração de segundo, da significância de um evento e a precisa organização das formas que dão a esse evento a sua expressão real".
Nos últimos anos, sua ocupação principal foi o desenho. Henri Cartier-Bresson morava em Paris e completaria 96 anos no dia 22 de agosto... o fotojornalismo está órfão.
Para saber mais sobre o "pai" do fotojornalismo basta clicar aqui.
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| Senhora Nordestina (Quarta, 04 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:53 am) [edit] |
Já estava com saudade de falar na novela Senhora do Destino. Enquanto digito essas "mal traçadas linhas", a novela está no ar e, finalmente, a produção de arte quase deu uma dentro, como se diz.
Nazaré (Renata Sorrah) está ao telefone com Maria do Carmo (Suzana Vieira). A raptora fala de um orelhão, que pra minha surpresa é vermelho e daqueles que funcionavam à base de fichas. A conversa entre as duas é tensa. Nazaré começa a mostrar a vilã que vai assombrar a heroína nordestina. Quando desliga o telefone, a câmera fecha em close no aparelho. Parece que a direção quis passar um recado a todos nós que tanto criticamos os vascilos da produção.
Mas o esforço de encontrar um telefone público vermelho de fichas não foi assím tão valioso. A cabine do telefone está pintada com cores atualíssimas da Telemar, que em 1992/93 aínda não existia e, se não me falha a memória, nessa época os orelhões do Rio de Janeiro eram da cor laranja e a companhia telefônica aínda era a finada Telerj. E de que adianta um orelhão de fichas, se a personagem de Deborah Falabela pilota um jipe Suzuki último modelo??? Naquela época, nem o Vitara aínda havia chegado por aqui...
Por falar nessa novela, que não sei porque insisto em assistir, o que são os diálogos do Barão de Bomsucesso (Raul cortez) e sua esposa (Glória Meneses)??? Ontem o casal estava às voltas com os preparativos de um jantar glamuroso. No meio do "texto" eles falam sobre um jantar que ofereceram para a atriz americana Kim Novack, quando esta esteve no Rio de Janeiro, sabe Deus quando. A conversa termina com a personagem de Glória Meneses lembrando que a atriz, em agradecimento ao jantar, lhe convidara para uma temporada em seu rancho californiano... como viaja esse Aguinaldo Silva, francamente...
E por falar em Gloria Meneses, o que houve com ela??? Sua personagem parece que sofre de mal de alzheimer... o que é aquilo???
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| Aluscinação (quarta, 04 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:52 am) [edit] |
Acabo de ler no UOL que seres estranhos estão assustando a população de várias cidades do interior do Chile.
As criaturas, segundo informam os jornais locais, teriam cerca de dois metros de altura e aparências estranhas. Há relatos de aves gigantescas com cara de cachorro que se deslocam lentamente pelo ar. Algumas pessoas afirmam ter visto criaturas parecidas com dinossauros, passando por carros numa estrada do norte do país, a mais de cem quilômetros por hora. Um desses seres teria a aparência de uma gárgula e outros seriam semelhantes a cangurús.
Segundo informa o UOL, essas visões foram registradas em dias diferentes por pessoas que circulavam por uma estrada que corta o deserto de Atacama, a cerca de 2.000 quilômetros de Santiago.
Não é por nada não, mas eu gostaria de saber que espécie de alucinógeno essas pessoas tomaram antes de pegar a estrada. Será que ninguém as avisou que dirigir sob efeito de entorpecentes é muito perigoso???
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| Casamento Gay nos Simpsons (quarta, 04 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:51 am) [edit] |

No ar desde o início dos anos 90, o desenho 'Os Simpsons', sempre deu o que falar... Sou fã de carteirinha de Bart e sua família atrapalhada. O desenho já contou com a participação (em desenho e voz, claro) de diversas celebridades e políticos. Tony Blair, o primeiro ministro inglês, já fez uma ponta. Astros do rock também já passaram por Springfield, a cidade que abriga a família Simpson. Artistas de cinema também já deram o ar da graça em alguns episódios. Guerras e países do terceiro mundo (inclusive o Brasil) já foram criticados. E tudo isso com humor ácido e desconcertante. Talvez esse seja o segredo do sucesso de 'Os simpsons'.
Os episódios tratam de temas atualíssimos e é por isso que já está em produção um, que vai mostrar casamentos gays. Lí hoje no site da BBC, que em janeiro um dos personagens fixos do desenho vai assumir que é gay e os fãs da série já começaram suas apostas.
"Em um dos episódios, a cidade de Springfield legaliza os casamentos gays para angariar dinheiro", afirmou o produtor Al Jean em uma convenção de fãs. Ele disse que Homer Simpson (o patriarca da família) vai se tornar pastor ao preencher um formulário na internet e um personagem de longa data vai "sair do armário". Mas não disse qual.
O último suspense envolvendo um episódio de 'Os Simpsons' incluiu o assassinato de um personagem. Após semanas de especulação, Maude, a esposa do vizinho de Homer Simpson, Ned Flanders , foi a escolhida.
Segundo a BBC, a especulação já é grande nos websites de fãs do seriado para descobrir a identidade do misterioso personagem gay. Entre os mais cotados estão o assistente do senhor Burns, Waylon Smithers, e uma das cunhadas de Homer.
O criador de Os Simpsons, Matt Groening, brincou na convenção de fãs ao dizer que o escolhido seria o próprio Homer. A discussão em torno de casamento gay tem levantado muita polêmica nos Estados Unidos e o assunto ganha muita repercução nesse momento de campanha presidencial por lá, por isso os produtores resolveram levar o tema ao desenho, que é um dos mais assistidos no mundo inteiro.
Sobre a migração de 'Os Simpsons' para o cinema, que vem sendo muito especulada também, Groening disse que existe um plano nesse sentido, mas que o projeto não será realizado até que a série de televisão termine.
A nova temporada do desenho estréia nos Estados Unidos no próximo mês. Aqui no Brasil, o canal por assinatura Fox, que exibe os desenhos mais atuais, promete para outubro. Na Globo deve demorar mais um pouco. Para as próximas aventuras de Bart e sua famíla já estão escalados o rapper 50 Cent e a atriz Kim Cattrall, a Samantha do seriado Sex and The City.
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| 90's Top Hits (terça, 03 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:50 am) [edit] |
A lista das 100 melhores músicas dos anos 90, segundo o COL, chega agora à metade da década. O ano é 1995. Foi o ano em que o Rap, após 15 anos de batalha, disse ao mundo que existia e era bom. A prova disso foi Coolio e sua "Gangsta's Paradise", que permaneceu oito semanas seguidas em primeiro lugar na parada da Bilboard. No rastro deixado por ele vieram TLC, que emplacaram pelo menos três boas músicas, entre elas "Red Light Special" e Fugees, com a voz belíssima de Laureen Hill na releitura de "Killing me Softly With His Song". O Rock n' Roll também teve representantes de peso em 1995, entre eles (como sempre) U2, com uma música composta especialmente para a trilha sonora de "Batman Forever", chamada "Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me"... um luxo! Foi também em 1995 que Des'ree ganhou fama com sua balada "You Gotta Be", simplesmente linda! Mas entre as baixarias desse ano figuras carimbadas: Mariah Carey, com "Fantasy" e o canadense Bryan Adams, que conseguiu sucesso com uma música da trilha sonora do filme "Don Juan de Marco", conhecida por "Have You Ever Really Loved a Woman", que aqui no Brasil ganhou uma versão sertaneja feita por Xitãozinho e Xororó, se não me falha a memória (ou teria sido Cleiton Camargo, irmão de Zezé e Luciano???)... não importa, ninguém merece! Vamos então às 10 de 1995:
"Take A Bow", Madonna "Kiss From A Rose", Seal "Gangsta's Paradise", Coolio "You Gotta Be", Des'ree "All I Wanna Do", Sheryl Crow "No More I Love You's", Annie Lennox "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me," U2 "I'll Stand By You", Pretenders "Space Cowboy", Jamiroquai "Shy Guy", Diana King
Pra terminar, quero dizer que foi uma pena a Fat Family ter feito uma versão para essa música da Diana king. Destruíram a música da coitada... pelo menos serviu pra eles ficarem conhecidos e engordar mais... Até a próxima!!!
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| Baixei e Ví (terça, 03 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:50 am) [edit] |

Depois de uma noite inteira conectado no Soul Seek (programa de troca de arquivos online), consegui fazer o download do filme Fahrenheit 11 de Setembro, do polêmico Michael Moore. Economizei no preço do ingresso, mas certamente aumentei o valor da conta de luz. Mas tudo bem, o filme aínda não estreou aqui em Fortaleza.
Fahrenheit está em cartaz no Brasil em mais de 50 salas e já vendeu. só neste fim de semana, 91.547 ingressos. O número superou as estimativas iniciais dos distribuidores, pois, em apenas três dias, o filme alcançou 44,65% dos ingressos vendidos em toda a temporada brasileira do filme anterior de Moore, Tiros em Columbine, segundo informações do Jornal O Estado de São Paulo.
Enquanto isso, nos Estados Unidos e na Arábia Saudita, o diretor de Fahrenheit 11 de Setembro, tem feito mais inimigos. O jornal The Pantagraph, de Bloomington, no Estado americano de Illinois, disse sexta-feira que enviou uma carta a Moore e à distribuidora do documentário, a Lions Gate Entertainment Corp., exigindo um pedido de desculpas pelo uso de uma de suas capas no filme. O jornal quer uma indenização de um milhão de dólares. Já a família real saudita critica as afirmações de Moore sobre o governo americano ter protegido sauditas e familiares de Osama bin Laden após os ataques de 11 de setembro.
Em uma das primeiras cenas, Fahrenheit mostra diversas manchetes de jornais relacionadas à contestada eleição presidencial de 2000 e inclui uma tomada com a capa da edição de 19 de dezembro de 2001 do The Pantagraph, com o título: “Última recontagem da Flórida mostra que Gore venceu eleição”. O jornal diz que aquela manchete não foi usada naquele dia, mas no dia 5 de dezembro de 2001, mas que ela não apareceu na primeira página. Em vez disso, ela foi usada com um tamanho de fonte bem menor acima da carta do editor, que o jornal afirma refletir “apenas as opiniões de quem escreveu a carta”. “Se (Moore) quer “editar” o Pantagraph, ele deveria pedir um emprego de editor”, disse o jornal. Nem a Lions Gate nem Michael Moore foram encontrados para comentar o assunto, segundo informou a Reuters.
A família real saudita criticou o documentário afirmando que são falsas as declarações do filme de que vários sauditas poderosos receberam permissão para sair dos Estados Unidos imediatamente após os ataques terroristas de 11 de setembro. Os atentados foram realizados por 19 terroristas, 15 dos quais sauditas. O príncipe Turki al-Faisal, embaixador da Arábia Saudita em Londres, que é meio irmão do príncipe herdeiro Abdalá, disse em entrevista publicada ontem que Moore não fez uma investigação adequada para seu documentário. No filme, Moore afirma que o governo norte-americano ajudou um grande número de sauditas e membros da família Bin Laden a abandonar os Estados Unidos quando o espaço aéreo do país estava fechado para vôos comerciais.
Al-Faisal, que estava encarregado do serviço de inteligência saudita naquele momento, disse ao jornal britânico The Sunday Telegraph, que seu país foi completamente livrado de qualquer participação nos ataques, pela comissão investigadora do 11 de setembro e que o relatório da comissão não encontrou nenhuma evidência de que tivessem sido realizados vôos com cidadãos sauditas antes da reabertura do espaço aéreo em 13 de setembro.
Polêmicas e brigas à parte, Fahrenheit 11 de Setembro conseguiu o que queria: jogar lama na atual corrida de Bush Jr para permanecer por mais quatro anos na Casa Branca. O documentário de Moore pode até não ser a peça fundamental da campanha contra a reeleição de Bush, mas que vai atrapalhar seus planos de se manter no poder, ah isso certamente vai. Mas é sempre bom lembrar que tem uma Flórida "inteira" a favor do presidente. Pra quem não sabe, foi lá que a eleição passada foi decidida numa recontagem de votos suspeitíssima, mostrada no filme de Moore, que não cansa de repetir que houve uma fraude que ajudou Bush a vencer Gore, tudo com a mãozinha do irmão do atual presidente que é governador daquele ensolarado estado.
Além disso Moore afirma em Fahrenheit que Bush Jr foi negligente ao não evitar os ataques terroristas de 11 de setembro, que manteve vínculos com a família Bin Laden e que a invasão do Iraque foi um erro... tudo o que agente já sabia sem precisar ver o filme. Tem uma cena de Fahrenheit que chama muito a atenção: quando Bush é informado sobre os ataques em Nova York e no Pentágono, todo mundo sabe que ele estava na Flórida visitando uma escola. O filme mostra um Bush paralisado por longos minutos, estarrecido e como se não soubesse o que fazer. Na verdade, as TV's do mundo inteiro mostraram isso no dia 11 de stembro de 2001, mas as cenas foram editadas. Bush teria ficado alí, quieto, estático, congelado, por mais de 10 minutos. Sem dizer nada, sem esboçar reação alguma... sem saber o que fazer. Provávelmente o momento mais marcante do filme... Bush acuado por seu maior inimigo, Osama bin Laden. O documentário venceu a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes deste ano e foi aplaudido de pé em algumas salas de cinema.
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| Ossos do Ofício (terça, 03 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:49 am) [edit] |

Essa eu lí na Reuters e divido aqui com vocês. Um cão policial farejador morreu supostamente de overdose enquanto procurava drogas, disse a polícia britânica na segunda-feira.
Todd, um spaniel de 7 anos de idade, procurava drogas em um campo e em um carro em Preston, no norte da Inglaterra, quando seu treinador notou que ele não passava bem.
Ele foi levado para um veterinário e dali internado às pressas em uma UTI da Universidade de Liverpool, apresentando sintomas de ter ingerido anfetaminas, informou uma porta-voz da polícia de Lancashire.
Todd morreu logo depois... coitado!!!
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| 90's Top Hits (segunda, 02 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:48 am) [edit] |
Minha lista das melhores músicas dos anos 90 chega agora ao ano de 1994. Aqui no Brasil foi o ano do Tetra, foi também o ano em que Ayrton Senna morreu e foi o ano em que o Real entrou em circulação. Na música, novos nomes apareceram. Da brasileira, radicada na Itália, conhecida por Corona, com sua "Rhythm of The Night" aos irlandeses do Cramberries. Também foi em 1994 que os Pet Shop Boys, embalados pelo sucesso do disco Very, tocaram pela primeira vez no Brasil, e esse show eu ví no Olympia, em São Paulo. Madonna lançou seu Bedtime Stories. No cinema Tom Hanks ganhou o Oscar de melhor ator por sua atuação no drama Philadelphia, cuja música "Streets Of Philadelphia" do Bruce Springsteen , ficou semanas nas paradas. Elton Jonh levou um Oscar de melhor música com "Can You Feel The Love Tonight" do desenho O Rei Leão e os B 52's voltaram às paradas com o tema do filme Os Flintstones. Em 94, também surgiram bobagens como La Bouche, Le Click e outras bizarrices produzidas pela house music italiana que fez festa nas pistas do mundo inteiro, mas, como toda febre, logo passou. Vamos então às dez músicas que escolhi para a lista de 94:
Return To Innocence, Enigma Sweet Lulaby, Deep Forrest Because The Night, 10,000 Maniacs Cantaloop, US3 Mmm Mmm Mmm Mmm, Crash Test Dummies Mr. jones, Counting Crows 100% Pure Love, Crystal Waters Linger, Cranberries Loser, Beck Here Comes The Hotstepper, Ini Kamoze
E se faltou alguma (e eu sei que faltou), podem reclamar à vontade aí nos comentários. Até a próxima...
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| Mundo Cão (segunda 02 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:47 am) [edit] |
Fernando Vilela, o Fervil, foi mais um jornalista assassinado estupidamente nas ruas do Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um assalto na semana passada. Tinha 30 anos, trabalhava no Portal Blah, da operadora de celulares TIM e mantinha um blog, o Mobilete, que eu visitava sempre. Aliás, Fervil postou pela últimam vez no dia em que morreu. Hoje, resolvi dá mais uma passadinha por lá e me deparei com um post, que me chamou a atenção. Sei que, de onde estiver, ele não vai se incomodar se eu o transcrever aqui, por isso peço a vocês que leiam e me digam: será que ele prescentia que seu tempo aqui estava acabando?
Quinta-feira, Julho 22, 2004
Ultrapassando a Superfície
Preciso urgente entrar em um curso de mergulho.
É fundamental não ter medo de ir mais fundo, conquistar novos territórios e se deslumbrar com as maravilhas da Natureza.
Quero desbravar a imensidão azul desse planeta, flutuar no meio do infinito d´água sem a sensação de gravidade, observando com admiração espetacular um mundo vivo colorido real.
Sei que não consigo fazer tudo que quero, sei que não dou conta, que não consigo me organizar direito porque é impossível fazer tudo ao mesmo tempo, que é imprescindível escolher prioridades, que eu fico igual um doido porque não dá para gerenciar tantas frentes abertas todos os dias, que ninguém consegue viver em perfeita sanidade mental só procurando expandir os caminhos e possibilidades a cada segundo - mas, na moral, azar. Nada disso importa.
O que não dá é pra ficar adiando eternamente nossas vontades, esperando "um dia" chegar, o vento passar, a poeira baixar. Prioridade é vontade mais coragem, sobre responsabilidade.
Então vamos lá, respirar fundo, e mergulhar!!!
O resto que espere, que se confunda, embrulhe ou destrambolhe. Que aguarde ou que reclame. Volto já.
A vida renovada, não tem limites!
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| Uma "Caixa Preta" de Surpresas (segunda, 02 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:47 am) [edit] |
 Preta Gil: estréia com louvor
Quem sintonizou a Band na noite do sábado deve ter se surpreendido com a performance de Preta Gil, no comando de seu "Caixa Preta" que estreava naquela noite. Eu começei a ver o programa sem apostar muito. Mas confesso: me surpreendi. Não é que a filha do ministro se saiu bem!!!
A estréia da atração cumpriu seu papel com louvor, e esse mérito não se limitou apenas à audiência conquistada (média de 5 pontos e picos de 6, segundo o IBOPE), que colocou a Band em terceiro lugar no ranking das emissoras, empatada com a Record, sua concorrente em potencial. O mérito maior foi o de levar algo de novo e interessante para a TV. A meu ver, as inovações de “Caixa Preta” começaram com a presença forte da apresentadora. Filha de Gilberto Gil, Preta já nasceu polêmica: cresceu em uma família nada convencional, brincando com intimidade com as cabeças revolucionárias que faziam a cultura acontecer em nosso país. Hoje, aos 30 anos, ela não cria personagens e se mostra como realmente é: fala o que pensa, não esconde suas verdades atrás do marketing e contagia o espectador com toda essa naturalidade desbocada.
O programa de estréia só teve um pequeno vascilo, e já no final. Foi quando Preta e Kelly Key (eca!!!), começaram a cantar "Já Sei Namorar" dos Tribalistas, que na versão original já é detestável e com as duas ficou sofrível... mas aí subiram os créditos e mudei de canal feliz da vida. Bom programa para um sabadão tranqüilo. Se continuar assím, vou ser telespectador de carteirinha.
Ah, "Caixa Preta" se saiu tão bem que, ontem pela manhã, Marlene Matos, diretora da Band e do programa deu a seguinte declaração para a Folha Online:
“O programa cumpriu o seu papel e fez valer seu nome de 'Caixa Preta'. Embora tenha outros 5 programas gravados, quis estrear mostrando aquele que realmente foi o primeiro programa gravado. Eu não iria perder a oportunidade de mostrar o real, como aconteceu de verdade. Achei hilário mostrar pessoas de estilos diferentes como Wando, Mariana Weickert e Kelly Key, todos à vontade, se abrindo para a Preta de maneira espontânea. Gostei do que vi pois a atração retratou toda a ansiedade de Preta pela estréia, suas inseguranças, sentimentos normais para alguém que grava seu primeiro programa. Em nenhum momento eu a intimidei ou mudei seu jeito de ser. Agora o tempo cumprirá o papel de aumentar sua popularidade”.
É, pelo visto Preta Gil caiu mesmo nas graças de "Marlenão", e o programa cumpriu o que se propôs a fazer: divertir quem estava em casa...
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| Cabala Light (domingo, 1 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:46 am) [edit] |
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Não demorou... depois que Madonna (ou seria Esther?), anúnciou para os quatro cantos do mundo que é seguidora da "cabala", a sabedoria hermética, mística judaica começa a tomar contornos de modismo. Antes, à menção da palavra "cabala" imaginava-se a figura de um vetusto rabino, barbas longas, todo de preto. Um sábio. Sempre foi assim. Isso mesmo, foi... porque agora qualquer um pode estudar o assunto em cursos que surgem como frânquias de escolas de idiomas.
Em São Paulo, por exemplo, um curioso pode estudar "cabala" 1, 2 ou 3. Parecem estágios de um aprendizado programado, mas que na verdade tem origem há milhares de anos. A "cabala" não é pra qualquer um. Os judeus de verdade, só podem começar a estudar o assunto após os 40 anos de idade e depois de muitos estudos preliminares do Talmud (conjunto de interpretações das leis mosaicas). Mas no mundinho pop não é assim. Madonna e Demmi Moore já se dizem cabalistas, assím como Mick Jagger. Aqui, abaixo do equador, Glória Maria e Marina Lima são as mais novas adeptas da fitinha vermelha no pulso.
Os rabinos estão furiiosos com a nova "onda". Lí na Folha Online, Henry Sobel, presidente da Congregação Isrraelita de São Paulo, dizendo o seguinte: "É preciso amadurecer, ter sólidos conhecimentos judaicos". Mas isso não parece incomodar os novos seguidores, que chegam a pagar 500 reais para ter 10 aulas de iniciação. Um desses cursos é ministrado pelo rabino Shmuel Lemle, uma espécie de carismático do judaísmo, para quem determinadas tradições milenares são meras convenções.
É com metáforas simples, com parábolas e brincadeiras que o carismático Shmuelconta as histórias bíblicas e transmite os ensinamentos da "cabala", informa a Folha. Segundo a mística judaica, as 22 letras do alfabeto hebraico são (e só elas são) as próprias letras que o Criador usou para gerar o Universo. É necessário entendê-las, para atinar os desígnios do Criador, certo? Errado. Para quem não conhece o hebraico, basta "scannear" as letras com olhos, como diz Lemle. "E vem a Luz."
Esse tipo de afirmação vem deixando os rabinos mais ortodoxos apavorados. Eles temem um modismo desenfreado, o que tornaria milhares de anos de estudo em mero marketing para estrelas pop. "O poder de marketing dessas conversões é imenso. Nunca, desde que foi criada há milhares de anos, falou-se tão abertamente sobre a "cabala". Nunca foi tão fácil tornar-se cabalista", diz Sobel.
E se você se interessou pelo assunto e pretende seguir essa "onda", aqui vão algumas regras que os neo-seguidores da "cabala" aplicam em seu dia-a-dia:
- "Nunca conte seus sonhos a ninguém." (Adeus, Freud!) - "Todos os dias, ao acordar, antes de mais nada, lave as mãos." - "Nunca tome o vinho puro. Misture-o com água." - "Use a fita vermelha no pulso esquerdo."
É aquela velha história: "o que não mata, engorda!!!"
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| 90's Top Hits (sábado 31 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:44 am) [edit] |
Depois de analisar um montão de músicas, cheguei a um concenso e eis que apresento a seguir a minha lista das 10 melhores de 1993. Foi difícil porque, musicalmente, esse não foi um ano muito bom. De bom mesmo só as presenças de Michael Jackson e Madonna, que se apresentaram no Brasil pela primeira vez. Como sempre, os privilegiados foram os paulistanos e cariocas, mas os dois super-astros arrastaram para seus shows, fãs do país inteiro. Jackson, teve problemas com a justiça brasileira. É que seu motorista atropelou um fã na saída do hotel em São Paulo. Madonna, vestiu camisa do Flamengo, falou palavrão e fez o Maracanã e Morumbi ferverem com seu Girlie Show. Como sempre, em 1993 o cinema deu sua contribuição para as paradas de sucesso. "I Will Always Love You", da Whitney Houston, grudou em nossos ouvidos, saída da trilha sonora do filme O Guarda-costas. Tina Turner ganhou sua biografia autorizada na telona. Do filme Tina, "I Don't Wanna Fight" também teve seus momentos de fama, embora o filme tenha sido um fracasso. Foi o ano em que apareceram as meninas do 4 Non Blondies, ou alguém já esqueceu de "Whats Up", hit arrasa quarteirão que chegava a tocar umas dez vezes por dia nas rádios??? Ah, nessa mesma época apareceram aqueles chatinhos do Double You, Captain Hollywood e também um tal de Haddaway. Aínda bem que não sobreviveram à força de pesos pesados como Sting, Aerosmith e Tears For Fears, que freqüentaram as paradas e, de quebra, nos deram músicas bem legais. E para mostrar que essa lista não é tão internacional assím, lembro que por aqui, as pessoas iam "Dançando na Boquinha da Garrafa"... argh... A seguir as 10 mais de 1993.
Runaway Train, Soul Asylum Two Princes, Spin Doctors Mr. Wendal, Arrested Development Ordinary World, Duran Duran What's Up, 4 Non Blondes All That She Wants, Ace Of Base Cryin', Aerosmith Deeper And Deeper, Madonna Break It Down Again, Tears For Fears If I Ever Lose My Faith In You, Sting
Então estas são as 10 de 1993. Se por acaso aquela que você esperava não está na lista, que tal refrescar minha memória via comentários??? Se cometi alguma injustiça, de já me perdoem, mas é que 93 foi mesmo complicado. Não lembro de muitas músicas marcantes deste ano, só sei que depois da "Boquinha da Garrafa", todo mundo tentou segurar o "Tchan"... até a próxima e bom domingo a todos.
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| Eleonora X Jennife (Sábado 31 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:43 am) [edit] |
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Depois de conseguir atrair a atenção de todos por causa de inúmeros erros, o autor de Senhorea do Destino, Aguinaldo Silva, resolveu radicalizar. Em breve o público vai descobrir que Eleonora, a sobrinha de Maria do Carmo (Suzana Vieira), interpretada por Depois de conseguir atrair a atenção de todos por causa de inúmeros erros, o autor de Senhorea do Destino, Aguinaldo Silva, resolveu radicalizar. Em breve o público vai descobrir que Eleonora, a sobrinha de Maria do Carmo (Suzana Vieira), interpretada por Mylla Christie, é lésbica. Ela viverá um romance com a filha de José Wilker na trama, Jeniffer, vivida pela atriz Bárbara Borges.
Ao contrário do discreto casal de Mulheres Apaixonadas, interpretado por Aline Moraes e Paula Picarelli, Aguinaldo Silva diz que Elleonora e Jennifer vão sair do armário. O casal vai namorar, com direito a beijo na boca e tudo (será???). É, pode ser que assím a novela fique interessante, porque até agora... francamente, um tédio. Porém, espera-se que o novo casal não tenha o mesmo fim de Christiane Torloni e Silvia Pfeiffer em Torre de Babel, também da Globo: as duas morreram numa explosão dentro de um Shopping Center. Mylla Christie, é lésbica. Ela viverá um romance com a filha de José Wilker na trama, Jeniffer, vivida pela atriz Bárbara Borges.
Ao contrário do discreto casal de Mulheres Apaixonadas, interpretado por Aline Moraes e Paula Picarelli, Aguinaldo Silva diz que Elleonora e Jennifer vão sair do armário. O casal vai namorar, com direito a beijo na boca e tudo (será???). É, pode ser que assím a novela fique interessante, porque até agora... francamente, um tédio. Porém, espera-se que o novo casal não tenha o mesmo fim de Christiane Torloni e Silvia Pfeiffer em Torre de Babel, também da Globo: as duas morreram numa explosão dentro de um Shopping Center.
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| Mais Uma Bola Fora do Vaticano (Sábado 31 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:43 am) [edit] |
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Acabo de ler no Globo Online, mais uma tremenda mancada prconceituosa do Vaticano. Sei que essa história de discutir religião é muito chata, mas quando o assunto envolve preconceito e a mania da Igreja de querer retrosceder no tempo diante de inúmeras conquistas da humanidade, fico realmente p. da vida.
Vira e mexe os assessores do Papa João Paulo II lançam um ou outro documento, sempre recriminado alguma coisa. Aliás, recriminar é o que o Vaticano faz de melhor. Mas acho que agora eles foram longe demais. Que a Igreja condena o uso de preservativos, isso todo mundo já tá "careca" de saber (santa irresponsabilidade, Batman). Que a mesma Igreja condena à "fogueira" os homosexuais, como se aínda vivêssemos todos na idade média, também não é novidade pra ninguém. Mas agora, o cardeal Joseph Ratzinger, que encabeça a Congregação para a Doutrina da Fé, o departamento do Vaticano encarregado de proteger e interpretar a doutrina, dirigida aos bispos católicos, diz que o feminismo moderno, que luta pela igualdade dos gêneros, "está solapando o conceito tradicional de família e criando um clima onde os casamentos entre homossexuais são vistos como aceitáveis".
Essa e outras afirmações estão no documento de 37 páginas intitulado "Sobre a cooperação dos homens e das mulheres na Igreja e no mundo", que acaba de ser divulgado. O Vaticano disse que as mulheres devem ser respeitadas e ter os mesmos direitos dos homens no ambiente de trabalho, mas as diferenças entre os sexos devem ser reconhecidas e exaltadas.
O texto reafirma as posições da Igreja Católica e diz que muitas mulheres sentem que devem ser "adversárias dos homens" em vez de serem elas mesmas e continúa: "Para se enfrentar o abuso de poder, a resposta das mulheres é buscar o poder. Isso conduz a uma oposição entre homens e mulheres (...) que tem efeitos imediatos e letais na estrutura da família".
Pra encerrar esse assunto chato e preconceituoso o texto critica uma suposta intenção feminista de eliminar as diferenças de gênero. Que pelo menos dessa vez, os anjos não digam amém...
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| Billie Jean é o Maior Hit de Todos os Tempos (sexta, 30 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:42 am) [edit] |

Bom, pelo menos para os telespectadores do canal musical VH 1. Foram eles que elegeram o sucesso de Michael Jackson (foto) como a melhor música de todos os tempos. Billie Jean foi lançada em 1982 no lendário álbum Thriller, o disco mais vendido de toda a história e, certamente, um dos que mais fizeram sucesso até hoje. Não é nenhum trocadilho afirmar que, nessa época, Michael Jackson realmente era outra pessoa e suas músicas e atitudes eram, também, bastante opostas ao que se tem visto e ouvido nos últimos tempos.
A eleição do VH 1 teve a participação de 25 mil assinantes do canal, nos Estados Unidos e Europa. E logo abaixo de Billie Jean ficaram Bohemian Rhapsody, do Queen, e Imagine, de John Lennon. Don't Look Back In Anger, do Oasis, e Vogue, de Madonna, aparecem em seguida.
De acordo com o site Ananova, fazem parte do top 20 nomes como Police, George Michael e Britney Spears.
É, pelo visto não sou o único a estar fazendo uma listinha de melhores músicas. Só que a minha se concentra apenas naquelas que, na minha modéstia opinião, foram as melhores dos anos 90. Ah, e por falar nisso, vem aí as 10 mais de 1993. Por enquanto você pode se deliciar com a lista com as 10 primeiras colocadas na eleição do VH 1 logo a baixo.
"Billie Jean" - Michael Jackson "Bohemian Rhapsody" - Queen "Imagine" - John Lennon "Don't Look Back In Anger" - Oasis "Vogue" - Madonna "(Everything I Do) I Do It For You" - Bryan Adams "Leave Right Now" - Will Young "Can't Get You Out Of My Head" - Kylie Minogue "Like A Prayer" - Madonna "Without You" - Mariah Carey
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| 2000 and counting... (sexta, 30 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:41 am) [edit] |
Oba!!! Na tarde desta sexta feira o COL - Coió On Line atingiu o singelo número de 2000 visitantes (de acordo com o contador na coluna à direita da página), desde que, há menos de dois meses, se instalou nesse servidor do Weblogger.
Bacana!!! Só tenho a agradecer aos amigos e a todos que visitam essa página diáriamente. Continuem aparecendo, isso só dá mais vontade de manter o blog atualizado e assím fazer do COL um espaço informativo e divertido. Valeu pessoal, brigadão...
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| 90's Top Hits (quinta, 29 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:40 am) [edit] |
O ano agora é 1992, pra mim, o melhor da década... a partir daí, as tendências começavam a ficar mais claras. Já dava pra se ter uma idéia de como chegaríamos ao aínda distante ano 2000 e a década, que musicalmente começara confusa, foi tomando rumo e sentido. Nessa época eu trabalhava na FM Antena 10, a melhor rádio que já existiu em Teresina e uma das melhores deste país, sem falsa modéstia. Neste ano a cena musical ferveu. De Seatle os acordes dos "grunges" do Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains, Temple Of The Dog e Mother Love Bone ganharam o mundo. O U2 corria o planeta com a turnê Zoo TV e as músicas do disco Achtung Baby faziam a trilha sonora de todas as horas. Michael Jackson deu as caras e sua Black Or White ganhou versão até de Caetano Veloso. Os "rappers" do Kriss Kross, Arrested Development e TLC também faziam sucesso. Bobagens como Color Me Bad, Jade e Right Said Fred tiveram seus momentos de glória. The Cure, Prince, Tears For Fears, Genesis, Van Hallen... todo mundo resolveu lançar um disco. Até o Queen voltou ao topo das paradas com a clássica "Bohemian Rhapsody", graças ao filme "non sence" Wayne's World, que no Brasil ganhou o título de "Quanto Mais Idiota Melhor". Nas pistas o Snap reinava ao lado de The KLF com o single Justified And Ancient, sem falar que neste mesmo ano Madonna atraiu pra si toda a atenção da mídia ao lançar o album "Erótica" e o livro "Sex", alguém lembra disso??? Um ano muito bacana e que me deu um enorme trabalho para selecionar 10 músicas para esta lista.
Under The Bridge, Red Hot Chili Peppers Black Or White, Michael Jackson November Rain, Guns N' Roses Smells Like Teen Spirit, Nirvana Jeremy, Pearl Jam Erotica, Madonna Rhythm Is A Dancer, Snap One, U2 This Is Your Life, Banderas Friday I'm In Love, The Cure
Faltou alguém??? É eu sei que faltou. Mas não havia espaço para todos. Foram tantas músicas bacanas só em 1992, que ficou complicado escolher estas 10. Se quiser incluir alguma, pode usar os comentários. Amanhã tem mais...
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| O Dia do Touro (quinta, 29 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:39 am) [edit] |
 E o Touro se deu bem: Foto da Agência Reuters
O toureiro espanhool Miguel Abellan é atingido durante uma tourada em Santander, norte da Espanha. Isso aconteceu hoje. O flagrante é do fotógrafo Fernando Banos, da Reuters. O toureiro não teve ferimentos graves durante o incidente, mas o touro, coitado, parece bastante ferido.
Eis aí a prova de que para cada ação, existe sempre uma reação. É... um dia é da caçador e o outro da caça. Desta vez o touro levou a melhor. Quisera fosse sempre assím.
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| 90's Top Hits (quinta, 29 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:38 am) [edit] |
E dando contínuidade à minha lista das melhores dos anos 90 (desculpem a pretensão), hoje chegamos ao ano de 1991. Esse foi o ano das baladas. Bryan Adams chegou ao topo com a insuportável "Everything I Do I Do it For You". Mariah Carey também deu o ar da graça com a chatésima "Someday". A família Jackson teve como representante nas paradas daquele ano a jovem Jannet, que emplacou o megahit "Love Will Never Do". Mas, vamos ao que interessa: música de verdade. Em 1991 o mundo conheceu uma bandinha que apareceu tímidamente e com uma só música conquistou muitos fãs, era o Jesus Jones (alguém lembra???), que fez muito sucesso com "Right Here Right Now", pena que ficou por aí e morreu na praia. Foi também o ano em que o R.E.M. deu ao mundo uma preciosidade chamada "Loosing My Religion". De 1991 destaquei as 10 músicas a seguir, que estão na minha lista de "all time favourites".
Losing My Religion, R.E.M. Unbelievable, EMF Right Here, Right Now, Jesus Jones Good Vibrations, Marky Mark & The Funky Bunch Justify My Love, Madonna 3 A.M. Eternal, The KLF Sadness Part I, Enigrna Crazy, Seal Wicked Game, Chris Issak Groove Is In The Heart, Deee-Lite
Se faltou alguma da sua preferência, mil perdões. Sei que tiveram muitas outras, mas a idéia é fechar essa lista em 100. E essa tarefa não é nada fácil. Temo por cometer alguma injustiça. De qualquer forma, podem usar os comentários pra acrescentar aquelas que ficaram de fora. Até a próxima...
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| 90's Top Hits (quarta, 28 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:37 am) [edit] |
Sempre ouvi os "especialistas" em música reclamarem que a década de 90 foi uma das mais pobres para a produção musical pelo mundo a fora (mundo a fora ententda-se Estados Unidos e Inglaterra). Baseado nessa reclamação dos críticos e embalado por uma idéia bacana do blog Alta Fidelidade, que está fazendo um levantamento dos melhores filmes da década passada, resolvi aqui, através do que eu ouvi nos 90, fazer minha listinha das 100 melhores daquela década e mostrar que tudo não foi assím tão horrível como diz o pessoal das revistas "Rolling Stone", "Q", "Smash Hits" e outras bíblias do gênero. Vou começar pelo ano de 1990, mas não vou fazer nenhuma espécie de "countdown", apenas vou relembrar alguns hit's que marcaram cada um dos dez anos da década passada.
Nothing Compares 2 U, Sinead O'Connor Vogue, Madonna All Around The World, Lisa Stansfield The Power, Snap Roam, B-52's Back To Life, Soul II Soul Praying For Time, George Michael Janie's Got A Gun, Aerosmith Enjoy The Silence, Depeche Mode Epic, Faith No More
Nossa, como é difícil fazer uma lista dessas. Depois dizem que nos anos 90 não tinnha música bacana. E essa febre de música eletrônica, por acaso começou quando??? Bom, por enquanto são essas as dez primeiras. Se esqueci de alguma, por favor usem os comentários para refrescar minha memória, depois tem mais...
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| Senhora dos Vascilos (segunda, 26 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:37 am) [edit] |
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Pode até parecer implicância. Mas não é e não sou eu o único a levantar essa bola. Tá muito esquisito o "tempo presente" da novela Senhora do Destino. Seguundo o autor, Aguinaldo Silva, sua trama se passa em algum período entre os anos 1992/1993. Até aí tudo bem, mas, me corrigam se eu estiver errado.
Nessa época já existia um software capaz de mostrar como seria a fisionômia de uma pessoa no futuro? Como explicar gírias tão atuais, como Caô, Parada e Ninguém Merece em 92/93? E o que dizer do figurino ultra-moderno de personagens como Plínio ou Shao Lin recém saído das passarelas da São Paulo Fashion Week? Ah, não foi em 1994 que o Real foi lançado? Então como pode o personagem de José Wilker entregar uma nota de 10 reais a uma personagem para que esta pague um táxi? Ou aínda, como a personagem de Helena Ranaldi pode ter economizado 10 reais de uma gorgeta numa época em que essa moeda aínda não era corrente no Brasil?
Isso tudo, sem falar nos carros atualíssimos que circulam nas ruas do Rio de Janeiro de 92/93 e aparelhos de telefones celulares de última geração que são acionados cada vez que alguém precisa ser localizado.
Eu já havia tocado nesse assunto por aqui. Mas achava que com o decorrer da novela, esses "erros" seriam corrigidos. Mas continuam acontecendo a cada capítulo. Incomodado com a repercussão negativa de tanta falha em sua novela, o próprio Aguinaldo Silva distribuiu uma nota desesperada, tentando por "panos quentes" nessa história. Leia a seguir o que disse o autor de Senhora do Derstino
Senhora do Destino: Uma Questão de Atualidade
Quando comecei a desenvolver a idéia da trama que resultou em 'Senhora do Destino', resolvi situá-la, em seu início, nos idos de 1968, com a intenção de mostrar aquele período, que eu presenciei na qualidade de jornalista e também de ativista político. A minha intenção era utilizar a grande penetração da novela das oito para mostrar uma fase recente da vida do país que, mesmo tendo sido muito atribulada, já estava caindo no esquecimento. Este objetivo foi plenamente alcançado. Embora os que se consideram 'donos' do assunto, autores de livros, etc, tenham ignorado solenemente a novela, o fato é que ela fez mais, principalmente entre as novas gerações, para mostrar como foram os anos de chumbo, do que tudo o que se escreveu sobre eles até aqui.
Claro que o que se viu nos três primeiros capítulos da novela era apenas uma síntese da época que ela retratava. Era a realidade vista através da ótica da ficção, como convém numa novela. Ao mesmo tempo, no chamado 'presente' da novela, eu pretendia situá-la o mais próximo possível da atualidade, já que é dessa, em última análise, que tanto nos idos de 68 como agora eu pretendo falar. Para atingir esse objetivo, o que eu deveria fazer se, entre as duas épocas, existe uma distância cronológica proibitiva? Eu devia fazer - levando em conta de novo que se trata de ficção, e não de um documentário jornalístico -, o que fiz e vocês estão vendo no ar, ou seja: criar o tempo ficcional da novela.
Esta solução, tomada com a liberdade que a ficção me permite, e à qual os telespectadores aderiram sem discussões, é mais simples do que se pode imaginar. O tempo ficcional de 'Senhora de Destino' é 'alguns anos depois' de 1968, ou seja: é AGORA, assim como o distrito de Vila São Miguel, em Caxias, existe apenas nela. As pessoas que se preocupam em achar na novela minúsculos erros de época não deveriam sequer levá-la em conta já que ela se passa num lugar que não existe, e mostra pessoas que também não são verdadeiras, ou seja, é toda ela um erro, uma mentira. Se tem uma lição que eu aprendi nesses meus 26 anos de ficcionista da TV é que, quando se escreve para televisão ou cinema, deve-se privilegiar sempre e apenas a emoção e, em nome dela, colocar na tela apenas aquilo que fica melhor... e, se emoção for considerada verdadeira pelo telespectador, então tudo se acerta. É mais ou menos o que dizia aquele personagem jornalista do filme (de John Ford) 'O Homem que Matou o Facínora': 'quando a lenda é mais interessante que a realidade imprima-se a lenda'.
Vou dar um exemplo recente, mas de outro autor que, como eu, também tem a ousadia de tudo fazer em nome da ficção: na novela 'O Clone', se nós fôssemos considerar o tempo cronológico real, a personagem de Vera Fischer teria engravidado com 62 anos, tendo os mesmos rosto e corpo que ela tinha aos 38. Fez diferença para o público? Alguém levou isso a sério? Não, porque, para o telespectador, qualquer filme, seriado ou novela de época é sempre encarado como O PRESENTE no momento mesmo em que ele assiste.
Sabendo disso, minha única preocupação é criar espaços no roteiro que permitem uma narrativa clara das diversas histórias paralelas nesse PRESENTE, eleito pelo telespectador, em que elas aconteçam. Claro, alguém dirá: mas tem muita gente reclamando dessa liberdade que você tomou com o tempo cronológico. E aí respondo: tem, sim. Mas estes não são as pessoas que gostam de telenovelas, e que vêm dando a 'Senhora do Destino' um público recorde. Estes, os grandes telespectadores, aqueles que realmente se envolvem com o nosso trabalho de autores porque se apaixonam por ele, jamais deixariam de prestar atenção em cenas como aquela entre Marcello Antony e Tânia Kalil na praça de Vila São Miguel só pra dizer: 'Ih! Isso tá errado, porque Vila São Miguel não existe!'... Ou para perceber que, enquanto os atores davam o máximo de si em homenagem a ele, telespectador, aqui na frente, lá atrás, na calada da noite e sem deixar o menor rastro na trama, passava um automóvel de fabricação recente.
Aos fanáticos da continuidade e do documental, que eu tanto prezo porque, com seus comentários e e-mails, ajudam a aumentar a nossa audiência, eu digo: tudo bem, continuem vendo Carolina Dieckman e Dado Dolabella como se eles já tivessem mais de 40 anos. Mas, por favor, não levem esse fanatismo ao ponto de ficar cegos ao fato real de que, na verdade, eles estão na flor da idade e não têm mais que 26. Essa é a minha explicação, e eu tenho certeza que os meus telespectadores há muito consideram esse assunto encerrado. Aguinaldo Silva"
Depois de ler tudo isso cheguei a uma única conclusão: como é pretencioso e prepotente esse Aguinaldo Silva...
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| A Substituta (segunda, 26 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:36 am) [edit] |
 Marina Lima: no "Saia Justa" em agosto
De todos os convidados que participaram do rodízio no "Saia justa", no GNT, desde que Rita Lee deixou o programa, uma se saiu melhor.
Marina Lima mandou tão bem que foi convidada a se juntar definitivamente à Mônica Waldwogel, Marisa Orth e Fernanda Young.
Marina topou e estréia em agosto. Só resta saber se Fernanda "sou escritora" Young gostou da idéia e não vai implicar com a moça. Caso contrário o "definitivamente" passa a ter dias contados.
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| Perguntar Não Ofende (segunda, 26 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:35 am) [edit] |
Gente, será que existe criatura mais insuportável na TV brasileira que o dublê de ator Dado Dolabela???
Será que existe programa de TV mais chato que o "A Casa é Sua", comandado pelo racaucado Clodovil Hernandez???
Como é que tem gente que se sujeita a ser entrevistado pelo mesmo Clodovil no mesmo "A Casa é Sua"????
Será que Ana Hickman vai mesmo conseguir apresentar um programa???
O que são Sheila Melo e Marinara num palco teatral de São Paulo???
Quem é mais chato? João Kléber ou Márcia Goldshimith???
Onde a Suzana Vieira arranjou aquele sotaque para emprestar à sua Maria do Carmo???
E mais uma pergunta que não quer calar: Quando o José Wilker vai trocar aquele terno amarelo que veste o seu Jeová em Senhora do Destino???
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| Big Mac Com Forró e Bossa Nova (segunda, 26 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:34 am) [edit] |

Quem nunca comeu um que atire a primeira pedra... Para celebrar os 25 anos de sua chegada ao Brasil, o McDonald's investiu R$ 10 milhões em uma campanha que começou a ser veiculada no domingo.
O trabalho, criado pela agência Taterka, recria o famoso jingle "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim", receita do Big Mac, agora em oito ritmos diferentes, entre funk, hip-hop, forró e bossa nova.
O mais famoso "sanduba" do mundo, foi criado em 1967, em Pittsburgh, e hoje responde por 20% do faturamento da rede no Brasil. Cerca de 50 milhões de unidades são vendidas todos os anos. O Big Mac só não é produzido na India, por causa de costumes religiosos que impedem o consumo de carne bovina. Lá, o lanche foi substituído pelo Maharaja Mac, com hambúrgueres de carne de carneiro. Aqui, a rede foi instalada em 1979 no Rio de Janeiro. A primeira loja abriu suas portas no bairro de Copacabana. Hoje conta com 5490 lanchonetes e 543 quiosques.
Os oito comerciais podem ser vistos na internet. O site permite ao internauta acompanhar, passo o passo, a preparação do sanduíche, mostra arquivos de antigas campanhas e curiosidades sobre o produto...
É... um pouco de cultura inúltil não faz mal a ninguém, mas Big Mac demais faz...
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| Lucas Strikes Back (segunda, 26 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:33 am) [edit] |
 A vingança de Sith: o fim da saga
Fãs de "Star Wars" no mundo inteiro entram, a partir de agora, em estado de ansiedade total. Acaba de ser anúnciado oficialmente o título do terceiro e último episódio da saga, criada por George Lucas.
The Revenge of The Sith, é como vai ser chamado o filme que põe o ponto final na mais bem sucedida série cinematrográfica de todos os tempos. Star Wars, todo mundo já sabe, começou pela metade no episódio IV, lançado nos cinemas em 1977. De lá pra cá o filme se transformou na franquia de maior sucesso já produzida por Hollywood e arrebanhou seguidores no mundo inteiro. Tenho até receio de escrever sobre o assunto e cometer alguma gafe, apesar de ser, também, fã da série. Mas, para aqueles que não tem muita intimidade com o universo criado por George Lucas vale informar que os maléficos Lordes Sith são inimigos mortais dos Cavaleiros Jedi, que incluem Darth Vader, Obi-Wan Kenobi e Luke Skywalker.
A Vingança de Sith deverá ser o título em português, porque os outros episódios também foram traduzidos para nosso idioma ao pé da letra, por tanto é de se esperar que este também siga a mesma regra.
O novo título e a data de lançamento do filme foram anúnciados pelo diretor de administração de conteúdo e de relacionamento com os fãs da Lucasfilm, Steve Sansweet, durante o fim de semana em San Diego, na Califórnia, onde aconteceu 35o Encontro Comic-Con International, que reuniu mais de 6.000 fãs de HQ do mundo inteiro.
Segundo Sansweet, o filme deve estrear nos Estados Unidos em 19 de maio de 2005. Star Wars: Episódio III: Revenge of The Sith mostrará a passagem de Anakin Skywalker (Hayden Christensen, foto) para o lado negro da Força (quando vai passar a se chamar Darth Vader), o massacre dos cavaleiros Jedi e a formação do Império comandado por Palpatine (Ian McDiarmid).
De acordo com fontes do jornal britânico The Sun, o filme vai ter como clímax uma luta de sabres de luz entre Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen). Detalhe: a luta irá acontecer enquanto os dois "surfam" em plataformas sobre lava.
Bom, enquanto o filme não é lançado, certamente vai haver muita especulação em torno do enredo. De concreto mesmo, até o momento, só o título. O que já é suficiente pra deixar os seguidores de Star Wars ansiosos para mais essa aventura numa galáxia muito distante.
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| Nova da Björk Cai na Rede (sexta, 24 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:32 am) [edit] |
 Björk: Triumph Of a Heart, já vazou na internet
A primeira música do novo CD da islandesa Björk já vazou para os internautas que utilizam a rede de troca de arquivos. A música se chama Trimph of a Heart, está no álbum "Medulla" e vai de encontro às recentes declarações da cantora que se diz "cansada de músicos". A faixa abre só com sons de respiração e em seguida ganha um singelo cantarolar...
Como base, algumas batidas, tipo batucada brasileira com sonoridade experimental, bem no estilo da dupla Matmos, que assina parte da programação musical do novo CD. A atmosfera da faixa, apesar das experimentações musicais, é superleve e agradável.
"Medulla" tem lançamento mundial previsto para setembro deste ano. Entre os colaboradores do álbum estão o vocalista Mike Patton (Faith No More), o músico e cantor Robert Wyatt e o produtor Mark Bell.
Se bateu aquela curiosidade, voce pode ouvir a faixa aqui. Ou então você pode se jogar no "Soul Seek", "Kazaa", "Lime Wire" ou "WinMX" e garimpar a faixa.
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| Bono Contra-Ataca (quinta, 23 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:31 am) [edit] |
 Bono, líder do U2: o caçador do disco perdido
O site Wired News, anúnciou nesta sexta feira que Bono, vai liberar as músicas do novo CD do U2 no i-Tunes, caso as músicas da cópia roubada em Nice, na França, apareçam na internet, nos programas de troca de arquivos, como Soul Seek, Kazaa, Lime Wire e outros.
Segundo o vocalista da banda irlandesa, essa é a solução para divulgar o disco, de forma legal, já que o site do i-Tunes comercializa músicas para seus usuárioos. Além disso, caso as músicas aparecam na rede, o novo CD chagaria às lojas do mundo inteiro até o final deste mês. Bono disse aínda que o roubo do CD é uma pena. "Isso estragou pelo menos dois anos de trabalho, meses de planejamento... sem falar que arruinou nossas férias", disse o líder do U2 se referindo à volta imediata para um estúdio em Dublin, a fim de apressar a finalização do material previamente gravado na Irlanda.
O Guitarrista do grupo, The Edge lamenta o roubo da cópia e disse que as versões das músicas no CD desaparecido não estão finalizadas. "É um material aínda crú", disse. No site oficial da banda, The Edge falou o seguinte: "uma grande parcela de dois anos de trabalho duro, roubada numa pequena fatia de plástico redondo".
O agente do U2, Paul McGuinness disse que a banda está muito animada com o lançamento do album Vertigo e que seria um absurdo um material inacabado cair em mãos erradas.
Vertido será o primeiro lançamento da banda, desde o bem sucedido All That You Can't Leave Behind, lançado em 2000 e que gerou a turnê Elevation.
Enquanto o U2 trocou o verão de Nice pelo frio de um estúdio irlandês, a polícia francesa está investigando o caso e promete colocar na cadeia os responsáveis por esta "ELZA", o mais rápido possível. De Dublin, Bono acompanha toda a operação e não descarta a possibilidade de voltar ao balneário francês para acompanhar tudo de perto.
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| Nada a Postar Hoje (sexta, 23 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:30 am) [edit] |
Nada a postar hoje...
Estou triste, angustiado, chateado, deprimido, de mau humor e sem saco pra nada... sorry!
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| A Nova Esther (quinta, 22 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:29 am) [edit] |
 Madonna no palco da Re-Invention Tour
Cada vez mais religiosa, Madonna, ou Esther (seu nome cabalístico), está aprendendo a cantar em Yiddish, um dialeto ancestral alemão, criado pelos judeus. Ela já sabe duas músicas. A popstar já fez até uma pré-estréia na casa do rabino Phillip Berg, em Nova York. Ao que tudo indica, sua turma da Cabala, que estava reunida por lá, aprovou a performance.
Pelo que foi mostrado até agora na sua "Re-Invention Tour", que estava cheia de símbolos da Cabala, os fãs já podem esperar a novidade no próximo álbum da cantora.
É Madonna... quem te viu, quem te ver...
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| Contagem regressiva (quinta, 22 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:29 am) [edit] |
Essa deu na coluna Zapping da Folha On Line:
O "Cidade Alerta" sai do ar em 29 de setembro.
Será o início do fim do "mundo cão" na TV??? Bom de mais pra ser verdade...
Mais uma da Zapping:
As ex-"Casa dos Artistas" Cinthia Benini e Analice Nicolau estréiam ao vivo no dia 2 de agosto, às 12h30. As duas, que começaram no SBT em setembro de 2003, nunca entraram ao vivo, por falta de experiência. O telejornal que comandam às 6h é gravado no dia anterior, de madrugada. Como os anunciantes não quiseram apostar na dupla, elas foram transferidas do final da tarde para a manhã. Agora farão ao vivo no concorrido horário do almoço...
Sei não, mas acho que nem milagre de Santa Clara, a padroeira da televisão, salva o SBT...
E pra terminar: Michael Jackson (veja post abaixo), desmentiu hoje em seu site
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| Por Onde Andam (quinta, 22 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:28 am) [edit] |
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Durante pelo menos três meses o Brasil acompanhou a vida de um grupo de pessoas trancadas numa casa do Projac. Era a quarta edição do "reality show" Big Brother Brasil. Depois que o programa terminou, alguns concorrentes sumiram, um foi preso, um posou nú pra uma revista gay, outras posaram nuas para revistas masculinas e a maior parte anda sumida. Mas isso por pouco tempo, pois na próxima semana termina o contrato com a Globo, que os impedia de aparecer em outras emissoras de televisão.
Parte dessa gente já foi até vista no horrendo programa Boa Noite Brasil, na Band. Mas agora, vai haver uma enxurrada de ex-BBB's na nossa telinha. Em um artigo no UOL, o jornalista Kike Martins Costa, traça uma radiografia do que aconteceu com cada um dos participantes depois do confinamento. É um assunto sem a menor importância, mas como se trata de um belíssimo "Coió" nessses coitados, resolvi publicar aqui a quantas anda a vida de Solange, Tatiana, Géris e da vencedora Cida. Pra saber o que aconteceu com os demais participantes do BBB 4 clique aqui.
SOLANGE: A ex-frentista de Mogi Guaçu continua a mesma criatura chucra e ignorante, mas está aproveitando o quanto pode as pequenas chances que lhe são oferecidas. Não pára de participar de eventos por todo o país, como inauguração de postos de gasolina, feiras agropecuárias e abertura de lojas em shoppings suburbanos. Por onde passa, canta seu hit "Iarnuôu", versão de "We Are the World" em um dialeto muito particular desenvolvido por ela própria. Além disso, Solange caiu nas graças de Marlene Mattos, mas isso não significa grande coisa, pois a empresária e diretora também apostou que Kléber Bambam iria decolar.
TATIANA: Virou arroz de festa em qualquer evento em São Paulo. Pode ser vista em inaugurações de pet shops ou em festas promocionais para o lançamento de automóveis e empreendimentos imobiliários. Quando programas de rádio ou TV precisam de alguém que tope qualquer mico, Tatiana é a primeira a ser convidada e sempre aceita. Para se promover, a garota ainda anunciou recentemente que vai escrever um livro (!!!). Não será um romance e nem uma coletânea de ensaios, graças a Deus, mas sim uma obra sobre o vegetarianismo. Deixando essa patacoada de lado, vale ainda destacar que Tatiana segue treinando boxe e vem fazendo lutas que reúnem um público de até 3.000 pessoas pelo interior do Estado e também na capital. Pode-se dizer, tranquilamente, que hoje ela é a maior garota-propaganda do boxe feminino no país, um esporte que precisa de divulgação para se popularizar.
GÉRIS: A carreira de cantora da "Traíra do Agreste" não decolou, mas a paraibana radicada na Bahia conheceu Elba Ramalho, se apresentou em vários programas de rádio e jura que está gravando um CD. É convidada para vários eventos pelo país, pois tem duas agentes/assessoras: uma sediada no Rio e outra em Salvador.
CIDA: Sua vida mudou da água para o vinho, mas é um vinho de garrafão, e não um Château Margaux. A moça agora tem um apartamento só seu no Rio, é convidada para vários eventos e deixou para trás a dura vida de seus tempos de Mangaratiba. No entanto, a moça não se educou e não mudou muito seu jeitão "deixa a vida me levar". Sobre sua participação fixa nos eventos do projeto Criança Esperança, organizados pela Fundação Roberto Marinho em todo o país, ela disse recentemente: "O projeto Criança Esperança é bem legal. É um projeto social muito importante, e além disso me dá a oportunidade de conhecer outras cidades". Ou seja, ela nem liga para as benfeitorias que o projeto proporciona às crianças carentes, só gosta mesmo é das viagens que ela ganha por conta disso. Sobre o futuro, Cida destaca que em breve se submeterá a uma lipoaspiração. Para ela, estudar é coisa para mané, o importante mesmo é ficar saradona!
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| Era só o que faltava... (quarta, 21 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:27 am) [edit] |
 Ficha criminal do cantor Michael Jackson na Polícia de Santa Barbara
O cantor Michael Jackson vai aumentar a família. Segundo a última edição da revista US Weekly, o "rei do pop" será pai de quádruplos. Sem citar suas fontes, a revista afirma que os bebês nascerão de uma mãe de aluguel. A revista, que é uma das principais de fofocas sobre celebridades, disse que a assessora do cantor, Raymone Bain, não quis comentar a notícia.
Jackson, de 45 anos, atualmente está sendo processado por abuso sexual de menores e já tem três filhos. Prince Michael I e Paris Michael são filhos do cantor com sua segunda mulher, a enfermeira Debbie Rowe. Já Prince Michael II, o bebê que Michael sacudiu na janela de um hotel de Berlim em 2002, nasceu de uma mãe desconhecida por meio de uma inseminação artificial, segundo comentários do próprio cantor.
O que esse rapaz não é capaz de fazer pra continuar em evidência, né? Já que com música ele não consegue mais se destacar, pelo menos produzindo bebês em série e seduzindo menores, ele consegue se manter em destaque.
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| O Pai do Povo (quarta, 21 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:26 am) [edit] |
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Essa deu na coluna do Artur Xexéo de hoje, no jornal O Globo. Em seu texto, o jornalista fala sobre o discurso feito pelo presidente Lula em São Paulo, segunda-feira, quando este exortava o povo brasileiro a valorizar a auto-estima. Para Lula, "o melhor do Brasil é o brasileiro" e foi nesse tom que ele falou e posou como o "pai do povo". Veja então o que Artur Xexéo escreveu:
Lula disse que, em vez de achar que “o Estado pode resolver tudo”, o povo deve resgatar os valores religiosos, familiares e de amizades. Eu, como parte do povo, não penso que o Estado pode resolver tudo. Mas penso que o Estado pode resolver uma coisa ou outra. E esta coisa ou outra não se resolve com o resgate dos valores religiosos.
Diz o presidente que a gente precisa melhorar a auto-estima. Que a gente precisa valorizar o que tem. Olha o que ele disse:
“Se eu só tenho um par de sapatos, eu tenho que valorizar aquele par de sapatos; se eu tenho um terno, eu tenho que valorizar aquele; se eu não tenho um carro novo e tenho um fusquinha, eu tenho que valorizar aquilo; ou se tenho um carro da Ford, um Fiesta, sei lá, nós temos que valorizar aquele.” Quer dizer, se eu tenho um sapato velho e não tenho dinheiro para comprar outro, devo me orgulhar do sapato velho.
Pois é, pensando bem, acho que quem tem que melhorar a auto-estima é o presidente Lula — eu também sei dar conselhos. Indo pelo raciocínio do próprio presidente, ele deveria valorizar, por exemplo, o Sucatão. É o avião que ele tem, não é? E o Brasil não tem dinheiro para comprar outro. Por que então gastar US$ 55 milhões com um avião novo? O presidente deveria valorizar o Palácio da Alvorada. É o que ele tem, não é? Por que então gastar US$ 16 milhões numa reforma? Mais auto-estima, presidente!
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| Mais Trash Impossível (quarta, 21 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:25 am) [edit] |
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Notícia do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo de hoje, dá conta de que a Rede TV (tinha que ser lá), vai produzir uma sitcom com a apresentadora Luciana Gimenez (foto). Isso mesmo!!! Além de comandar o "Superpop", a moça (???) vai ganhar um programa onde vai atuar como atriz.
Olha, não é por nada não, mas estou achando que a Rede TV, quer realmente o título de a mais "trash" do país. Como se não bastasse ter em seu "cast" figuras bizarras como Clodovil Hernadez, Ney Gonçalves Dias, Gil Gomes, Nelson Rubens, Jacaré e João Kléber, agora a emissora paulista resolveu apelar de vez.
Segundo informou a Ilustrada, as negociações entre La Gimenez e a direção da Rede TV foram tensas e duraram mais de um ano. Ontem finalmente o martelo foi batido e a mãe do Lucas Jagger vai ter sua própria sitcom, que irá ao ar às sextas à noite, no lugar do "Superpop". As gravações do mais novo "trash-show" começam em setembro.
Modelo sem grande projeção no Brasil, Gimenez virou "celebridade" nacional ao engravidar do roqueiro Mick Jagger, em 1999. No ano seguinte, emplacou como apresentadora do "Superpop". Mas nunca escondeu que seu sonho é ser atriz e chegou a dizer que gostaria de atuar em um filme de Walter Salles ("Diários de Motocicleta" e "Central do Brasil"). Até agora, no entanto, sua única "atuação" foi como uma professora de inglês sensual na série especial com o apresentador trash João Kléber "Quem te Viu, Quem te Vê", no fim de 2003.
Aliás a Rede TV pretende aproveitar esse personagem na nova série, mas abrirá um concurso para definir a trama. Aínda segundo a Folha, as gravações da sitcom serão num estúdio com auditório, com elenco fixo e participações especiais. Desde 2003, a Rede TV tenta investir em sitcons, em razão do baixo custo.
Mas resolveu, pelo jeito, começar com o pé esquerdo. Francamente!!!
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| Má Fama (quarta, 21 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:24 am) [edit] |
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Recentemente o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, completou 60 anos de vida. Destes, a maior parte dedicada à MPB. Chico, avesso às badalações, recebeu inúmeras homenagens. E sábado ele será homenageado mais uma vez. Só que agora, da pior forma possível.
Depois de praticarem um homicídio coletivo contra os clássicos dos festivais de MPB, os integrantes da academia do programa Fama, (ou seria Lama???) ensaiam para interpretar clássicos do Chico. Mas a julgar pelo o que aconteceu no programa da semana passada, já dá até pra se ter uma idéia do que vem por aí.
Nos flashes do Fama, durante a programação da Globo, sempre aparecem duas concorrentes ensaiando a belíssima "O Meu Amor", que na voz de Maria Bethânia é simplesmente divina. Mas está ganhando ar de "quenguísse" explícita com as duas pretensas famosas.
Outros clássicos do Chico Buarque, estão sendo preparados para o show de sábado. Mas posso até me adiantar e dizer que não há professor de canto no mundo, que consiga salvar pérolas da MPB de mais uma "chacina" na próxima edição do Fama Show. Ou será que eles realmente acreditam que algum concorrente do programa vai conseguir interpretar Carolina, por exemplo?
Que bela forma de homenagear um dos melhores cantores e compositores que esse país já produziu. Sei não, mas acho que a produção do programa não gosta do Chico Buarque.
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| Capitão Gay (terça, 20 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:23 am) [edit] |
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Pouca gente sabe, mas aquele rapaz que encontra com o Homem Aranha no elevador em uma das cenas mais hilárias do filme em cartaz nos cinemas é o astro do seriado "Os Assumidos", Hal Sparks (foto).
No filme, ele elogia a roupa do super-herói, que revela que aquele traje é meio incômodo porque pinica e entra no "rego". A "piada" de colocar a ator Hal Sparks é ainda mais oportuna porque seu personagem no seriado, o bonzinho Michael Novotny, além de ser gay, é um aficionado por histórias em quadrinhos, tem uma loja de comic books e criou o primeiro super-herói gay das HQs, o Fúria, Rage, na série.
No episódio exibido pelo canal HBO Plus na sexta-feira passada aqui no Brasil, um produtor de Hollywood escreve um e-mail para Michael querendo fazer um filme com o Fúria. E foi Michael também quem ouriçou a TV norte-mericana neste fim de semana que passou. O canal Showtime, que exibe "Queer as Folk" (título original da série) lá nos Estados Unidos, levou ao ar o episódio em que Michael se casa com Ben, seu namorado soropositivo.
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| Ninguém Merece (terça, 20 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:22 am) [edit] |
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Eis a prova de que o que já era ruím pode ficar pior. Depois de escalar a musa de borracharia Kelly Key para comandar um programa infantil, Marlenão Matos agora está implementando mais uma de suas "sacadas" geniais: contratou a ex-frentista e atual "traseirista" Solange, (foto) aquela do "BBB4", para ser repórter do "Melhor da Tarde", na Band.
O programa, que mesmo tendo Astrid Fontenelli como apresentadora já era ruím, vai ficar insuportável. A informação saiu hoje no UOL, na coluna de Kike Martins Costa, que traça um panorama de como anda ruím a programação da TV aberta.
Com o título "TV aberta vai mal, mas sempre consegue ficar ainda pior", o jornalista faz uma "radiografia" dos "Trash-Shows" que estão no ar e dos que estão em fase de produção. Vem aí a nova versão da Casa dos Artistas, a ressureição do Sete e Meio, no SBT, novos capítulos da novela Pedro, o Escamoso, na imbatível (no quesito "Trash"), Rede TV e o remake de A Escrava Isaura, na Record.
Socorro!!! Onde está meu controle remoto???
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| Man on the Moon (terça, 20 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:20 am) [edit] |
 Edwin Aldrin, piloto do módulo lunar, posa ao lado da bandeira dos EUA em área conhecida como Mar da Tranqüilidade Há exatamente 35 anos o homem chegava à lua... Será? Existem milhares de teorias que tentam comprovar que a viagem à lua não passou de uma mentira. Um show televisivo, para tentar impor a soberania norte-americana no mundo, em plena "guerra-fria". Na época, os amricanos e russos disputavam "pau a pau" quem conquistaria o satélite primeiro. A Apolo 11, chegou antes dos russos e a bandeira dos Estados Unidos (foto), foi fincada no solo lunar. Mas será que isso realmente aconteceu?
Para tentar provar que a viagem lunar de Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins foi uma fraude, existem milhares de sites na internet que se dedicam a comprovar "científicamente" o que chamam de "mentira do século". Pra acessar um desses sites clique aqui. Vale a pena conferir, mesmo que você acredite que há 35 anos, Neil Armstrong pronunciou a famosa frase: "Um pequeno passo para o homem e um grande passo para a humanidade".
 Verdade ou mentira, até hoje não ficou explicado como um astronauta deixou uma pegada no solo lunar, onde não há humidade, e como a bandeira americana ficou tão esticada num ambiente sem vento. Mas a verdade é que as imagens de Armstrong caminhando na lua, foram transmitidas ao vivo para todo o mundo em uma das primeiras transmissões da televisão em grande escala. Estima-se que mais de meio bilhão de pessoas assistiram ao primeiro passo do homem fora da terra.
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| Dia do Amigo (terça, 20 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:19 am) [edit] |
Hoje é o dia do AMIGO. Aos meus amigos, um grande beijo!

e muita saúde!!!
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| Kraftwerk no Brasil (domingo, 18 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:19 am) [edit] |
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Outro dia o Kraftwerk foi assunto por aqui. Falei sobre o relançamento de todos os CD's do grupo alemão previsto para setembro. Agora, volto a falar sobre estes "homens-máquinas".
Navegando hoje pelo UOL, dei de cara com uma notícia que vai animar os fãs da música eletrônica. O Kraftwerk vem tocar no país, no dia 7 de novembro. O grupo é uma das atrações do Tim Festival, em São Paulo. No dia seguinte, é a vez dos brasilienses verem o show.
Pra variar, nós, que vivemos nessa parte mais ensolarada do país, não teremos a oportunidade de assistir a mais um show de grande porte. À nós, simples mortais, fica reservado apenas o direito pleno de assistir shows de bandas de forró, axé, pagode e duplas sertanejas. Que lástima.
Se você, como eu, cresceu ouvindo os bits e bytes desses alemães, clique aqui e leia a matéria sobre a vinda do Kraftwerk ao Brasil e morra de inveja de quem vive na parte menos ensolarada deste país tropical. Ah, na matéria, tem uma entrevista com Ralf Hütter, fundador do grupo. Ele conta como vai ser o show deles por aqui.
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| Sem destino (domingo, 18 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:18 am) [edit] |
Essa saiu no site Sanatório da Imprensa. Ontem, sábado, foi o aniversário de 35 anos do lançamento de Easy Rider nos cinemas. Eu confesso que não sabia disso. Só assisti esse filme nos anos 80, quando foi lançado em vídeo. E como fui um dos milhares de espectadores que pegaram carona nas garupas de Denis Hoper e Peter Fonda, resolvi transcrever a matéria aqui. Enjoy the ride...
Ícone da geração hippie, Sem Destino faz 35 anos
 Cartaz de Easy Ryder
Filme com Peter Fonda, Dennis Hooper e Jack Nicholson foi o "diário de motocicleta" da turma do underground.
Neste sábado, 17 de julho, faz 35 anos do lançamento nos EUA do filme “Easy Rider”, exibido no Brasil com o título “Sem Destino”. Naquele 17 de julho de 1969, uma obra cinematográfica como nenhuma outra dos agitados anos 60, reproduzia os sentimentos da geração hippie, aquela que pintou o mundo com sua psicodelia e pregou aos quatro ventos a paz e o amor como contraponto aos conflitos humanos como a Guerra do Vietnã.
Sob a direção de Dennis Hopper, baseado em roteiro de Peter Fonda e com música dos principais grupos de rock de então, o filme se transformou num sucesso mundial. Sem Destino é um clássico entre os "cult movies". Ele conta a história de dois amigos que estão viajando de motocicleta de Los Angeles para Nova Orleans, nos Estados Unidos. Billy é interpretado por Dennis Hooper e Wyatt por Peter Fonda. Durante o percurso, a dupla faz uma parada em uma comunidade hippie e acaba presa pela polícia. Lá, os motoqueiros conhecem o jovem advogado George Hanson, vivido por Jack Nicholson, um alcoólatra de família burguesa e posturas vulgares. Por causa dos cabelos longos, os dois viajantes são discriminados. No final do filme, morrem num acidente de trânsito, apanhados em cheio por um caminhão.
Um fim pré-programado. O advogado Hanson diz que "Wyatt e Billy eram a favor da liberdade e precisavam ser eliminados". Em julho de 1969, o filme estreou no teatro Beekman, em Nova York. Os jovens, descalços, aglomeravam-se pelos corredores. Nos banheiros, o cheiro de maconha era inconfundível. Nunca o teatro havia abrigado tal público.
O mundo descrito em Sem Destino, que retrata os anseios e os sentimentos de grande parte da geração americana do final dos anos 60, desencadeou reações adversas. O jornal The New York Times publicou uma carta onde um leitor escreveu que o filme era o cúmulo do mau gosto. Os opositores mais radicais aplaudiam com veemência durante a cena final, quando os dois protagonistas morrem de forma brutal. Sem Destino teve ainda sua exibição proibida em dois Estados americanos.
Na época, Peter Fonda declarou que sua personagem representava aqueles que sentem que a liberdade pode ser adquirida, que acreditam ser possível encontrar a liberdade em cima de uma moto ou fumando um cigarro de maconha. Sem Destino exibe os rebeldes, assim como toda a juventude alternativa, sendo vítimas da soberana sociedade americana.
O filme foi rodado em sete semanas, com um orçamento de US$ 500 mil. O dinheiro foi recuperado com a bilheteria de um cinema apenas, em uma semana de exibição. O longa-metragem arrecadou mais de US$ 19 milhões. Nenhum grande estúdio apostou no sucesso de Sem Destino, um filme que divulgou o melhor do rock dos anos 60 e, segundo o crítico Buck Henry, abriu as portas do planeta para uma nova geração que fez um barulho tão danado que até hoje se escuta.
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| Assassinato da MPB (Sábado 17 de julho) |
| 09.20.04 (8:16 am) [edit] |
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Neste momento a Rede Globo exibe mais uma edição do famigerado Fama. Aínda não tinha parado pra assistir. Mas depois de ouvir Smalltown Boy por horas a fio, liguei a TV. O programa deste sábado se propôs a fazer uma homenagem aos festivais de música popular brasileira, que eram comuns nos anos 60 e 70. Mas o que eu vi, foi o assassinato, sem piedade, de clássicos de nossa música.
Um tal de Dan Torres, que disse ter vivido em Londres desde criança, cometeu o homicídio de Alegria, Alegria, defendida por Caetano Veloso num festival em 1967. Outro aspirante a ídolo da música, cujo nome não lembro agora, assassinou Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor, tão bem defendida por Maria Alcina em outro festival. O programa não acabou, mas já desliguei a TV. Não quis esperar pra ver Angélica jogar a última "pá de cal" na MPB, nesta tarde nublada de sábado.
Mais deprimente aínda, foi assistir uma concorrente, chamada Helen Cristina, matando a tiros e berros Arrastão, de Edu Lobo, que lançou Elis Regina ao estrelato. Gente o que era aquilo??? Quando essa coitada começou a entoar as primeiras estrofes da música, me vieram à mente, as imagens em P&B de Elis no festival da Record cantando a música. Um show de interpretação, que foi demolido nesta tarde sem a menor cerimônia. Que pena...
Pra dizer que nem tudo foi um horror, pelo menos até o momento que consegui assistir, vi uma concorrente se enveredar, com muita competência, pelas nuances e sutilezas de Eu e a Brisa, de Jonhy Alf. É, parece que nem tudo está perdido.
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| Flashback (sábado, 17 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:15 am) [edit] |
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Hoje aproveitei a manhã pra dá uma organizada nos meus CD's. Começei a tarefa mas não terminei. Parei quando encontrei o CD Age Of Consent, do Bronski Beat, que durante muito tempo, nos anos 80, serviu de trilha sonora pra muita coisa que aconteceu na minha vida. Naquela época tinha o viníl... Sem pensar duas vezes, passei a escutar. Aos primeiros acordes de Smalltown Boy, veio um filme na minha cabeça. Quanta coisa bacana aconteceu naquele tempo... acionei o "repeat" e estou ouvindo a música até esse momento, como se tentasse fazer uma volta no tempo sem conseguir. Quem conhece essa música, sabe o significado dela para uma geração que viveu intensamente os "loucos" anos 80. Pra quem não conhece... I feel sorry. De qualquer forma, divido com vocês a letra que, na voz do Jimmy Sommerville, é simplesmente uma das coisas mais lindas que já ouvi.
Smalltown Boy Bronski Beat
You leave in the morning With everything you own In a little black case Alone on a platform The wind and the rain On a sad and lonely face
Mother will never understand Why you had to leave But the answers you seek Will never be found at home The love that you need Will never be found at home
Run away, turn away, run away, turn away, run away. Run away, turn away, run away, turn away, run away.
Pushed around and kicked around Always a lonely boy You were the one That they'd talk about around town As they put you down
And as hard as they would try They'd hurt to make you cry But you never cried to them Just to your soul No you never cried to them Just to your soul
Run away, turn away, run away, turn away, run away. Run away, turn away, run away, turn away, run away.
Cry , boy, cry...
You leave in the morning With everything you own In a little black case Alone on a platform The wind and the rain On a sad and lonely face
Run away, turn away, run away, turn away, run away. Run away, turn away, run away, turn away, run away.
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| Batendo Bolo (sexta, 16 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:06 am) [edit] |
 Britney spears e seu noivo: isso não é montagem Essa é, sem dúvidas, a foto da semana. Britney Spears e seu noivo, o bailarino Kevin Federlaine, foram flagrados numa cena praticamente impublicável, na sacada de uma suíte de U$ 1.500,00 do hotel Ritz Carlton, em Santa Barbara, na California.
As fotos circularam hoje pela internet e não se trata de uma montagem, porque num outro momento, Britney aparece "relaxando" em cima de seu futuro marido, na piscina do hotel e os dois trajam o mesmo modelito das fotos da sacada.
Segundo informa a revista inglesa Hello, Britney e Kevin estão no hotel, onde a cantora tenta se recuperar de um problema num dos joelhos que a fez cancelar sua mais rescente turnê. E pelo jeito, a lolita está em franca recuperação.
Enquanto essas fotos fazem a festa dos tablóides sensacionalistas do mundo inteiro, Britney deve estar saboreando o "bolo" que bateu na sacada. E o paparazzo, responsável pelo flagrante pra lá de "caliente", deve estar feliz da vida contando milhares de "verdinhas".
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| Courtney Crazy (sexta, 16 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:03 am) [edit] |
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Acho que nem o roubo da matriz do novo CD do U2 rendeu tantas linhas na imprensa musical essa semana quanto a viúva de Curt Cobain, a maluca Courtney Love (foto). A moça já foi declarada fugitiva, por um juíz de Los Angeles, porque faltou a um julgamento no início dessa semana e terá que pagar uma fiança de mais de 50 mil dólares pra continuar livre até o fim do processo.
Courtney Love, entre outras coisas, está sendo processada por ter agredido uma empregada, por ter atirado um microfone num fã, durante um show, e também por posse de drogas. Enquanto a justiça de L.A. tenta enquadrar a roqueira, ela descansa numa clínica de repouso, em local não divulgado, na costa leste dos Estados Unidos. Seus advogados tentam convecer os juízes, que cuidam dos diversos processos, de que sua cliente não é tão "doidona" assím. Mas os majistrados da Califórnia já consideram Love uma ameaça aos cidadãos comuns e a declararam fugitiva da justiça.
Enquanto isso, no Japão, a vocalista do Hole, vira personagem de história em quadrinhos no Mangá Princess Ai, feito por Ai Yazawa's. Segundo a revista People, a "doidona" adorou a idéia da artista gráfica japonesa, de fazer os quadrinhos sobre uma garota, baseada em Love, que procura seu lugar no mundo. A roqueira inclusive deu dicas de como a personagem deveria ser e diretrizes para o roteiro.
A julgar pelos últimos acontecimentos que vem marcando a biografia de Courtney Love, esse HQ deve ser, no mínimo, emocionante.
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| Sumiu a Matriz do Novo disco do U2 (quinta, 15 de Julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:02 am) [edit] |
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A polícia francesa investiga o misterioso desaparecimento da matriz do novo álbum do U2. A banda de Bono (foto), está em Nice, na França, onde fazia uma seção de fotos para o lançamento do novo álbum, previsto para setembro, quando um CD com os originais das músicas, desapareceu do estúdio Victorine.
A informação foi passada hoje pelo jornal on line "Nice-Matin". A polícia abriu uma investigação para determinar as causas do desaparecimento que ocorreu na última terça-feira, depois que os integrantes da banda compareceram a uma delegacia da cidade para testemunhar, segundo fontes policiais, que não descartam que se trate de um roubo.
Vinte pessoas que se encontravam no estúdio irão prestar depoimento nas próximas horas, informaram as mesmas fontes.
Os investigadores temem que o CD seja divulgado na Internet. O título do novo disco aínda não tinha sido escolhido, mas havia muita especulação em torno do nome "Vertigo". Segundo o site da rádio inglesa XFM, uma empresa de Dublin, na Irlanda, que cuida dos interesses comerciais da banda, já havia registrado o domínio do nome na internet, exatamente como fez em 2000, antes do lançamento de "All That You Can Leave Behind", o álbum anterior do grupo. Os fãs estão apreensivos...
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| 15 minutos de Tom (quinta, 15 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (8:00 am) [edit] |
Lí hoje na Folha On Line que Tom Cavalcante (foto), estréia na Record em setembro. O texto informa que o humorista terá um programa de 15 minutos na faixa noturna da grade da emissora, entre 23h30 e 23h45, horário que concorre com o "talk show" de Jô Soares, na TV Globo.
Olha, não é por nada não, mas será que alguém aínda consegue sorrir das bobagens desse rapaz? E esses 15 minutos? Acho que Andy Warhol, quando previu que "no futuro todos terão 15 minutos de fama", errou. Pelo menos com relação a Tom Cavalcante. Ele já teve mais que isso, e acho que cinco minutos diários com ele aínda seriam enfadonhos. Ou alguém consegue achar engraçado as imitações que ele faz de Maria Betânhia?
Sei não, mas palhaço de circo mambembe do interior consegue ser muito mais divertido. Hoje assisti uma entrevista do humorista já na sua "nova casa". Mais uma vez ele vestiu a fantasia de moço humilde, que saiu do Ceará "puxando uma cachorrinha" e conseguiu vencer no showbusiness do país. Até chorou, diante do "Arco do Triunfo" de Las vegas, onde curte férias com a família.
Ele diz que conseguiu seu espaço à duras penas, que sofreu horrores para conquistar seu lugar ao sol (o que pode até ser verdade) e que é um exemplo de nordestino que venceu no "sul maravilha" (outra verdade). Mas de humilde, esse rapaz não tem nada. Ele é a própria arrogância "em vida". Está sendo processado pela Rede Globo por quebra de contrato, mas nega. Diz que pagou todas as multas. Isso, realmente não faz a menor diferença pra mim. Só acho que se Tom Cavalcante fez alguma coisa de bacana em sua vida profissional, essa coisa foi trocar de emissora e migrar para uma de menor audiência. Pelo menos vamos ficar livres de suas "macaquices" nas noites de sábado. E cá pra nós, pra fazer deboche e imitação barata, 15 minutos estão de bom tamanho. E tenho dito!!!
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| Maria Rita Concorre a 4 Grammys (quinta, 15 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (7:59 am) [edit] |
 Maria Rita no Grammy Latino
Agora é que ela vai ficar mais enjoada!!! Só porque pensa ser a reencarnação da mãe, a cantora Maria Rita se acha no direito de ter os mesmos ataques de "super star" que fizeram de Elis Regina um mito, também no quesito antipatia.
Que ela canta com os mesmos trejeitos da mãe famosa, isso é verdade. A voz, em certos momentos, até nos faz pensar que ela "recebeu" uma Elis Regina de frente. O "enjôo" e os mal tratos para com a imprensa e o público, parecem ter vindos no DNA da moça. Mas não há como negar que Maria Rita canta muito bem e isso lhe rendeu vaga na disputa ao Grammy Latino.
A cantora foi anunciada nesta quarta em Los Angeles como concorrente a quatro prêmios. Depois do estrondoso sucesso de seu primeiro disco em 2003 no Brasil, o mercado latino-americano descobriu a filha de Elis Regina.
É... pra quem está apenas começando, já tá de bom tamanho. Só falta agora, à mocinha aí da foto, um pouco mais de humildade.
Confira aqui, a lista completa dos indicados.
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| Dyke Doll/ Björk/ Madonna (quarta, 14 de julho de 2004) |
| 09.20.04 (7:58 am) [edit] |
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Acaba de ser lançada a primeira boneca lésbica (foto ao lado). Seu nome é Bobbie Rockerbilly, tem cerca de 27cm, veste jaqueta de couro, camiseta, usa uma tatuagem e já está à venda, nos Estados Unidos, por US$ 49,95 dólares (cerca de R$150), mas apenas maiores de 21 anos poderão comprar o "pacote completo" – que inclui mini vibradores -, no valor de US$65 dólares (cerca de R$190).
A idéia da DYKE DOLL surgiu de uma tese de mestrado da norte-americana Stephanie Prod, 36, que escreveu sobre a falta de representatividade das lésbicas na cultura popular. A série de bonecas inclui, ainda, as amigas lésbicas de Bobbie, Doc Holliday e Williamsburg Dyke. Alguém se habilita???
O assunto agora é música. Björk (foto) está terminando seu mais novo álbum. Enquanto Madonna se joga na cabala, a cantora islandesa se inspira no paganismo e em tudo que é humano para seu novo álbum "Medulla", que sai entre agosto e setembro deste ano.
Em entrevista ao jornal The New York Post, Björk disse que está realmente cansada de instrumentos e começou a fazer tudo com a própria voz. "De repente, não queria mais trabalhar com músicos, o que é bastante estranho. Só tenho vontade de trabalhar com vocalistas", declarou a islandesa.
Björk diz que se inspirou na idéia mística de retornarmos a um universo totalmente humano, sem instrumentos, religiões ou nacionalidades. "Queria que o álbum fosse de carne, sangue e músculos", declarou acrescentando que esse é seu trabalho mais intuitivo.
Depois de "Medulla", Björk prossegue em seu trabalho de estúdio e grava mais um CD só com novas produções. Mais detalhes aqui.
E por falar em Madonna (foto), sua história vai ser contada mais uma vez. Dia 16 de agosto, chega às livrarias “Madonna: A Biografia Definitiva”, do jornalista inglês Paul Mathur – o biógrafo da banda Oasis e do cantor Elvis Costello. Parece que a vida da popstar interessa mesmo. Esse já é o 18º livro dedicado a ela, se somarmos também os livros de fotos, como o antológico Sex.
As novidades desta vez são a mudança de nome anunciada pela cantora há poucos dias – vai se chamar Esther –, sua adesão absoluta à Cabala e suas aventuras pelo mundo da literatura infantil. Histórias bem diferentes do começo de sua carreira... Quem diria, né?
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| I Love Rock n' Roll (terça, 13 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:34 am) [edit] |
 Guitarra Fender Stratocaster: Ícone do Rock n' Roll
Bill Haley And His Comets, Elvis Presley, Rita Lee, Mutantes, The Beatles, Jonh, Paul, Ringo, George, Alice Cooper, Alien Sex Fiend, Dead Kennedys, The Mission, Sepultura, Titãs, Pretenders, Blondie, Debbie Harry, Legião Urbana, Genesis, Echo And The Bunnymen, Led Zeppelin, U2, Simple Minds, Deep Purple, Metallica, Red Hot Chillipepers, Nirvana, Cowboy Junkies, Kansas, Blue Öyster Cult, Judas Priest, AC/DC, Van Hallen, Jim Morrison, The Doors, Bob Dylan, Jimmy Hendrix, Joan Baez, Jannis Joplin, Supertramp, Yes, Iron Maiden, Ramones, David Coverdale, Whitesnake, Bruce Dickinson, Fleetwood Mac, Crosby, Stills, Nash & Young, Coldplay, Soundgarden, Skank, Plebe Rude, Joy Division, David Bowie, New York Dolls, Velvet Underground, Biquini Cavadão, The Who, Pete Towsand, Tears For Fears, Capital Inicial, The Police, The Cult, Van Morrison, Roy Orbison, Bruce Springsteen,
Sting, Dire Straits, Renato Russo, Cazuza, Barão Vermelho, Blitz, Bauhaus, Dexy’s Midnight Runners, The Rolling Stones, The Stone Roses, Temple Of The Dog, Mother Love Bone, Melisa Earthridge, Def Leppard, Scorpions, Queen, Sex Pistols, The Clash, Evanescence, B.B. King, Dave Mathews Band, Guns n’ Roses, Crash Test Dummies, The Cramberries, Sinéad O’Connor, Björk, The Sugarcubes, Black Sabath, Depeche Mode, The Sisters Of Mercy, Ozzy Osbourne, Stone Temple Pilot, Goo Goo Dolls, Iggy Pop, The Watterboys, The Cure, Morrisey, The Smiths, Chrisye Hinde, Jefferson Airplane, Pink Floyd, R.E.M., Talking Heads, Sepultura, Megadeath, Eurythimics, Roxy Music, Tina Turner, Buddy Holy, Jonh Coltrane, Bob Geodolf, Pat Benatar, Billy Idol, Audioslave, Rage Against The Machine, Greatful Dead, Jonh Cougar Mellecamp, Black Crowes, Pearl Jam, Lou Reed, The Cult, Bon Jovi, Van Hallen, Rush, Radiohead, Sublime, Foo Fighters, Nico, Nine Inch Nails, KoRn, Avril Lavigne, The Offspring, Smashing Pumpkins, Linkin Park, Marilyn Manson, Primal Scream, KISS, Aerosmith, Jonhy Cash, Alice In Chains, The Animals, Camisa De Vênus, Ultraje A Rigor, Ira, Santana, Al Stewart, Malcom McLaren, The Beach Boys, Rod Stewart, Bob Seger, The Byrds, The Yardbirds, Brian Wilson, Jonhy Cash, Bonnie Raitt, The B 52’s, Beck, Joan Jet & The Blackhearts, Joni Mitchell, Jeff Beck, Jethru Tull, INXS, Brian Eno, Midnight Oil, Oasis, The Verve, Jesus & Mary Chain, Sonic Youth, Robert Palmer, Simon & Garfunkel, Siouxsie & The Benshees, The Stray Cats, Tom Petty & The Heartbreakers, Tom Waits, Eagles, Placebo…
E a lista é quase infinita. Sei que faltou um monte de gente, mas os acordes dos ausentes ecoam na minha memória.
Hoje, dia internacional desse monstro sagrado de 50 anos, conhecido por Mr. Rock, uma singela homenagem deste roqueiro. Sei que a lista está incompleta. Seria impossível relacionar todo mundo. Bastou uma busca na minha coleção de CD’s e a lista veio à tona. E pra terminar, fica uma perguntinha: o que seria de nossas vidas sem a barulheira que essa gente faz? Acho que seria como o vácuo, onde o som não se propaga e o silêncio seria absoluto. Let It Roll... Viva o Rock n’ Roll!!!
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| Quem vai ganhar o Pocotó do ano? (segunda 12 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:33 am) [edit] |
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Já saiu o primeiro finalista do Troféu Brasileiro Pocotó. Pra quem não sabe, o prêmio foi instituido pelo jornalista e cartunista Luciano Pires, autor do livro "Brasileiros Pocotó - Reflexões Sobre a Mediocridade que Assola o Brasil". A idéia é reconhecer no final do ano o "indivíduo que mais contribuiu de forma sistemática e eficiente para o emburrecimento do Brasil", afirma o criador do prêmio.
Quem teve a honra de ser apontado como o primeiro finalista foi o humorista (???) e dublê de apresentador João Kléber, que comanda o trash show "Eu Ví Na TV", na não menos trash Rede TV. Kléber disputou com pesos pesados da política e publicidade. No páreo estavam o secretário da segurança pública do Rio, Anthony Garotinho, o publicitário Duda Mendonça, e o Senador e ministro das Cidades, Olívio Dutra. Disputa difícil essa, não? Mas João Kléber se saiu bem e alcançou 64,05% dos votos dos internautas.
As candidaturas são lançadas pelos próprios visitantes do site. Se você se interessou e quer participar deste pleito, fique sabendo que este mês estão na disputa, para definir o segundo finalista, nada mais nada menos que, Luciana Gimenez, Marta Suplicy, Milton Neves, Paulo Maluf e Sérgio Mallandro. Páreo duro, mas sem querer influenciar o voto de ninguém, devo dizer que Luciana Gimenez já tomou a dianteira na preferência dos eleitores. É impressão minha ou será que só vai dá Rede TV nessa disputa?
Ah, você também quer dá seu voto né? Então é só clicar aqui. Este é o link para o site "Brasileiro Pocotó", que é muito bacana. Have Fun!!!
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| Repórter Cara-de-Pau (segunda, 12 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:31 am) [edit] |
 Marcelo Tas e Vesgo: criador e criatura
Um dos grandes responsáveis pelo sucesso que o programa Pânico na TV vem fazendo é o repórter Vesgo. Ele já deixou muita gente desconcertada com suas perguntas e já virou deesafeto de muita celebridade. Luana Piovani já deu um "chega pra lá" no rapaz e Vítor Fasano já partiu pra ignorância e o agrediu com um soco.
Mas Vesgo já ganhou beijos de outros com mais senso de humor, que encaram suas investidas como pura brincadeira. Neste time estão Roberta Miranda, Sandy, Vanessa Camargo e até Xuxa. Vesgo também já conseguiu um abraço do ex-presidente FHC e Caetano Veloso entrou na brincadeira e lhe concedeu uma entrevista muito bem humorada.
Legítimo representante de um estílo criado por Ernesto Varela, nos anos 80, Rodrigo Scarpa, que encarna o Vesgo, encontrou o "pai" do chamado "repórter cara-de-pau" na semana passada em São Paulo.
Marcelo Tas (Varela) e Vesgo (Scarpa) entrevistaram um ao outro e o resultado do encontro foi publicado na Folha On Line e você pode conferir clicando aqui. Leitura obrigatória.
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| tatuagem e Boa Ação (sexta, 09 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:30 am) [edit] |
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A atriz americana Angelina Jolie (foto), voou até Bangcoc, na Tailândia, exclusivamente para tatuar um dragão tailandês em suas costas. Segundo o jornal local The Nation, essa é a segunda vez que Angelina vai ao país para fazer uma tatuagem.
O jornal também afirmou que a atriz, de 29 anos, estrela de Lara Croft: Tomb Rider, ficou mais de duas horas no hotel Wednesday sob os cuidados do renomado tatuador do Tahiti, Sompong Kanphai, em Pathum Thani, ao norte de Bangcoc, para tatuar a imagem de 30 centímetros de altura por 20 de largura. Em entrevista ao jornal, Angelina contou que é a segunda vez que ela procura Sampong para fazer tatuagem e que ela voltou a Bancoc, exclusivamente para entregar sua pele nas mãos do tatuador, dizendo que a primeira tatuagem feita por ele encheu sua vida de sorte e que desta vez, lhe trará "força e riqueza".
Angelina Jolie chegou ao Cambodja num avião particular com seu filho cambodjano Maddox, que ela adotou dois anos atrás com o ator Billy Bob Thornton, seu marido à época. Na terça, ela encontrou o primeiro-ministro cambodjano Hun Sen, que lhe ofereceu cidadania, em reconhecimento ao seu esforço para combater a pobreza do país. A atriz doou US$ 1,5 milhão para uma organização que trabalha pelo desenvolvimento de uma comunidade no nordesde do país. Ela também construiu uma casa na região.
Pra quem não sabe, Angelina, a dona dos lábios mais carnudos de Hollywood e filha de Jonh Voigt, ganhou um Oscar de atriz coadjuvante pelo filme Garota Interrompida, de 2000, que também tem no elenco a atriz Winona Rider.
A bela atriz tem outras tatuagens no corpo, a mais notável é a imagem de um dragão no braço esquerdo. É por essas e outras excêntricidades, que o mundo das "Top Celebrities" mundiais, enche os olhos de nós, pobres mortais. Onde já se viu, fretar um avião e cruzar o Oceano pacífico só pra tatuar um tigre nas costas? Se conhecesse Fortaleza, Angelina certamente gastaria menos dinheiro, faria uma tatuagem até maior com os tatuadores da Galeria Pedro Borges, no centro da cidade e aínda poderia ajudar os desabrigados do Morro de Santa Teresinha, no Mucuripe... hahahahaha
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| Bate Coração (quinta, 08 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:29 am) [edit] |
O roqueiro britânico David Bowie (foto) passou por uma cirurgia cardíaca delicada, segundo anúnciou hoje o jornal alemão Hamburger Morgenpost.
Segundo o jornal, Bowie teria sido operado na Alemanha, no dia 26 de junho, após passar mal durante um show na cidade de Scheessel (norte do país). Durante a apresentação, o roqueiro, de 57 anos, se queixava de fortes dores no ombro, teve que parar o show e foi levado ao hospital St. Georges de Hamburgo. A turnê européia do cantor foi cancelada.
David Bowie recebeu uma uma prótese vascular ou stent coronário de metal. De acordo com o jornal alemão o cantor deixou a clínica no início desta semana, retornou para Inglaterra, onde mora e passa bem... que bom!!!
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| Matemática (quinta, 08 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:28 am) [edit] |
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Da coluna OOOPS, de Ricardo Feltrin, na Folha On Line:
Chute 1 Há exatos 116 dias nenhum novo pagodeiro é preso em São Paulo, acusado de não pagar pensão alimentícia ao filho pequeno.
Chute 2 Há sete meses e 3 dias, nenhuma modelo engravida de um jogador de futebol no eixo Rio-São Paulo.
Poupe-nos, Senhor! O programa de Márcia Goldshimidt na Band vai ganhar mais meia hora
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| Didi, o Homofóbico (quinta, 08 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:28 am) [edit] |
Mais uma que me chega via e-mail e repasso a vocês leitores do Coió On Line. O humorista Renato Aragão está na mira dos homosexuais, que preparam ação de denúncia por discriminação por orientação sexual contra o humorista e a Rede Globo.
"As freqüentes piadas contra gays feitas por Renato Aragão (foto) em seu programa A Turma do Didi na Rede Globo, levaram o Grupo Gay da Bahia a exigir a cassação do título de embaixador da Unicef do comediante, que é acusado de "racismo anti-homossexual”.
“É absurdo e inaceitável que um artista propague tanto preconceito anti-homossexual num programa infantil da principal rede de televisão do Brasil, e continue a ser Embaixador da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.
Em comunicado oficial, o grupo cita exemplos de preconceito explícito veiculados no programa dominical em 2004:
Em uma oficina de teatro, o aluno Didi ridiculariza o professor por seus gestos efeminados; durante aula de balé, o mesmo instrutor desmunhecado é alvo de zombaria e Didi insinua que os alunos iam “pegar o jeitinho” do mestre. Em um quadro recheado de referências preconceituosas aos gays, num quartel, Didi provocou um colega chamando-o de "boiola", fez trocadilhos com o número 24 e arrematou dizendo que achava que o capitão "puxava trenó". Quatro homens das cavernas representam diferentes “animais perigosos”, o último deles era um veado. Didi exagera nos estereótipos ridículos, rebolando e saltitando, e arremata: “Este bicho é muito perigoso!” enquanto dos demais artistas escorraçam e espancam o animal símbolo do homossexual.
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) prepara ação de denúncia de discriminação por orientação sexual contra Didi e a Rede Globo".
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| Daft Punk faz remix do Franz Ferdinand (quarta, o7 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:26 am) [edit] |

E o Daft Punk remixou da faixa "Take me Out", do Franz Ferdinand (FOTO), a banda queridinha do momento que está bombando com o CD "FranzFerdinand", que é ótimo. Segundo o jornal musical New Musical Express, a gravadora Domino, que lançou o grupo na Inglaterra, recebeu um pacote com um CD-R com a inscrição "Take me Out (Daft Punk Remix)". O pessoal do selo achou que fosse trote ou brincadeira e ligou para a dupla francesa, que confrimou a autoria do remix.
Há seis anos não saía um só remix do Daft Punk. Esse só foi lançado em single na França. No resto do mundo, foi distribuído para ser tocado nas rádios, mas não será vendido. Lançado em março na Inglaterra, em abril nos EUA e em maio no Brasil, o disco homônimo de estréia da banda escocesa já vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. No mês passado, o Franz Ferdinand foi duas vezes capa do semanário britânico NME e se apresentou no festival de Glastonbury, após uma tour com ingressos esgotados nos EUA.
E se você ficou curioso pra ouvir esse remix do Daft Punk, basta clicar aqui, ou aqui. A gravadora Trama, disponibilizou o single em streaming audio. Vale a pena conferir.
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| Parabéns Isabela!!! (quarta, 07 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:25 am) [edit] |
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Há exatos 14 anos, nascia em Teresina, Piauí, Isabela Luísa Ribeiro Veloso. Ela é minha filha e são para ela, todas as homenagens desse dia. Parabéns filha, muitas felicidades e que Deus te abençoe sempre!!! Milhões de beijos.
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| Notas Musicais (quarta, 07 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:24 am) [edit] |

Norman Cook, a.k.a Fat Boy Slim, anúnciou hoje que seu novo CD vai ser lançado em outubro. O disco já está em fase de pós produção, segundo informou o jornal musical britânico New Musical Express. O novo disco já foi batizado e recebeu o nome de "Palookaville". De acordo com o site do semanário inglês, o primeiro single será "Slash Dot Dat", que chegará às lojas inglesas em 13 de setembro.
Este será o quarto album do DJ e produtor, que este ano tocou para milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, com o show "Big Beach Boutique", que percorreu diversas cidades do mundo. Em "Palookaville, Fat Boy Slim vai contar com composições próprias, além das participações especiais do cantor Damon Albarn, do Blur, do rapper Lateef (Blackalicious), do baixista Bootsy Collins, do produtor Justin Roberstson e da banda de Brighton Johnny Quality.
Norman Cook, revelou ao NME que voltou às suas raízes hip hop no novo disco. "É bem diferente dos últimos, pois a música mudou muito nos últimos anos", declarou Cook. Ele confessou que não está animado com a música house no momento. "Ela está passando por um período difícil e acho que precisamos de um novo Daft Punk".
O último disco lançado por Fat Boy Slim foi "Halfway Between The Gutter And The Stars", de 2000.

Robert Smith, líder do The Cure Mudando da cena eletrônica para a cena roqueira. Robert Smith resolveu liberar as músicas do novo CD de sua banda para os fãs ouvirem na internet. O album foi lançado no fim do mês e já é considerado pelos críticos como um dos melhores da banda, que começou a carreira em 1982. Se você gosta do The Cure e aínda não ouviu o novo CD, a hora é esse. Basta clicar aqui. Divirta-se!!!
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| Senhora Nordestina (quarta, 07 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:24 am) [edit] |
E não sou eu apenas a perceber detalhes inusitados na nova novela da Globo "Senhora do Destino". Eu já tinha dito que não iria mais falar no assunto, mas não dá pra ficar calado. Onde foi parar o famoso "Padrão Globo de Qualidade"? Em vários jornais, colunistas despejam linhas e mais linhas comentandos alguns, digamos assím, "vascilos" da novela. Já se falou da idade dos personagens, da Ponte Rio-Niterói em 1968, etc, etc, etc. Artur Xexéo, em sua coluna no O Globo, até publicou uma justificativa do próprio autor da novela, também publicada aqui. Mas hoje, em sua coluna, o jornalista chama a atenção para mais um detalhe inusitado. Veja só o que ele escreveu:
"Agora que Aguinaldo Silva nos explicou que a novela se passa em 1992 ou 1993, fica uma pergunta que não quer calar: como o personagem de Wolf Maya apareceu outro dia com um telefone celular de última geração? Há pouco mais de dez anos, telefones celulares tinham mais ou menos o tamanho de um sapato. Número 40. Um monte de leitores me garante que aquele do Wolf Maya era um Star Tac. Não tenho noção do que seja um Star Tac mas parece ser algo supermoderno.
Não vou pegar no pé do autor por causa disso. Já ficou claro que a novela vai usar figurinos, cenografia e linguagem atuais. E ponto final. Resta ao espectador embarcar na fantasia proposta. Só acho que o autor está perdendo uma ótima oportunidade de escrever uma novela sem se preocupar com telefones celulares. Afinal, desde seu surgimento, o celular virou um empecilho para o desenvolvimento de tramas novelescas.
Qualquer novela que se preze precisa de personagens que não encontrem os outros. Muitos fatos acontecem porque este ou aquele personagem não recebeu um recado. Ações se tornam fundamentais porque não houve tempo de o herói ser avisado disso ou daquilo. O celular atrapalha isso tudo. Virou uma pedra no sapato dos novelistas.
Basta se lembrar de muitas das cenas de “Celebridade”. Volta e meia era preciso escrever algo como “Fulano está com o celular fora de área” ou “Beltrano está com o celular desligado”. Era a única maneira de Beatriz não flagrar as escapadas do marido ou de Eliete estar sempre indo à casa de Maria Clara para contar uma novidade à amiga. Se os telefones celulares funcionassem, as cenas se reduziriam à metade.
Personagens de novela habitam um mundo paralelo. Nas portas de entrada dos apartamentos cariocas de novela, por exemplo, nunca houve um olho mágico. Assim, todo mundo continua se surpreendendo quando abre a porta. Porteiro eletrônico é raridade também neste planeta-novela. Por alguma razão, os escritores não ignoram o celular. Aguinaldo Silva está perdendo uma ótima oportunidade de fazer seus personagens se movimentarem sem se preocupar com a possibilidade de o celular atrapalhar tudo. A não ser que a novela se passe realmente em 2004. Mas aí quantos anos tem mesmo a Suzana Vieira?"
E só pra terminar eu acrescento o seguinte: não lembro de em 1992/1993, as pessoas usarem gírias como "caraca" e "fala sério". Essas bobagens passaram a fazer parte do vocabulário dos adolescentes de uns três anos pra cá. Mas na novela, entre uma fala e outra, o personagem de Dado Dolabela sempre comete uma dessas gírias, como se aínda fizesse parte do elenco de Malhação. Realmente, "ninguém merece".
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| Cadê o Ney? (terça, 06 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:22 am) [edit] |
Essa matéria me chegou via e-mail e foi publicada no Jornal do Brasil. Tomei a liberdade de publicar aqui com os devidos créditos, porque está todo mundo, inclusive eu, falando super-bem do filme "Cazuza, o tempo não pára", mas até agora ninguém questionou de verdade a ausência do Ney Matogrosso do filme, que se propõe ser fiel aos fatos que marcaram a vida do Cazuza.

Cazuza e Ney. Foto Arquivo JB 17/10/88
JOÃO BENARDO CALDEIRA
Decisivo na vida de Cazuza, cantor foi ver o filme sobre o ex-Barão, e diz: “Isso está errado, a história não é essa!” Namorados em breve período, na década de 80, Ney Matogrosso e Cazuza foram amigos até os últimos momentos do roqueiro, que morreu em 1990
Ney Matogrosso, cantor de 62 anos, foi namorado de Cazuza na década de 80. Mas, segundo ele, não foi nem por causa do lado afetivo que se ressentiu por ter sido cortado do filme-biografia Cazuza – O tempo não pára, baseado no livro de Lucinha Araújo, mãe do ex-vocalista do grupo Barão Vermelho. Em 1983, Ney foi o primeiro artista da MPB a gravar uma música da banda: Pro dia nascer feliz. Cinco anos depois, foi ele também quem dirigiu o último show de Cazuza, Ideologia, reproduzido no longa sem qualquer menção a Ney.
Terça-feira passada, Ney Matogrosso finalmente assistiu ao filme, em cartaz desde 11 de junho, juntando-se a cerca de 1 milhão e meio de espectadores, que fizeram da produção a segunda maior bilheteria nacional do ano até o momento. Ele saiu do cinema com um desgostoso sabor de insatisfação. Na mente, um pensamento: “Isso está errado, a história não é essa!”, conta, em entrevista ao JB:
"Não estou falando de romancinho, de amorzinho. Fui o primeiro a gravar o Barão, que nunca tinha tocado em rádio. Foi a minha geração que começou a tocar o Barão. E dirigi aquele último show. Acho que uma pessoa que se dispõe a contar a história de alguém que existiu e foi importante dentro de um contexto precisa colocar o máximo possível de informações factuais e precisas. Não entendo por que suprimir isso".
Ney teme que achem que ele está fazendo birra de ex-namorado, somente porque não foi citado. Mas ele não está sozinho. Pessoas intimamente ligadas à trajetória do ex-líder do Barão também concordam com o cantor. A começar por Lucinha Araújo:
"Senti muita falta do Ney no filme, inclusive há uma entrevista dele emocionante em meu livro. E ele nem foi tão importante sentimentalmente, porque o namoro não durou muito – quando eu soube já tinha até acabado. Mas, em termos profissionais, ele foi decisivo. O Barão não era ninguém quando Ney gravou Pro dia nascer feliz", afirma a autora de Só as mães são felizes, acrescentando que não teve qualquer participação no roteiro do longa-metragem.
Nilo Romero, amigo, parceiro e produtor de discos da carreira solo de Cazuza, concorda:
"Acho lamentável, porque o Ney foi o primeiro a botar a música do Barão na rádio, e aí todo mundo passou a conhecer o Cazuza".
Inicialmente, Sandra Werneck, diretora do filme ao lado de Walter Carvalho, tinha até escolhido o ator que interpretaria Ney Matogrosso na telona: o cantor e ator Moska agradou nos testes, mas depois recebeu a notícia de que o papel tinha sido retirado do roteiro. Sandra explica os motivos:
"Ele teria tão pouco espaço que eu não ia conseguir dar a dimensão real da relação do Cazuza e do Ney, que aparecia em apenas duas ou três cenas do filme. Tenho certeza de que ia ser um mico para ele e para o Moska. Acho que o Ney é um artista que merece um filme só dele".
O cantor diz que achou a explicação um pouco estranha, mas que “não quer acreditar que tenha havido má intenção”. Em certos momentos da entrevista, Ney afirma ter se emocionado e até gostado do filme, pois “registra bem uma época”, segundo ele. O Cazuza exagerado e promíscuo, que bebia e se drogava sem pudores, teria fundamento na realidade. Foi como se Ney revivesse novamente aquela época e a morte do ex-namorado, em 1990, vítima da Aids, aos 32 anos.
"Uma vez o Cazuza me disse: 'Estou transando como nunca transei em minha vida'. Respondi: 'É a hora errada, Cazuza'. Mas o que adianta falar? Ele era exagerado em todos os seus movimentos e foi um dos que nos deixou via Aids. O mundo ficou pobre", diz Ney, emocionado.
O cantor ressalta ainda que o filme representa apenas um determinado ponto de vista. Para esquecer do que não gostou, Ney Matogrosso tratou de dissolver um sentimento mal resolvido assim que botou os pés em casa, na volta da sessão.
"Saí um pouquinho incomodado do cinema, então cheguei em casa e acendi minha vela. Tenho meu altar e rezei com o Cazuza, porque para mim não há diferença entre morto e vivo. E então conversamos. Eu disse assim: 'Aquilo é um filme, qualquer coisa que eu tenha sentido lá eu quero limpar. Não quero que fique nada de negativo entre nós'", conta.
Sandra Werneck não quer ser vista como vilã da história. Ela chegou a filmar uma cena na qual os integrantes do Barão ouviriam no rádio a versão de Ney para Pro dia nascer feliz. O resultado não ficou bom, diz ela, e a seqüência foi descartada.
"Esse filme foi o maior desafio da minha vida. Sofri muito, porque todo dia eu tinha que fazer uma escolha. Sabe o quanto eu chorei porque tive de cortar o show que tinha a música Brasil, no qual Cazuza cuspia na bandeira nacional? Foi uma questão de orçamento", explica.
O longa é baseado no livro de Lucinha, que se inspirou em fatos verídicos para contar a trajetória do filho. Ainda que calcada numa obra de não-ficção, Sandra desvinculou seu filme das obrigações de uma biografia, em nome da liberdade criativa.
"Eu não quis fazer um documentário. Fiz uma leitura possível da vida do Cazuza. A ficção não imita a realidade", finaliza Sandra.
As críticas de Ney Matogrosso, é bom que se diga, não foram feitas em clima de ódio ou de vingança. Ele fala que não quer mal à diretora, “que deve ter tido as suas razões”. Só lamenta a “leitura superficial”, acha o filme “reducionista”:
"Quero deixar claro que não estou sofrendo, nem me debatendo. É impossível mesmo mostrar um ser humano num filme. É como a verdade, que não tem uma única face".
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| Happy Birthday Rock n' Roll (terça, 06 de Julho) |
| 09.19.04 (6:21 am) [edit] |

Mais de 50 anos depois que Elvis Presley gravou inicialmente o single "That's All Right" e mudou a música para sempre, a canção volta ao topo do ranking de vendas de singles da revista Billboard. Esta semana, o single "That's All Right" foi relançado nos EUA pela BMG com takes alternativos, além do B-side original de "Blue Moon of Kentucky".
“That’s All Right” é considerada o Big Bang do Rock ‘n’ Roll. Era 5 de julho de 1954 e Elvis dava início a uma parceria de dezessete anos com a gravadora Sun Records. Juntos mudaram definitivamente não só a música popular, mas também a cultura. Naquele dia Elvis passou tudo que sabia para as gravações, criando um novo estilo de vida, tão aclamado e glorificado que fez com que anos depois as tapes originais fossem liberadas para um novo lançamento, nos fazendo lembrar da importância e da originalidade das músicas. 2004 marca o aniversário de 50 anos deste “acontecimento” que muitos considerassem o “nascimento do Rock 'n' Roll”. Naquelas gravações, Elvis descobriu o que veio fazer neste planeta. Rock. Em Memphis, nos estúdios da Sun Records, em alguns meses de 1954, ele inventou o som e a “cara” do Rock ‘n’ Roll.
Ontem aconteceu uma ação simultânea em torno da data do aniversário. "That’s All Right" foi tocada pelas rádios dos Estados Unidos às 12:00 hs em ponto, segundo informou o site oficial de Elvis Presley.
Neste 50° aniversário, será lançado ainda o álbum "Elvis At Sun" que inclui as seguintes faixas: 1. That's All Right (original master) 2. Blue Moon Of Kentucky (original B side) 3. That's All Right (alternate Sun session take)
Mas atenção, o dia mundial do Rock é 13 de julho. E uma série de eventos está programada em todo o mundo, para marcar a data. Mais informações você encontra no site Central Pop.
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| Força na Peruca! (segunda, 05 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:20 am) [edit] |
O coitado aí da foto é o ex-BBB Edílson Buba. Ele está preso desde abril, quando vascilou com uma boa quantidade de êxtase no aeroporto de São José de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. No dia em que a "casa caiu" para Buba, ele estava vindo de Belo Horizonte. Pegou as drogas num maleiro do aeroporto e foi flagrado por um policial federal, que já estava desconfiando do aspirante a famoso.
Ao ser preso, o ex-BBB disse que a droga era pra consumo próprio. Versão que vem defendendo até hoje, mas é rejeitada pela acusação. Edilson Buba, que na casa do Big Brother Brasil fazia o gênero bom moço, está numa cela do Centro de Observação Criminológica e de Triagem da Capital (COTC), dentro do Complexo Penitenciário do Ahú, em Curitiba (PR). Amanhã acontece uma audiência na 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, onde seus advogados, mais uma vez, tentarão convencer o juíz, de que seu cliente não é traficante e sim viciado.
Durante a audiência, Buba vai receber um apoio de "peso". Marcelo Dourado, Zulu, Tatiana, Antonella e Dudu já confirmaram presença no interrogatório. Mas eu desconfio que esse pessoal aí, não esteja apenas a fim de dar uma "força na peruca" do ex-colega de confinamento global. Do jeito que essa gente é louca por um "flash" e por holofotes, é quase certo que essa caravana de ex-BBB's tenha um só objetivo: garantir algumas fotos nas revistas de fofoca e preciosos segundos no TV Fama, programa "trash" da Rede TV que vive na cola de celebridades de baixíssimo calibre... aliás, as únicas que se prestam a falar para o programa comandado por Nelson Rubens e Luísa Mel. Com amigos assím, esse pobre rapaz não precisa de inimigos.
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| Pode Baixar! (segunda 05 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:18 am) [edit] |
 Cartaz de Fahrenheit 9/11: pronto para download
Agora é oficial! O polêmico diretor norte-americano Michael Moore liberou hoje seu mais recente filme para download na internet. A partir de agora, cópias de Farhrenheit 9/11 estão disponíveis em programas de troca de arquivos como Kazzaa, Soulseek, Lime Wire, Morpheous, e-Donkey e outros.
A decisão de liberar oficialmente o filme, no mesmo momento em que está em exibição nos cinemas, se deu por que o site americano Moore Watch havia disponibilizado, na semana passada, um link para download de uma cópia "screening", daquelas que são feitas com uma câmera digital dentro dos cinemas. O site se dedica a fazer uma campanha difamatória do diretor e faz severas críticas a seu posicionamento anti-Bush.
Em entrevista hoje à rede de TV CNN, o cineasta disse que não concorda com as leis de direitos autorais e não quer criar um problema com pessoas que querem apenas assistir aos filmes. "Enquanto não tentarem lucrar com o meu trabalho, para mim está tudo bem. Fiz este filme porque quero que o mundo inteiro mude. Quanto mais pessoas assistirem, melhor, então fico feliz por isso estar acontecendo," disse Moore.
Sobre o site Moore Watch, ele diz não se incomodar com pessoas que se opõem a seu ponto de vista. Mas o editor do site, Jim Kenefick duvida do posicionamento do diretor e diz: "vamos ver se ele realmente quer que a questão seja sobre trabalho ou dinheiro."
Polêmica a parte, as distribuidoras de Fahrenheit 9/11 parecem não se incomodar com o "vazamento oficial" na internet. O filme arrecadou US$ 21,8 milhões em sua estréia e foi o primeiro documentário a liderar a bilheteria nos Estados Unidos. É pelo jeito, it's all about money...
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| 1000 Visitantes hoje (segunda, 05 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:17 am) [edit] |
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Oba!!! Com menos de um mês de atividades nesse novo servidor, o COL - Coió On Line, na tarde de hoje, humildemente ultrapassou a marca dos mil visitantes, como podemos constatar no contador de visitas na coluna ao lado. Quero aproveitar a oportunidade e agradecer a todos que passam por aqui e dizer que fico muito feliz com cada visita que voces fazem a esse espaço.
Ah, quero pedir a todos que comentem os assuntos publicados por aqui. Isso serve de estímulo para manter o blog o mais atualizado possível. Existem duas formas para deixar comentários aqui. A primeira, e mais tradicional, é logo abaixo de cada "post". A outra é usando o espaço COL - Torpedo na coluna ao lado. São formas de manter a interatividade dos visitantes com esse que vos tecla. Valeu pessoal. Obrigado a todos e voltem sempre!
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| Supersize Me (segunda 05 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:16 am) [edit] |
 Morgan Spurlock e o cartaz de Sper Size Me Já está dando o que falar a exibição do documentário "Super Size Me" no festival de cinema de Sundance. O filme ganhou o prêmio de melhor direção na última edição do festival e estréia no Brasil em agosto, depois de ser exibido no Festival Internacional de Cinema de Brasília , com a presença do diretor, Morgan Spurlock. O norte-americano passou 30 dias se alimentando exclusivamente de alimentos vendidos pelo McDonald's, aceitando todas as vezes que lhe era oferecido o tamanho super (o "super size" do título, que quer dizer "me aumente", não "eu gigante").
É uma mania dos funcionários de lá, parecido com o "fritas acompanham o pedido?" do Brasil. Em quase todas as compras, alguém oferece: "Do you want to super size it"? (você quer aumentar o tamanho?). Assím, um Quarterão com Queijo duplo tem 280 g e responde por 56% de todo o colesterol, 75% do total de gordura geral e 100% do total de gordura saturada a ser consumida por uma pessoa num dia inteiro segundo os parâmetros de dieta saudável sugeridos pelo FDA, o órgão que controla alimentos e medicamentos nos EUA.
Para realizar o filme, Morgan Spurlock engordou, teve problemas no fígado, depressão e disfunção sexual, entre outros efeitos. Seu filme virou bandeira num país que sofre uma epidemia de obesidade, segundo o mesmo FDA, causada principalmente pela explosão do consumo de fast food entre jovens.
 Na edição on line da Folha de São Paulo de hoje, um artigo de Fernanda Lima, que viu o filme, conta um pouco a história de "Super Size Me". Se você quiser conhecer mais um pouco sobre o documentário é só clicar aqui.
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| Preconceito ou Frivolidade? (segunda 05 de Julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:15 am) [edit] |
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Danuza Leão está protagonizando mais uma polêmica no Jornal Folha de São Paulo. Há duas semanas, a articulista da Folha, resolveu comentar sobre a festa junina do Presidente Lula, para celebrar 30 anos de casamento com D. Marisa Letícia. A festa, amplamente divulgada pela imprensa, aconteceu na Granja do Torto, e os detalhes todos nós sabemos, embora só tenham sido divulgadas algumas fotos do "arraiá". Logo abaixo, tomo a liberdade de transcrever o artigo de Danuza, que serviu de estopim para a polêmica, que acabou envolvendo também a jornalista Márcia Camargos, doutora em História Social pela USP e co-autora de "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia" (Senac/1997). Tudo começou com esse artigo, publicado na edição de domingo, 27 de junho da Folha.
Fala sério, Lula! DANUZA LEÃO COLUNISTA DA FOLHA Com todo o respeito: a idéia de comemorar as bodas de pérola com uma festa caipira não podia ter sido pior. O Brasil tem tantos regionalismos bacanas, uma culinária riquíssima, várias maneiras de ser cheias de ginga e charme que deslumbram o mundo inteiro, e o presidente e dona Marisa Letícia vão escolher logo uma caipirada dessas? Foi um desastre desde o começo: o tema da festa, o carro de boi chegando cheio de paçoca e cachaça, o autoritarismo de obrigar os convidados e suas respectivas esposas a vestir o traje típico, e ainda pedir que levassem um pratinho de doces ou salgados. Quem eles acham que estão enganando na hora em que a assessoria de imprensa da Presidência da República anuncia que o presidente ajudou a pendurar as bandeirinhas do arraiá? Oh, mas que almas tão genuinamente brasileiras? Socorro, Duda Mendonça. alguns mais sensatos não pagaram o mico de usar aquele chapeuzinho de Jeca Tatu, mas é difícil dizer não ao presidente. Como estamos num Estado quase totalitário, a imprensa foi proibida de cobrir o acontecimento, o que nos leva a pensar: terá algum ministro pintado um dentinho e um bigodinho com carvão, como é de praxe? O vice-presidente, talvez? Um país que quer tanto ser moderno poderia ter se inspirado em qualquer outro folclore que não o do atraso, o da jequice explícita. Quem não se lembra do personagem Jeca Tatu, cheio de lombrigas, personificando um Brasil de que lembramos com carinho, mas que não é exatamente a imagem a ser exportada para os grandes estadistas do mundo com quem Lula gosta tanto de conviver de igual para igual? Não há uma mulher que se realce num vestidinho caipira; não existe imagem masculina que resista a uma camisinha xadrez remendada e uma costeleta postiça. E essa história das despesas da festa serem divididas? Foi um vexame atrás do outro, em nome de uma economia sem sentido, tipo me engana que eu gosto. Então é preciso que alguns empresários rachem a reforma das goteiras do Palácio da Alvorada para mostrar o quanto são parcimoniosas as despesas da Presidência? E essa de levar um pratinho de doces eu não ouvia falar desde que tinha dez anos, morava no interior e era pobre. Se investigassem mesmo o affair Waldomiro, sairia bem mais barato. A gente temia que fosse acontecer esse tipo de coisa; até agora foi refresco, mas agora eles pegaram pesado. Olhem bem a foto para não perder nenhum detalhe: a margarida no bolso de Lula, o chapéu de palha desfiado, as trancinhas e as pintinhas feitas a lápis no rosto de dona Marisa. Pior, impossível. Sempre se soube que a saudade de Fernando Henrique e dona Ruth Cardoso ia ser grande, mas não dava para imaginar que fosse ser tão grande. O arraiá foi de uma breguice difícil de ser superada, mas não vamos perder as esperanças: até o fim do mandato eles talvez consigam.
No dia seguinte à publicação do artigo, segunda feira 28 de junho, a jornalista Márcia Camargos, resolveu responder Danuza, na mesma Folha de São Paulo, que publicou o seguinte:
Com todo o respeito, Danuza! MARCIA CAMARGOS ESPECIAL PARA A FOLHA A carga de preconceito patente no artigo de Danuza Leão ontem neste jornal, ao criticar o arraial caipira promovido pelo presidente da República, estarrece quem se preocupa com a preservação da cultura e da identidade nacional. Por que a idéia de celebrar as bodas de pérola com uma festa autenticamente brasileira, comemorada de Norte a Sul no país inteiro,não é apropriada? Qual o problema de o primeiro casal promover um tipo de confraternização realizada em cada escola, praça e rua, por pobres e ricos, nas capitais e no interior durante o mês de junho? Que outro "regionalismo bacana" eles poderiam ter encenado, já que esta é a época, por excelência, das fogueiras de São João? E por que seria um mico usar trajes típicos e pendurar bandeirinhas, se são esses os ingredientes que tornam a festa mais saborosa? Quando a colunista resolve citar Jeca Tatu para personificar um "Brasil que lembramos com carinho, mas que não é a imagem a ser exportada", a emenda sai pior do que o soneto. Criado por Monteiro Lobato em 1914, o personagem, retrato da indolência e do atraso, nasceu do descontentamento do fazendeiro frente aos insucessos agrícolas no solo esgotado da sua fazenda no Vale do Paraíba. Quatro anos mais tarde, o escritor descobre que a apatia do caboclo advinha do subdesenvolvimento, da fome e da exclusão social. "Está provado que tens no sangue e nas tripas um jardim zoológico da pior espécie", afirma então. "É essa bicharia cruel que te faz papudo, feio, molenga, inerte." Na década de 40, outra guinada, e Lobato passa a ver o camponês como agente da própria história. O velho Jeca Tatu virava Zé Brasil, um trabalhador rural em luta por terra, saúde e educação. Por tudo isso, Danuza confunde "chique" com moderno. Participar de um "arraial" pode não ser o supra-sumo da sofisticação para quem se espelha em "Maiami". Mas revela sintonia com nossa cultura popular e com gostosos folguedos tradicionais que resistem aos bombardeios "roliudianos". Para a colunista, chique deve ser comemorar "Ralouim" fantasiado de abóbora, alimentando a eterna submissão que tão bem define os colonizados. Além do desserviço à nossa cultura, considerando "brega" um evento vivo do folclore, ela ainda se arvora em porta-voz da nação. Expressar uma opinião particular, ainda que ultrapassada e esnobe, pode ser aceitável no caso de uma colunista. Mas dizer que "sempre se soube que a saudade de Fernando Henrique ia ser grande" é generalizar sentimentos personalíssimos. Quanto a mim, prefiro um presidente "caipira", um homem que não se envergonha de suas raízes nem das tradições do seu povo, do que, com a licença do macaco Simão, uma Maria Antonieta dançando minueto no Planalto. Caia na real, Danuza! Não estamos na Sorbonne, e isso aqui não é a corte de Luís 15. Ainda bem.
Danuza Leão, não se deu por vencida e na edição de ontem resolveu (desculpem o trocadilho) pôr mais lenha na fogueira e saiu com essa:
Pingos nos "is" DANUZA LEÃO COLUNISTA DA FOLHA Quando a gente se dá conta de que se explicou mal, deve procurar se explicar melhor; e se, sem querer, ofendeu, deve dizer que a intenção não era essa. É o que vou fazer agora. Por mais globalizado que o mundo esteja, algumas coisas são regionais, outras, nacionais, outras, universais. A razão? Vai saber. A bossa nova, por exemplo, nasceu universal, por isso foi logo consagrada de Tóquio ao México, passando pela Patagônia e pela Oceania; já se num elevador de Nova York tocar um fado, os americanos não vão entender. A bossa nova é linda, o fado é lindo, mas algumas manifestações populares são tão enraizadas que o mais certo seria conhecê-las no seu habitat. Tem melhor do que ouvir um grupo de mariachis tocando e cantando numa pequena cidade do México? Tomando uma tequila, de preferência? Existem coisas, pessoas, modas, comidas, músicas, folclores, vinhos, que viajam mal, e é preciso ter sensibilidade para entender que o segredo de tudo está no saber harmonizar. Das maiores felicidades que existem é chegar a Salvador e pedir ao motorista do táxi para, no caminho do hotel, parar numa barraca de baiana. Eles conhecem todas pelo nome, e sentar num banquinho tosco para comer um acarajé num papel cor-de-rosa de embrulho, tomando uma cerveja, é das melhores coisas da vida. Depois disso, já dá até para pegar o avião de volta. Mas experimente fazer isso em São Paulo: não tem nada a ver. O dendê não combina com a cidade, as mãos lambuzadas não combinam com a maneira como se vestem as paulistas, a temperatura da cidade atrapalha (e se estiver fazendo calor, não muda nada). Acarajé é em Salvador, se possível sentindo o cheiro do mar de Itapoã. Não há espetáculo mais empolgante do que um desfile de escola de samba; os cariocas entram na fila para comprar os ingressos 48 horas antes de a bilheteria abrir, e mesmo debaixo de chuva ninguém se move até o último sambista acabar de desfilar -e isso, durante duas noites seguidas. Não há quem não se entusiasme, não se empolgue e não saia dizendo que assistiu a um dos mais lindos espetáculos da Terra. Mas escola de samba também viaja mal, e tive a prova disso em duas ocasiões. A primeira foi numa festança em Mônaco, a outra na Copa do Mundo de 98, em Paris, nos jardins das Tulherias, onde se exibiram algumas alas de escolas cariocas. Foi um constrangimento. Por quê? Porque não combinava. Como não combinaria levar um grupo de escoceses para exibir suas gaitas de foles e seus kilts em Recife, como não combinaria um festival de música techno em Belém, como não combina um ministro com um dentinho pintado de carvão numa festa caipira que pode ser linda em Caruaru, mas não tem nada a ver com o mundo oficial, numa residência oficial, em Brasília; apenas uma questão de sensibilidade e estética. Você já viu alguma coisa mais descombinada do que o Halloween no Brasil? É impossível explicar, e como o samba, não se aprende na escola: se entende ou não se entende a diferença entre as coisas universais e as regionais; nada a favor nem contra, apenas uma constatação. É como um namorado marroquino com quem você teve um romance em Marrakech. Foi lindo, mas não invente de trazê-lo para o Brasil porque não vai dar certo. Certas coisas -tanto quanto certas pessoas- são para serem apreciadas e admiradas no seu lugar de origem. E para terminar, uma regra universal: presidentes da República e suas respectivas esposas não devem, jamais, se fantasiar.
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| Nem Uma Coisa, Nem Outra! (domingo, 4 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:10 am) [edit] |
Está esclarecido o mistério da aparição da Ponte Rio-Niterói na primeira fase da novela "Senhora Nordestina"... ou melhor: "Senhora do Destino". O jornalista Artur Xexéo, em sua coluna no jornal O Globo, também havia questionado a inusitada aparição da ponte em 1968. E quem esclareceu o assunto foi o próprio autor da novela, Aguinaldo Silva, na coluna do de hoje do jornalista. Ele disse o seguinte: “Alguns anos atrás, quando alguns amigos tentavam me convencer a pedir uma pensão ao governo por ter sido preso, maltratado, processado e discriminado pela ditadura, fiquei de tal maneira envolvido com o assunto que acabei sonhando que estava sendo preso de novo. Era um sonho datado, tinha que estar acontecendo no dia da minha prisão, em 1968, mas, estranhamente, da lancha em que eu seguia algemado para a Ilha das Flores, eu via, lá no meio da baía, meio esfumaçada pela bruma, a Ponte Rio-Niterói, que não existia naquela época.
Algumas semanas atrás, quando eu e Wolf Maya (diretor da novela) vimos as primeiras imagens do passado de ‘Senhora do Destino’, numa delas aparecia a Ponte Rio-Niterói, e Wolf tratou logo de chamar o pessoal da computação gráfica para mandar apagá-la digitalmente, junto com outros vestígios da época atual. Foi aí que me veio a lembrança do sonho e eu pedi a ele: ‘Apaga tudo, sim, mas deixa a Rio-Niterói. A ponte, não.’ Ele fez o que eu pedi, e nem me perguntou por quê. Se perguntasse, eu não saberia responder, é claro, mas, por causa do teu comentário de hoje ( quarta-feira ), vou tentar fazê-lo agora. Porque novela é isso: um sonho longo e recorrente que o autor sonha junto com seus telespectadores. Um sonho no qual há lugar para tudo, inclusive para a falta de senso e a irresponsabilidade. A ponte está lá? O telespectador assimila isso na hora, esquece e segue em frente. O Renato de ‘Celebridade’ está precisando de um revólver? Então ele aparece como num passe de mágica. O importante não é onde ele o conseguiu, mas sim o tiro que ele dá e acerta em Laura. A emoção é o que conta.”
Tudo bem, o que vale mesmo é a emoção. Mas, e a polêmica em torno da idade dos personagens na atual fase da novela? Com a palavra, mais uma vez, Aguinaldo Silva: “Isso já foi publicado muitas vezes, a época é 1992/1993. Suzana Vieira, portanto, estaria agora com 49 anos, e quase não pode fazer o personagem porque, gatona como está, parece ter 40. E não se trata de uma novela de época, porque de lá pra cá as coisas mudaram muito pouco. Diferentes mesmo só estão os peitos de silicone e os celulares.”
Mas aínda assim, gostaria de saber por qual motivo todos os personagens envelheceram, menos Josefa, morta naquele caixão? E mais: como pode ser explicada a aparição de mordenérrimas placas de estacionamento exclusivos para deficientes físicos nas ruas do Rio de Janeiro de 1968? Talvez a equipe de "limpeza" digital da Globo não tenha visto, né?
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 E mudando, definitivamente, de assunto... ontem fui ver Homem Aranha 2. Difícil uma continuação cinematográfica ser melhor que o filme de origem. Difícil mas não impossível, aínda mais quando se tem Sam Raimi na direção e um roteiro escrito por Alvin Sargent ("Julia", "Gente Como a Gente"). Homem Aranha 2 mostra Peter Parker (Tobey Maguire) vivendo uma crise existencial que faz com que seus super-poderes enfraqueçam. Ele sofre com o fato de viver uma vida dupla. Por um lado, ele é o herói de Nova York, aquele que combate o crime na cidade. De outro, Peter corre o risco de ser reprovado no curso de ciências na Universidade de Columbia e perder seu emprego de entregador de pizzas, tudo em função das constantes interrupções para ir perseguir criminosos.
Mais preocupante ainda é o fato de que seu amor por M.J. (Kirsten Dunst) não diminuiu, e sua determinação de que um super-herói não pode ter alma gêmea ter crescido, já que ela será constantemente ameaçada por inimigos. Um verdadeiro drama psicológico, que não deixa de fora as sequências de ações montadas com efeitos de ultima geração. Desta vez o Homem Aranha combate um vilão sensacional, Dr. Otto Octavius (Alfred Molina), um cientista aparentemente normal e simpático, que faz experiências com fontes alternativas de energia. Octavius criou uma roupa mecânica que, quando acoplada a sua espinha, lhe fornece quatro monstruosos tentáculos que reagem aos comandos de seu cérebro e viram parte integral de seu corpo. Um absurdo, mas muito divertido.
O Homem Aranha e Dr. Octavius, como era de se esperar, são os responsáveis por toda a ação do filme. E quando digo ação, imagine toda espécie de acrobacia e malabarismo que só os estúdios de Hollywood são capazes de criar. Não vou contar mais, por razões óbvias. Mas adianto que o filme vale o ingresso e é diversão garantida por duas horas diante das aventuras desse super-herói, que já está com mais uma continuação engatilhada. Logo no dia 1.º de agosto os produtores do filme terão a primeira reunião com o pai da criança, Stan Lee, para começar a preparar Homem Aranha 3, com estréia prevista para 2007.
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| Falta de Atenção ou Desleixo? (sexta, 02 de julho de 2004) |
| 09.19.04 (6:00 am) [edit] |
Suzana Vieira, em cena de Senhora do Destino
Eu havia prometido a mim mesmo não falar mais sobre as novelas da Globo. Mas tive que voltar atrás na decisão. Como já foi dito aqui, acompanhei com atenção a estréia de “Senhora do Destino”. Gostei muito do tom cinematográfico da primeira e curtíssima fase da novela. Durou exatos dois capítulos e meio. Na metade do capítulo de quarta feira a novela deu um salto para o futuro e vimos Maria do Carmo, já na pele de Suzana Vieira, que de uma retirante sofredora se transformou numa próspera comerciante de material de construção. Até aí, tudo bem. Foi bom ver esse progresso na vida da nordestina, que comeu “o pão que a ditadura amassou” quando chegou ao Rio de Janeiro em 1968.
Pronto, cheguei onde queria. O ano era 1968. Maria do Carmo tinha uns vinte e poucos anos e cinco filhos. Uma “escadinha”, como convém a qualquer retirante nordestino. A mais nova tinha poucos meses de vida quando foi seqüestrada. O filho seguinte tinha 4 anos e o mais velho 10. Pois bem, se a novela saltou para os dias atuais, o filho mais novo de Maria do Carmo deveria ter agora 40 ou 41 anos, certo? E o mais velho uns 46. E a mãe deles, mais de 60.
Não ficou esquisito o Dado Dolabela no papel de filho mais novo que deveria ser quarentão? E o que dizer de Du Moskovis com mais de 45? E Suzana Vieira? Bom, essa não diz a idade nem sob tortura, mas não estaria muito nova para viver a matriarca nordestina? Alguém pode até dizer que não está claro que a novela agora se passa em 2004. Mas pelas imagens mostradas me faz crer que sim. Os carros são bastante atuais. Ao contrário da primeira fase, em que tomaram o cuidado de acionar os colecionadores do Rio de Janeiro para compor a frota que circulava nas ruas no fim dos anos 60. O aeroporto internacional do Rio já é Tom Jobim e um olhar mais atento revela detalhes bastante atuais da paisagem carioca.
Aliás, foi esse mesmo olhar atento, que na primeira fase da novela, percebeu a ponte Rio-Niterói, numa cena em que aparecia a belíssima baía de Guanabara. Ora, a ponte só foi inaugurada por volta de 1974. Alguém saberia me dizer como ela foi parar em 1968?
Marília Gabriela, a Josefa: morta e conservada
E só pra encerrar este capítulo: Josefa, vivida por Marilia Gabriela, morreu. Seu corpo chegou ao Rio de Janeiro, vindo de Paris onde se exilara, para ser cremado. Seu ex-motorista chora abraçado ao caixão e a câmera, mostra, em “close”, o rosto da morta. Não teria nada de mais, não fosse o fato de Josefa estar com a mesma aparência que ostentava quando deixou o país para se exilar na Europa, 36 anos antes. Seria milagre, ou formol por antecipação?
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 E o cinema perdeu um de seus maiores ícones. Morreu hoje aos 80 anos, Marlon Brando. Brando se tornou astro de Hollywood ao protagonizar e imortalizar papéis em filmes como " Uma Rua Chamada Pecado" (1951), " O Selvagem" (1954), " Sindicato de Ladrões" (1954) -pelo qual ganhou o 1º Oscar de melhor ator-, " O Poderoso Chefão" (1972) -seu 2º Oscar e o episódio com a índia sioux-, " O Último Tango Em Paris" (1973) e " Apocalypse Now" (1979). Brando estreou nos teatros da Broadway aos 20 anos, na época em que trabalhava no famoso Actor's Studio de Elia Kazan e Lee Strasberg. Seu primeiro sucesso no teatro foi a peça " Uma Rua Chamada Pecado" (também conhecida como "Um Bonde Chamado Desejo"), de Tennessee Williams, levada para o cinema em 1951 por Kazan também com Brando no papel principal. Sua interpretação deixou a crítica e público, sobretudo o feminino, boquiabertos, devido à grande sensualidade que imprimiu a um personagem que o transformou em símbolo sexual da época. Daí em diante a história do ator é pontuada de sucessos e escândalos. Sua morte em um hospital de Los Angeles, anunciada hoje, acaba com o projeto de seu próximo trabalho, " Brando and Brando", cujas filmagens estavam previstas para iniciar em agosto e no qual iria interpretar si mesmo, conforme divulgaram as agências internacionais. O cinema está de luto.
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| Nova do Prodigy Cai na Rede (quarta, 30 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:56 am) [edit] |
O grupo britânico Prodigy, que já anunciou o lançamento de seu novo disco, "Always Outnumbered, Never Outgunned", para agosto desse ano, preparou mais uma surpresinha para seus fãs internautas.
Uma das faixas do álbum, "Memphis Bells", está disponível para ouvir na internet ou para download pago. Até aí, nada de muito novo, mas o mais legal é a forma como o som foi colocado no ar.
Quem entrar no site do novo disco, além de ouvir a faixa vai poder checar como foi feita a mixagem das batidas e ainda criar a sua própria versão da música. Ficou curioso? Então é so clicar aqui, curtir o som e bancar o DJ.
O último grande sucesso do Prodigy foi Firestarter, lançado em 1997. De lá pra cá a banda não lançou mais nada. O grupo ficou na estrada e nos clubs durante tiodo esse tempo e agora, depois de um jejum de 7 anos, vai lançar um álbum, que promete ser uma das boas surpresas musicais desse ano. A julgar pela música "Memphis Bells", o disco promete ser o grande hit do próximo semestre. É aguardar e conferir.
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| Ficção, Documentário e Plágio (terça, 29 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:55 am) [edit] |
Como todo mundo já sabe, começou mais uma novela e, mais uma vez, a atenção das pessoas se volta para o horário nobre. Para quem estava acostumado com o ritmo vertiginoso de “Celebridade”, os dois primeiros capítulos de “Senhora do Destino” pareceram sonolentos e arrastados.
O início da novela foi cinematográfico. Belas imagens da caatinga, e um carcará alucinado sobrevoando a pequena “Belém do São Francisco”, cidade fictícia da mais nova heroína global.
Enquanto no sertão nordestino Maria do Carmo, uma limitadíssima Carolina Dieckiman, arruma as trouxas para fugir do flagelo da seca com os filhos, no Rio de Janeiro o mundo desaba com o início da famigerada ditadura militar. A recriação daquela época negra da nossa história foi perfeita. Não faltaram os antigos DKV’s, Galaxies e Aero Willis nas ruas da antiga Guanabara. As cenas de confrontos de estudantes com a polícia pareciam ter sido gravadas nas vésperas da publicação do AI-5, que calou a imprensa e, na novela, fechou o jornal “Diário de Notícias”, da poderosa Josefa, vivida por Marília Gabriela em gestos absurdamentes teatrais.
A cena da festa para a Rainha da Inglaterra foi hilária. No meio de tanta gente importante, Queen Elisabeth reconhece Josefa de uma festa em que estiveram prtesentes em Londres. Faça-me o favor...
Mas o que mais me chamou a atenção nessa estréia foi a descarada recriação de um personagem do romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos. Estou falando da cadela “Baleia”, que no livro atende por esse mesmo nome e tem uma devoção cega à seus donos, como convém a um bom cachorro. Em "Vidas Secas", que lí há séculos, “Baleia” é morta por seus donos, quando estes tem que fugir da fome e sede do sertão. Em “Senhora do Destino” “Baleia” é atropelada ao tentar seguir seus donos que partem para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Seria uma homenagem ao famoso romance de Graciliano Ramos ou simplesmente um plágio?
Me impressionou muito essa estréia. Aquilo parecia cinema, apesar do uso do vídeo-tape ao invés da película. Cenas fortes que lembravam um documentário e referências a medalhões do jornalismo nacional, como Paulo Francis, deram um toque de veracidade à trama. A seqüência em que o jornal é fechado e seus colaboradores tem que fugir pela porta dos fundos é emocionante. Pura verdade.
O tom histórico também foi marcado pela trilha sonora. Enquanto em “Celebridade” a soul music americana e o samba-de-raíz marcavam o compasso da trama, em “Senhora do Destino” entraram as músicas de protestos, que faziam referências veladas ao regime militar que governou o Brasil por muitos anos. A música de abertura é “Encontros e Despedidas”, na voz de Maria Rita, que "recebeu" uma Elis Regina de frente. Referência explícita aos exilados, que na novela tem uma representante de peso, Josefa, a dona do jornal, que foi obrigada a deixar o país, por se opor às brutalidades impostas pelos militares.
No momento de sua partida, a música que se ouvia era “Sabiá”, de Tom Jobim, que num festival de música popular dos anos 60 foi aplaudida de pé e se tornou, como tantas outras, um hino contra a ditadura.
Belo começo, pena que essa fase da novela vá durar pouco e, em alguns dias, seremos obrigados a ver Dado Dolabela fazendo o papel dele mesmo e Letícia Spiller no papel da "cachorra" da vez. Deve ser caro, fazer uma novela de época com tanto requinte, por isso o salto na linha do tempo para os dias atuais, vai acontecer antes do que gostaríamos.
Ah, como essa fase da novela se passa no auge da ditadura militar, lembrei de Gilberto Braga. Em “Anos Rebeldes” ele tratou muito bem desse assunto e por isso, fiquei com a esperança de que a qualquer momento Cláudia Abreu entraria em cena. Mas isso, infelizmente, não acontecerá.
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| Muito Barulho Por Nada! (sexta, 25 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:53 am) [edit] |
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Fotos: reprodução da TV
Nem Beatriz, nem Ubaldo, nem Corina, nem Salvador, nem Ana Paula, nem Renato, nem Marcos... deu Laura na cabeça. Foi ela a responsável pelas maiores armações em toda a novela e não poderia deixar de ser ela a autora da mãe de todas as armações, o assassinato do empresário Lineu Vasconcelos.
Não vou dizer que já esperava porque estaria mentindo. Fiquei surpreso com a revira-volta para justificar Laura como a assassina. Jamais me passou pela cabeça que Darlene, deu uma contribuição para esse desfecho ao avisar a Lineu, que Laura tinha as provas da fraude do concurso onde a tal "Musa do Verão" estava inscrita.
Gilberto Braga soube manter o suspense até o último minuto. Foi um golpe-de-mestre, eu diria. Mas matar Laura foi um absurdo. Justamente ela, a responsável pelos melhores momentos da novela, não deveria ter morrido. Ela que foi a autora do tiro que matou Lineu e fez com que o país parasse para descobrir o mistério. Ela, que nadou, nadou e morreu na praia... ah, faça-me o favor.

Sei que está no código de conduta de qualquer folhetim. Os heróis tem que triunfar enquanto os vilões tem que pagar caro pelas suas maldades, se possível com a própria vida. Mas no caso de Celebridade, Laura era uma vilã especial. Tinha charme, era engraçada, estressada, nervosa, inteligente, sagaz e... boba. Por isso mesmo não deveria ter morrido. Deveria sim, ter fujido com seu michê preferido para o Caribe. Adorei saber que foi Laura a assassina, mas detestei vê-la morrer depois de desvendar, sem a menor resistência, seu maior segredo.
E o Renato? O que foi aquilo? Tanta maldade sem propósito pra terminar algemado? Aquele sim, merecia um final mais trágico. Afinal ele foi o grande vilão da novela. Comparadas às maldades praticadas pelo editor da revista Fama, o que Laura aprontou parecia brincadeira de criança. Renato foi o rei da chantagem, achaque, mentira, dissimulação, cobiça, inveja, cinísmo... para no fim, ter em seu curríciulo o mais pesado de todos os pecados: o assassinato de duas pessoas. E pagou por isso com um par de algemas. Devo adimitir que para um sujeito vaidoso como ele, isso é mesmo pior que a morte.

Não pegou bem a redenção de Darlene nos momentos finais da novela. Como alguém que passa a vida inteira correndo atrás da fama, desiste de tudo tão rapidamente? Darlene com crise de consciência? Ah, conta outra... se tem uma coisa que faltava à piranha do Andaraí era justamente consciência. E no fim, conseguiu levar seu bombeiro, avesso à fama, para o altar, vestida num modelito digno de uma verdadeira "quenga"...
O tom cômico ficou mais uma vez por conta de Ana Paula, aliás, sempre disse, essa era a minha preferida desde o começo da novela. Gente, a Ana Beatriz Nogueira deu show toda vez que apareceu no vídeo. No final, vendendo os pertences roubados da irmã no porta-malas do carro, foi realmente de matar...
Foram 221 capítulos. Muito se falou dessa novela. Houve diversos tipos de crítica. Mas como o próprio autor disse, Celebridade não tinha a obrigação de ser fiel à realidade. "Não é vida real e por isso me reservei ao direito de exagerar onde achei necessário", afirmou Gilberto Braga em entrevista ao Jornal O Globo no último domingo.
Não vou falar do parzinho romântico da novela, porque me recuso a tecer qualquer comentário aqui, àquele que foi o casal mais chato, pegajoso e idiota que uma novela brasileira já conseguiu produzir. Realmente, foi muito barulho por nada, mas o melhor de tudo é que agora vou dormir toda noite sem ver a mega-hiper-produtora e seu cineasta com cara de personagem do Jorge Amado.
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| Londres Chama!!! (sexta, 25 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:52 am) [edit] |
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Capa da edição original do álbum London Calling
O clássico disco "London Calling", do grupo inglês The Clash, será relançado no dia 21 de setembro em uma versão extendida com material inédito para comemorar seus 25 anos.
Lançado em 1979, o disco do Clash está entre os mais importantes do punk por sua mistura do estilo com pop rock, reggae, ska e rockabilly em canções de sucesso como a faixa-título, "Train in Vain" e "Guns of Brixton", entre outras.
Para quem só conhecia o The Clash através do mega hit "Rock The Casbah", esta é uma ótima oportunidade para um contato mais profundo com o trabalho do grupo, um dos mais expressivos do movimento punk. Uma série de gravações demo para o álbum, encontradas recentemente em um depósito que pertence ao guitarrista e vocalista Mick Jones será reunida em um CD que acompanhará o relançamento.
De acordo com o site da revista "Billboard", acredita-se que o CD bônus trará demos de músicas que não entraram na versão final de "London Calling". Letras das canções, fotos raras e um documentário em DVD também farão parte do caprichado pacote. Com 45 minutos de duração, o filme trará imagens do grupo em estúdio, shows e entrevistas com os integrantes.
Morcegos na Telona

Ozzy Osbourne: em breve nos cinemas
Mais uma notícia para agitar o mundo do rock; O lendário e sexagenário Ozzy Osbourne terá sua vida contada no cinema. As negociações para o início das filmagens do longa-metragem já estão adiantadas. À frente do projeto,Sharon Osbourne, mulher do roqueiro.
Ozzy Osbourne fiucou conhecido no mundo inteiro, aínda nos anos 70, quando apareceu liderando o controverso grupo "Black Sabath". As performances de Ozzy ficaram para a história do rock como as mais bizarras já vistas no show bizz. Entre outras coisas, ele costumava morder morcegos e sacrificar animais em pleno palco. Em meados dos anos 80 saiu do grupo e seguiu em carreira solo.
Recentemente voltou a ocupar espaço na mídia devido o estrondoso sucesso do programa "Os Osbournes", produzido pela MTV americana. No programa, uma espécie de Big Brother familiar, Ozzy é visto ao lado da mulher Sharon e dos filhos em situações corriqueiras e bizarras, fazendo lembrar uma outra família famosa da TV, "Os Simpsons".

Jonhy Depp: Será que ele vai encarar?
Para a versão cinematográfica da biografia do roqueiro, Sharon Osbourne fez uma exigência aos produtores: para viver seu marido no filme, escalou o ator Jonhy Depp, que prontamente aceitou o convite e já está fazendo laboratório para compor o personagem.
Segundo informou a edição on line do jornal americano "The New York Post", Ozzy teria dito que o roteiro do filme pretende mostrar tudo, inclusive as famosas cenas de mordidas em morcegos e outras esquisitisses. Resta seber se Jonhy Depp, famoso por também por ser esquisito, vai encarar.
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| Simplesmente The Cure (quarta, 23 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:49 am) [edit] |
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Capa do novo CD do The Cure: The Cure
Aínda lembro a primeira vez que ouvi uma música do The Cure. Foi em 1985. Mas precisamente no comecinho daquele ano, dias antes de começar o primeiro Rock In Rio. A música era a clássica Boys Don’t Cry. Foi minha apresentação à banda de Robert Smith, que durante os anos seguintes serviria de trilha sonora para muitas aventuras e desventuras naqueles loucos anos 80.
Confesso que gostei de cara daquele som. Estava aberto às novas bandas que, lentamente, começavam a ser conhecidas por aqui. Já andava ouvindo Devo, Billy Idol, Tears For Fears, The Smiths, The Damned, Bauhaus, Joy Division, entre outras. Todo aquele som era novíssimo pra mim, que estava acostumado aos trinados agudésimos de Roger Hodgson no Supertramp ou ao vocal certinho do Phil Collins no Genesis, apesar de já ser fã do The Clash, Led Zeppelin, Deep Purple e consumidor voraz do som New Wave do B 52's e Talking Heads.
O som cru do The Cure me encantou. Boys Don’t Cry foi um hino daquela época e logo outras músicas vieram se juntar ao time, como In Between Days, Killing An Arab, Caterpillar, etc... Os anos se passaram, mas a voz de Robert Smith continua inconfundível. Assim como sua atitude. Eu diria que o som da banda evoluiu. Agora, depois de quatro anos sem lançar uma música se quer, o The Cure volta à cena com um disco excelente.
Para os fãs, é como uma benção. The Cure, o nome do novo disco, já tem um single tocando mundo a fora. Chama-se “The End Of The World”, já aclamada por Robert Smith como “a melhor coisa que já fizemos”, diz. Na coletiva de imprensa em Londres, no lançamento do novo disco, semana passada, Smith disse ainda que durante o processo de produção do CD, ele e seus companheiros de banda enfrentaram sérias dificuldades. “Houve momentos em que tivemos de decidir se fazíamos algo conceitual ou se seguíamos nossos instintos e construíamos um álbum pesado e cru. Graças a Deus optamos pela segunda alternativa” diz, referindo-se a sonoridade característica da banda.
The Cure, o disco, chega às nossas lojas nesta sexta feira, mas a maior parte das músicas já está circulando pela internet, pois o disco já foi lançado na Inglaterra há duas semanas. Se você é fã e adepto dos programas que baixam músicas na grande rede é só se jogar e garimpar, mas não espere um gostinho de anos 80. A som até nos remete àquela época, mas a música de Robert Smith, apesar de simples e sem floreios eletrônicos, está muito mais sintonizada com o Século XXI do que gostariam os saudosistas.
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| Discoteca Básica (segunda, 21 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:47 am) [edit] |
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Céu em Aquiraz, Ce. no caminho da Prainha - Foto de Marcos Venícius Hoje andei remexendo em velhos CD's. Estava arrumando minha pequena e modesta coleção, quando dei de cara com um que eu adoro e estava alí, esquecido. O título do disco é Ripe e o grupo chama-se Banderas. Fez sucesso no começo dos anos 90 (lembra Gual?) e eu adoro. Comprtei esse CD numa liquidação aqui em Fortaleza em 1997. Uma loja de CD's importados faliu e todo o estoque estava à venda por preços que variavam de 1 a 10 Reais. O do Banderas me custou 1 Real. Acho que ninguém conhecia esse CD, que estava lá, jogado e rejeitado. Quando o vi, não tive dúvidas, comprei, junto com outras raridades que passaram despercebidas às outras pessoas que estavam naquela loja naquela tarde. Pra mim, foi um "negócio da China", pois o CD, além de raro, tem uma música que eu gosto muito e cuja letra divido com vocês logo a baixo.
Banderas This is Your Life
Where is the purpose in your life Where is the truth, do you remember your hopes, your dreams They are no longer your own This day is for living your own life Don´t let this world capture your heart Your passion lost to a thousand themes Surrendered to the screen
This is not a story, this is not a book This is your life And this is not a play, some TV show you´ve seen This is real life, you know that This is your, this is your life, hey hey hey This is your, this is your life
You act like a child playing games now Play and pretend, art of disguise Alone and lost in all your lies
This is not a story, this is not a book This is your life And this is not a play, some TV show you´ve seen This is real life, you know that This is your, this is your life, hey hey hey hey This is real, this is real life
There is no rehearsal, no second chance No false start, no better (no) circumstance, oh Oh oh-oh-oh, oh
This is not a story, this is not a book This is your life And this is not a play, some TV show you´ve seen This is real life, you know that This is your, this is your life, hey hey hey hey This is real, this is your life Oh, this is your life (this is your) life (this is) your life Hey, this is your life, this is your life Hey, this is your life, yeah, hey, this is your life Ooh, this is your life (this is your life), this is your life
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| Na Flor da Idade (domingo, 20 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:44 am) [edit] |

Chico Buarque: 60 anos de poesia
Quando era criança costumava ouvir músicas do Chico Buarque. Não porque gostasse, mas porque meu pai é fã e, naquela época, ouvia sempre. Cresci ouvindo a "banda passar". O José (como chamamos carinhosamente meu pai) gosta tanto do Chico, que por pouco não batizou minha irmã Norma de Carolina(um grande sucesso da época). Só não o fez porque um amigo dele (também fã) foi mais rápido na escolha do nome para a filha que nasceu antes de minha irmã.
Entre medalhões da bossa nova que se ouvia na minha casa, num gravador de rolos "high tech" para a época, também tinha espaço para o então (e aínda hoje) jovem compositor que surgia com força nos festivais de música dos anos sessenta. Eu não compreendia aquelas músicas, mas confesso, achava agradável. Fui crescendo, o equipamento de som foi melhorando e começei a destrinchar os discos e fitas do meu pai. Lembro que havia uma coletânea do Chico Buarque que eu ouvia sempre. Era um álbum duplo (sim, naquele tempo o CD nem sonhava em existir) que trazia as melhores canções do cantor e compositor. Tinha de tudo naquele disco. Mas uma música me chamava a atenção mais que as outras. Talvez pela história trágica que ela conta, talvez pelo tamanho da canção (parecia um Faroeste Caboclo dos anos 70) e talvez pela forma como foi escrita, embora naquele tempo aínda não tivesse maiores afinidades com a gramática de nossa língua. Mas tinha uma coisa alí que me grudava nos ouvidos.
Quando descobrí na escola o que era uma palavra paroxítona, me veio à mente a letra daquela música intrigante, que tomo a liberdade de publicar a baixo, por achar uma das mais belas do Chico Buarque, que neste sábado completou 60 anos de vida. Boa parte deles, dedicados à nossa cultura. Dá-lhe Chico!!! Ah, a música é Construção, um poema construído de paroxítonas.
Construção
Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado Subiu a construção como se fosse sólido Ergueu no patamar quatro paredes mágicas Tijolo com tijolo num desenho lógico Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
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| Tá Chegando a Hora (sexta, 18 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:43 am) [edit] |

Cláudia Abreu, Gilberto Braga e Malu Mader: a santíssima trindade de Celebridade Há uma semana do tão esperado último capítulo de Celebridade, aínda falta muita coisa a ser esclarecida na novela. O maior de todos os mistérios deverá ser solucionado mesmo na próxima sexta feira. O assassino de Lineu e Queirós só deverá ser conhecido pouco antes de surgir a palavra FIM na tela.
Mas até lá gostaria de saber por que Maria Clara Diniz, a mais chata de todas as heroínas já produzidas pela teledramaturgia brasileira, nunca mais foi àquele orfanato em que era assídua freqëntadora nos primeiros capítulos? Sei, que ela não ajuda mais a instituição, mas custa dá uma passada para ver as crianças que ela dizia adorar tanto? Acho que deve ser falta de tempo. Além de ter uma filha pra cuidar, todo o seu esforço, no momento, se concentra em encontrar a tal fita que, ela acredita, irá inocentá-la. Mas só mesmo sendo garota-propaganda dos produtos Summer Spell, para para acreditar que isso seja possível. Na verdade, as imagens captadas pelo circuito interno do tal hotel, mostram Laura recebendo alguma coisa de um traficante famoso. Não dá pra ver se ela está comprando ou muito menos se o que ela recebe é ecstasy. E se fosse, será que a polícia poderia acreditar que era o mesmo encontrado na bolsa da Nina no Lual? Sinto muito Maria Clara, mas a fita não prova absolutamente nada a seu favor.
Outra coisa que não entendi até hoje, é como no escritório da presidência de uma empresa como o Grupo Vasconcelos não tenha um circuito interno de TV. Ora, qualquer farmácia ou lotérica desse País é equipada com modernas micro-câmeras. Mas a sala do poderoso Lineu Vasconcelos não. Estranho, né?
Mas vamos em frente... Será que daqui até sexta feira vai aparecer pelo menos um diretor que tenha sido produzido por Fernando Amorim? Ou ele vai passar para a história como o único produtor de cinema que não tem diretor para produzir?
É verdade que os personagens de Celebridade não são muito afeitos ao hábito de ler. Apesar de já ter acontecido o lançamento de um livro recentemente. Se não me falha a memória, a única que ví com um livro na mão foi Corina, e isso há muito tempo. Nem o recém-lançado livro de Yolanda Mendes, para o qual foi entrevistada, ela se deu ao trabalho de folhear. Então, gostaria de saber por qual motivo, entre os poucos livros na estante do apartamento de Maria Clara, constam dois volumes idênticos de uma biografia de Churchill? Que fixação é essa?
Há seis capítulos do "grand finale", será que vai dar tempo resolver a vida de Darlene? Sua busca insana pela fama será coroada de sucesso? Ou ela vai cair na real e cuidar de seus "bombonzinhos" Marlin e Darlin? Ah, o super-herói Vladimir morrerá tentando salvar Zeca de um incêndio no Sobradinho ou vai mesmo casar com a doidinha do Andaraí? E Ana Paula? Será ela a pessoa que esconde a tal fita tão procurada por Maria Clara? Será ela a assassina de Lineu? O que vai acontecer com essa doida? Acho que ela não matou o Lineu, pois há rumores de que Olga, a secretária, seria a assassina ajudada por Ademar... mas isso é apenas especulação.
Renato Mendes merece um capítulo inteirinho para resolver sua viada na novela, tal o tamanho de sua folha corrida. O rapaz é tão sujo que talvez acabe sem tempo para ele prestar contas de suas maldades e falcatruas e saia ileso no final das contas. Também gostaria muito de saber por que Cristiano Reis, que vivia às quedas por causa de porres homéricos, deixou de frequëntar as reuniões do A.A.? Ora, todo mundo sabe que alcóolismo não tem cura e quem começa a freqëntar as reuniões dos Alcóolicos Anônimos . não pára assim que recebe a primeira medalha.
And last, but never least: O que Gilberto Braga preparou para o final de Laura, a vilã mais amada do Brasil? Ouvi dizer que ela vai morrer ao tentar fazer mais uma de suas maldades, dessa vez contra a filha de Maria Clara. Se isso acontecer vai ser uma injustiça. afinal, essa novela não teria tanta graça e nem teria sido tão divertida, não fossem suas maldades, ganância, raiva, sede de vingança e falsidade. Tudo isso fez a novela bombar mais que os shows de samba no Sobradinho.
Agora só nos resta esperar pra ver as cenas dos próximos capítulos. Mas aqui pra nós, seria ótimo repetir Vale-Tudo... Já pensou, Laura fujindo de jatinho com o Marcos dando banana para o Andaraí?
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| Freak Show (quinta, 17 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:42 am) [edit] |

Modelo na passarela de Jum Nakao: Roupas de papel Não é de hoje que acompanho, pela TV claro, a temporada de moda de São Paulo, mais conhecida pelo pomposo nome de São Paulo Fashion Week. Quem me conhece sabe: não sou "fashion victim". Se quer compro roupas das coleções, quando muito uma camiseta. Gosto de assistir os desfiles porque morro de rir. Gente, é muito engraçado o frison em torno do maior evento de moda do Brasil. As entrevistas no "backstage" são de matar. As frases mais ouvidas são: “é tudo!”, “tá um luxo”, “fui buscar inspiração em...” e “você tá linda”.
Até aí tudo bem, não dá pra esperar um discurso mais articulado do pessoal que pinta e borda, literalmente, por trás da passarela, até porque essa gente não costuma ser muito verborrágica. O negócio deles é pintar e bordar mesmo.
Mas o que eu acho mais engraçado são os temas das coleções. Cada estilista tem uma “viagem” para criar o que vai ser mostrado durante aqueles 20 minutos do desfile e, conseqüentemente, virar moda depois de dois ou três meses. E é aí que eu dou boas risadas.
Num desfile da Ellus da temporada passada, ouvi o Nelson Alvarenga dizer para uma incrédula Lílian Pace, do GNT, que a fonte de inspiração para sua coleção vinha de “uma praiazinha, no lado direito, depois daquele coqueirinho, na curva do mar de Noronha e também no deserto mexicano que serve de trilha para imigrantes ilegais tentar a sorte nos Estados Unidos”. Não é por nada não, mas isso parece nome de fantasia de destaque do carnaval. E mais, o que uma praia de Fernando de Noronha tem a ver com o deserto mexicano?

Roupas de papel rasgadas na passarela Nesta atual temporada já vi algumas coisas absurdas, como sempre. A cena da cobra no pescoço de Ana Hickman era só o abre-alas. Alexandre Herchcovich, nosso Jean Paul Galtier, apresentou em seu desfile, “mulheres românticas num universo lúdico”. A Triton, de Tufi Duek levou “a garota cortesã para o reino do rock”. A Cavalera, depois de viajar para Índia, foi agora buscar inspiração na América Latina e trouxe para a passarela todo o universso extravagante das novelas mexicanas, das salsas caribenhas e outros ícones do continente. A Ellus de Nelson Alvarenga foi beber na fonte dos anos 50. A Zoomp, que completou 30 anos, se inspirou no filme “A Lagoa Azul”, e a julgar pelo figurino do filme, o verão da marca vai ser feito de alguns poucos pedaços de panos. O homem apresentado na coleção de Mário Queiroz foi passear no “Jardim das Delícias” ou seja lá o que signifique isso. E o mais sensacional de todos, até agora: Jum Nakao, que também é arquiteto, sacudiu a platéia com uma coleção inspirada no universo dos contos de fadas. Ele pôs modelos vestidos com roupas de papel que foram rasgadas ao final do desfile. O efeito visual foi deslumbrante. As peças eram lindas. E as formas... só um arquiteto para conceber com tanta precisão.

Modelo de Nakao: cabelo de Playmobil Depois de assistir ao desfile minha cabeça começou a fervilhar. Fiquei imaginando pessoas nas ruas com aquelas roupas de papel no próximo verão. Como o branco era o tom predominante da coleção, imaginei pessoas com roupas de papel branco nas areias de Copacabana brindando o ano novo. Ah, e o cabelo dos modelos... parecia Playmobil, acho até que era essa a intenção da produção. Muito bonito, mas onde é que entra a praticidade de uma moda como essa? Não sou nenhum editor de moda nem entendo profundamente do assunto. Mas qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que aquilo é uma esquisitisse das grandes. Os mais conhecedores da matéria poderão dizer que é “conceito”, eu até concordo. Mas uma coisa é certa, eu não vou ver ninguém com roupa de papel na rua no próximo verão. Mesmo que a idéia de Nakao tenha sido brilhante, aquela moda não vai sair do perímetro da Bienal.
Ah, antes de terminar, é bom saber que vem mais “viagem” por aí. Até porque, Lino Vilaventura e Ronaldo Fraga, que na temporada passada se inspirou nas artesãs de barro do Vale do Jequitinhonha, ainda não mostraram suas coleções.
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| Pensa que é Fácil Ser Top? (quinta, 17 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:39 am) [edit] |
Mais uma vez o mundo da moda ferve em São Paulo. O burburinho nos corredores da Bienal é intenso. Na internet uma enxurrada de reportagens e fotos de cada desfile. Na TV o canal GNT transmite tudo. E as primeiras imagens esquisitas da temporada começam a aparecer. A cada desfile, os produtores se esforçam para surpreender a platéia. Não vale só mostrar a criação do estilista nos corpos esquálidos das super models. A maquiagem tem que ser estravagante, a luz tem que ser difusa, a trilha tem que ser interessante e às vezes esquisita, os cabelos podem estar alinhados ou totalmente assanhados... enfim, muitas vezes tem-se a impressão de estar assistindo um espetáculo circense. Durante os quase 20 minutos de cada desfile tudo pode acontecer. E por enquanto - a SPFW mal começou - essa foi a imagem mais estranha.

Ana Hickman com uma jibóia albina durante desfile da Sais
Durante o desfile da Sais, a segunda marca da Rosa Chá, que estreou nessa temporada da SPFW, a modelo Ana Hickman desfilou segurando uma jibóia albina. Pela cara da Top, ela deveria estar querendo matar o produtor do desfile que teve e "grande" idéia de por uma cobra na passarela. Das duas uma, ou ele detesta a modelo, ou adora o animal. Mas, como o cachê fala mais alto, Hickman surgiu linda com a cobra enrroscada no pescosso. A justificativa da produção para por o animal em cena é que a coleção apresenta estampas de cobras e zebras. Já pensou se um produtor insano inventa de pegar uma zebra no Jardim Zoológico de São Paulo e levá-la para o desfile? Realmente vida de Top Model não é fácil. Ninguém merece...
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| Efeito (Terça, 15 de junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:38 am) [edit] |
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Aínda sob os efeitos do filme do Cazuza e ouvindo antigos cd's dele e do Barão Vermelho, resolvi postar uma das letras mais bonitas compostas por ele, aínda no início da carreira do Barão. Pura poesia, que virou rock n' roll e, depois, foi gravada por inúmeros representantes da nossa MPB.
Todo Amor Que Houver Nessa Vida
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo Com sabor de fruta mordida Nós na batida, no embalo da rede Matando a sede na saliva Ser teu pão, ser tua comida Todo o amor que houver nessa vida E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio Pelo inferno e céu de todo dia Pra poesia que a gente não vive Transformar o tédio em melodia Ser teu pão, ser tua comida Todo o amor que houver nessa vida E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a tua fonte escondida Te alcance em cheio o mel e a ferida E o corpo inteiro feito um furacão Boca, nuca, mão, e a tua mente, não Ser teu pão, ser tua comida Todo o amor que houver nessa vida E algum remédio que me dê alegria
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| Exagerado (domingo, 13 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:36 am) [edit] |
Finalmente um filme que mostra de forma honesta e sem pieguísses a trajetória de Cazuza. Rebelde, engraçado, inteligente, descolado, abusado, arrogante... se somarmos esses adjetivos o resultado será igual a EXAGERADO, como o próprio Cazuza se definiu numa de suas mais célebres canções. E tudo isso está no filme, sem exagero. “Cazuza, o tempo não pára”, se propõe mostrar uma parte da vida do maior poeta da música pop que o Brasil já teve (me desculpem os fãs de Renato Russo). Mas alguém que escreve “meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder... ideologia, eu quero uma pra viver”, só pode ser considerado um grande poeta.
Dirigida por Sandra Werneck e Walter Carvalho, a fita refaz os passos artísticos de Cazuza, desde suas brincadeiras de palco no histórico Circo Voador, manjedoura de todo o rock carioca dos anos oitenta, passando pelo incandescente encontro com os então garotos do grupo Barão Vermelho, até seu vôo solo e o fim melancólico do jovem vitimado pela Aids.
Mas não entre no cinema esperando ver Cazuza morrer, ou cenas de agonia em leito hospitalar. O filme, apesar de sabermos o final, é até divertido e, pra quem curtiu os anos 80 como eu, chega a causar uma certa emoção. As cenas dos shows são maravilhosas. A seqüência do Rock In Rio é de arrepiar. Daniel Oliveira virou o Cazuza. A voz, os trejeitos, o cabelo, a forma de cantar... tudo faz agente pensar que está diante do próprio Agenor.
Outro espetáculo é Marieta Severo interpretando Lucinha Araújo, a mãe de Cazuza. Gente, que mãe era aquela? Acho que agora sei porque Cazuza escreveu “Só as Mães São Felizes”. Quando, já no fim de sua vida e se apresentava no palco do Canecão, no Rio, o público das primeiras filas costumava encontrar em cima de cada mesa uma rosa branca, devidamente despida de seus espinhos. Era a dica para que, ao final dos espetáculos, as flores fossem jogadas sobre o cantor. Cazuza ficava encantado, sentindo-se afagado pela manifestação das fãs, logo após sair de cena para tomar oxigênio puro ao lado do praticável da baterial, durante o solo de guitarra de “O Tempo Não Pára”. Mal sabia ele que a autora da façanha era a própria mãe, que passava horas preparando as rosas e depois, apoteoticamente, comandava o gesto logo imitado pelas outras mulheres. Lindo!!!
“Cazuza, o tempo não pára” é bem feito. Não falta o clima de época, os lugares (tem uma seqüência na lendária Galeria Alaska que é de matar) e todos os personagens-chave, entre eles o jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, que, na opinião de muitos, foi o céu e o inferno na vida de Cazuza. Quem o interpreta com muita afetação, porém carregado de humor, é Emílio de Mello. O próprio Ezequiel disse que “Cazuza iria adorar este filme”.
Exposto ao mundo, o cantor e compositor não escondia suas preferências. E dessa forma o enredo não poupa cenas de homossexualismo, de drogas, nem as alternâncias de fúria e delicadeza, loucura e tristeza... as contradições nem sempre assimiladas pela mãe. Reparem uma certa cena em que Marieta (Lucinha) aparece conferindo um talão de cheques...
Mas o filme, na minha modesta opinião de espectador, tem um defeito que grita na tela. Por querer imprimir um tom “noir” e criar uma atmosfera meio trash, meio rock’n’roll, o produtor Daniel Filho, induziu os realizadores a deixar a fotografia toda granulada. Um horror! Em certos momentos tinha a impressão de estar assistindo um daqueles filmes experimentais de festivais alternativos. Que imagem é aquela? Mas, lí em algum lugar, que não é desleixo ou falta de recursos técnicos. E nem poderia, pois o co-diretor (só aqui no Brasil que tem essa função no cinema) Walter Carvalho é um dos fotógrafos mais festejados do cinema nacional.
Portanto, uma dica: liguem-se apenas na história de alguém que adorava um amor inventado e muitas vezes viu o dia nascer feliz.
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| Feliz Dia dos Namorados (Sábado, 12 Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:35 am) [edit] |
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Para aqueles que tem... beijem muito e sigam com responsabilidade o conselho do Milôr. Para os que não tem... procurem a quem beijar. O importante mesmo é ser feliz sempre.

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| Cenas de Um Feliz Aniversário (sexta, 11 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:34 am) [edit] |
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O aniversariante da semana: preparado para a festa
Segunda feira Sérgio Leite comemorou mais um ano de vida. E celebrou a data ao lado de seus (e meus também) melhores amigos. A noitada foi na casa do Júnior Brandão, em Teresina e neste post, uma homenagem ao aniversariante e cenas da festa, que foi animadésima. Eu não fui, mas tive direito a flashes ao vivo do local, graças ao celular do meu amigo Marcos, que me manteve informado dos acontecimentos que marcaram a festa, numa noite básica de segunda. Felicidades Sérgio!!!

Olha aí o Paulo Mota: o bolo "vivo" do aniversário

Sérgio e a amiga Ana Celeste

Trio Básico: Fernanda Veras, o aniversariante e Taciana

Tupy, Totó, Rondenelle, Sérgio e Fábio: Daria tudo pra saber qual era o assunto

Olha a Vanessa Pires

Esse aí é o Genedson com o Sérgio

Zé Antônio: olha a carinha dele... qual é o segredo Zé?

Trio da pesada: Cristiane, Sérgio e Pituca

Pra encerrar essa seção de fotos, Renato, Felipe, Sérgio e José
Esse post me deu uma saudade de Teresina... Tem um monte de gente aí que eu não vejo há séculos. Tupy, cadê você menino? Tô com saudades. Fabinho, dê notícias. Pituca, a última vez que agente se encontrou foi numa balada pesada aqui em Fortaleza, lembra? Também não vejo o Totó, ao vivo, há séculos, só via MSN... e aí "criatura"? O aniversariante, o Zé Antônio, Paulo Mota, Fernanda Veras e outros que estão nas fotos, tive o prazer de encontrar no final do ano passado, nas baladas natalinas. Senti falta de fotos do dono da casa (ato falho da produção, segundo o aniversariante informou), da Mary Célia, que soube, não se deixou fotografar e do Marcos, que fez côro com a Mary e fugiu da câmera... ô povo tímido.
Não fui à festa, mas é como se estivesse ido. Valeu Sérgio, parabéns pelo aniversário e pelos ótimos amigos que você conseguiu reunir ao longo desses anos!!!
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| Quack (quarta, 09 de Junho de 2004) |
| 09.19.04 (5:32 am) [edit] |
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Quem nunca se divertiu com as aventuras do Pato Donald que atire a primeira pedra! O pato mais famoso do mundo completa hoje 70 anos e são para ele os parabéns e esse post. Donald veio ao mundo em 1934 para ser coadjuvante nas aventuras do chatinho Mickey Mouse. Mas logo seu jeitão rabugento, mal-humorado e aquela voz esganiçada conquistaram fãs no mundo inteiro. De todos os personagens criados por Walt Disney, confesso, Donald é meu preferido.
Para marcar os 70 anos de vida desse ícone, estão programados uma série de lançamentos. Além de cadernos, canecas e as tradicionais camisetas e bonés, vem aí um DVD com a "Cronologia do Pato Donald", um website recheado de novidades e uma revista com as melhores histórias do pato em tiragem limitada.

DVD's com o melhor do Donald Duck
Peça indispensável para qualquer colecionador que se preze, o DVD traz uma compilação dos curta-metragens estrelados pelo personagem desde "Donald e Pluto", de 1936. Além dos curtas, o material apresenta comentários sobre a carreira do patinho feitos pelo animador Tony Anselmo e pelo criador da voz mais engraçada dos desenhos animados: Clarence "Ducky" Nash.
Muita gente não sabe, mas Donald nem sempre teve as formas roliças de hoje. Em sua estréia, no desenho "Silly Simphonies", ele era alto e esguio e tinha um bico comprido. Essa e outras curiosidades farão parte do material do novo site que a Disney estará colocando no ar neste endereço.
A última, porém não menos importante, novidade do Donald, será o lançamento de uma revista especial comemorativa de 64 páginas com as melhores histórias em quadrinhos do personagem. A edição está prevista para setembro a um preço médio de R$ 14,90. Agora só nos resta desejar muitos anos de vida ao eterno namorado da Margarida
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| O Passeio de Vênus (terça, 08 de Junho 2004) |
| 09.19.04 (5:29 am) [edit] |
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 Fotografia de Vênus diante do Sol: Um ponto no Universo
Um evento celeste que não se via há mais de cem anos, deixou gente em todo o mundo de olho no sol, nesta terça feira. O dia Amanheceu e em diversas partes do nosso pequeno planeta, as pessoas se voltaram para o Sol. Tudo para assistir ao passeio de Vênus, um ponto equivalente a 1/30 do círculo solar e que levou exatas seis horas para atravesá-lo, segundo informaram astrônomos do Observatório Nacional. Um show!
Eu confesso que nunca havia ouvido falar que um eclipse assím fosse possível. Também pudera, a última vez que o fenômeno aconteceu foi em 1882. E quem não viu hoje, só em outra vida. O próximo passeio de Vênus entre o Sol e a Terra está previsto para 6 de junho de 2112, daqui há exatos 108 anos. Para quem quiser uma boa reprise, sites especializados, como o do Observatório Solar e Heliosférico da Nasa, o Soho, já estão disponibilizando imagens do eclipse de hoje.
 Imagem refletida na mão de um observador
No passado, o trânsito de Vênus foi usado para calcular a distância entre a Terra e o Sol. Uma vez que essa distância foi estabelecida com precisão, foi possível calcular o tamanho do Sistema Solar e a distância de estrelas próximas. No futuro, o mesmo mecanismo será aplicado a outras estrelas para se achar planetas mais parecidos com a Terra em outros Sistemas Solares.
Em outubro de 2007, a Nasa vai lançar uma missão que usará o mesmo princípio na tentativa de descobrir dezenas de planetas extra-solares do tamanho da Terra, mensurando pequenas variações no brilho de estrelas, resultantes de trânsitos. A expectativa é que a missão Kepler, observando 100 mil estrelas, encontre 50 a 60 planetas em outros sistemas solares a uma distância de suas estrelas equivalente à da Terra em relação ao Sol. Será que aínda estamos sós?
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| Eu Tô Voltando Pra Casa... |
| 09.19.04 (4:57 am) [edit] |
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Dizem que o bom filho à casa retorna, né??? Pois bem, cá estou de volta, onde tudo começou. O motivo de mais uma mudança de endereço do COL é simplesmente os mal serviços prestados pelo Weblogger Brasil, apesar do preço que se paga para ter acesso, através do provedor Terra. Não vou cuspir no prato que comi, mas é que lá as coisas estão muito congestionadas. O número de blogueiros aumenta a cada dia e está praticamente impossível acessar o site à noite ou nos fins de semana. Fica sempre com aquela mensagem chata de "Service Temporarily Not Available", aí o que fazer??? Esperar voltar e, quem sabe, postar durante a mdarugada... ninguém mereçe!!!
O COL havia começado aqui no T-blog em março deste ano. Na época este serviço também não estava muito bacana. Mudamos para o UOL, o pior de todos. De lá fomos para o Weblogger, e agora voltamos ao ponto onde as coisas começaram. Parece até vida de cigano, mas tudo isso é só pelo prazer de poder postar a qualquer hora, sem precisar esperar horas para que os serviços fiquem disponíveis novamente. Por tanto, queridos amigos leitores, a partir deste domingo, o COL volta pra cá, além do mais o T-blog incorporou uma ferramenta para postar textos e fotografias que é o sonho de todo blogueiro. Aqui não precisamos utilizar tantos códigos em HTML e o espaço de armazenagem é absurdamente maior que qualquer outro serviço disponível. Tudo fiunciona na base do clique, como no Word e o melhor: de graça!!!
Pretendo trazer da outra casa todos os posts para serem arquivados aqui. Sei que esta será uma tarefa "hercúlea", mas vou conseguir e, se o T-blog permitir, vou continuar tentando manter este espaço o mais atualizado possível. Conto com a compreensão de todos e por favor, marquem este novo (velho) endereço em seus favoritos. Quem tinha o COL linkado em suias páginas, peço a gentileza de mudar o endereço para continuarmos interagindo como sempre. Um grande abraço e bem vindos de volta!!!
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COL Torpedo

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