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Causas Nobres

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| Eu Tô Voltando Pra Casa... |
| 09.20.04 (9:55 am) [edit] |
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Dizem que o bom filho à casa retorna, né??? Pois bem, cá estou de volta, onde tudo começou. O motivo de mais uma mudança de endereço do COL é simplesmente os mal serviços prestados pelo Weblogger Brasil, apesar do preço que se paga para ter acesso, através do provedor Terra. Não vou cuspir no prato que comi, mas é que lá as coisas estão muito congestionadas. O número de blogueiros aumenta a cada dia e está praticamente impossível acessar o site à noite ou nos fins de semana. Fica sempre com aquela mensagem chata de "Service Temporarily Not Available", aí o que fazer??? Esperar voltar e, quem sabe, postar durante a mdarugada... ninguém mereçe!!!
O COL havia começado aqui no T-blog em março deste ano. Na época este serviço também não estava muito bacana. Mudamos para o UOL, o pior de todos. De lá fomos para o Weblogger, e agora voltamos ao ponto onde as coisas começaram. Parece até vida de cigano, mas tudo isso é só pelo prazer de poder postar a qualquer hora, sem precisar esperar horas para que os serviços fiquem disponíveis novamente. Por tanto, queridos amigos leitores, a partir deste domingo, o COL volta pra cá, além do mais o T-blog incorporou uma ferramenta para postar textos e fotografias que é o sonho de todo blogueiro. Aqui não precisamos utilizar tantos códigos em HTML e o espaço de armazenagem é absurdamente maior que qualquer outro serviço disponível. Tudo fiunciona na base do clique, como no Word e o melhor: de graça!!!
Já trouxe todos os antigos post pra cá. Sei que esta foi uma tarefa "hercúlea", e agora vou sair do ar por algumas horas e depois volto. Estou exausto, mas, se o T-blog permitir, vou continuar tentando manter este espaço o mais atualizado possível. Conto com a compreensão de todos e por favor, marquem este novo (velho) endereço em seus favoritos. Quem tinha o COL linkado em suias páginas, peço a gentileza de mudar o endereço para continuarmos interagindo como sempre. Um grande abraço e bem vindos de volta!!!
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| Rosh Hashana (quinta, 16 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:19 am) [edit] |

Hoje os judeus espalhados pelo mundo inteiro celebram o ano novo. Como o calendário judaico se baseia nas fases da lua, cada ano a data acontece num dia diferente. Segundo o calendário ocidental, ou gregoriano, estamos no ano de 2004. Segundo o calendário judaico, a partir das 18:00 horas de hoje será o ano de 5765 e o primeiro dia do mês de Tishrei. Para a comunidade judaica, a partir de hoje começam as celebrações do Rosh Hashana, que culminam com o Yom Kipur, o dia do perdão, daqui a sete dias.
Em hebráico, Rosh Hashana significa, literalmente, cabeça do ano. Neste dia, os judeus mais ortodoxos e observadores dos mandamentos da Torah, não trabalham, assitem TV, atendem telefone e, raramente, saem de casa. Ao contrário do ano novo que conhecemos, o ano novo judaico é um dia de introspecção e serve para planejar como será o próximo ano. A dieta do Rosh Hashana inclui, entre outras coisas, bolo de mel e maçã mergulhada em mel, que, segundo as tradições milenares do judaismo, garantem um ano doce e bom.
Para os que não tem muita intimidade com a religião judaica, fica aqui os sinceros votos de L'shanah tovah, que em bom português significa: Tenham todos um bom ano!!! Shalom!!!
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| AIR LULA (quarta, 15 de setembro) |
| 09.20.04 (9:18 am) [edit] |

Foi divulgado como será o novo avião presidencial. O projeto já está em execução pela Airbus, empresa que vai vender o modelo ao governo brasileiro e tem diversas peculiaridades, como pode ser observado na gravura que ilustra este post. Aliás, o desenho foi publicado na coluna do Agamenon no jornal O Globo e me foi repassado, via e-mail, pelo meu amigo Marcelo Maciel. Valeu Marcelo!!! Belíssimo Coió...
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| Como Desarmar Uma Bomba Atômica (terça, 14 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:17 am) [edit] |
Essa é quentinha e saiu hoje na edição on line do New Musical Express de hoje. O novo cd do U2 não vai se chamar "Vertigo", como foi anunciado. O nome do novo album de Bono e Cia. é "How to Dismantle an Atomic Bomb" ou, em bom português, "Como desarmar uma Bomba Atômica". Isso sim é uma bomba. depois de jornais e revistas do mundo inteiro anúnciarem que o disco se chamaria "Vertigo" eles simplesmente mudaram tudo e vem com esse título.
Mas nem tudo foi por água a baixo. "Vertigo" será o nome do primeiro single, que chega no dia 8 de novembro nas lojas inglesas e americanas. Como no Brasil não há o hábito de se lançar single, vamos ter que aguardar o disco completo. No primeiro single, vem a badalada cover de "Neon Lights" do Kraftwerk, já divulgada por aqui na semana passada.
"How to Dismantle an Atomic Bomb" também inclui músicas com títulos como "Man and A Woman", "Yahweh", "Crumbs From Your Table" e "City of Blinding Lights". Quanto ao single de "Vertigo", além "Neon Lights", que também está no disco completo, vem aínda a faixa "Are You Gonna Wait Forever?" (que não estará no disco) e um remix para "Neon Lighs" feito pelo DJ Jacknife. O novo disco do U2 foi produzido por Steve Lillywhite, velho colaborador da banda.
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| Oba!!! 3000 Visitantes (terça, 14 de setembro) |
| 09.20.04 (9:17 am) [edit] |
Que legal!!! O COL hoje ultrapassou a marca dos três mil visitantes desde que estreeou aqui em Junho passado. Para um "bloguinho" pequeno e pouco divulgado como este não deixa de ser uma marca surpreendente. Quero só aproveitar a oportunidade para agradecer à cada um de vocês que visitam regularmente este espaço e manter aqui a promessa de fazer desse blog um espaço bem bacana e divertido.
É isso aí pessoal, valeu pelas visitas e conto sempre com todos por aqui. Eu achava que teria que esperar pelo menos um ano para ter tantos visitantes, mas as expectativas foram superadas. "Brigadão" à todos e voltem sempre!!!
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| Poore do novo milênio (Sábado, 11 de setembro) |
| 09.20.04 (9:16 am) [edit] |
 Não!!! Eles não sofrem de asma. Essa é a nova forma de curtir um Happy Hour
Acabo de ler na edição on line da Slate Magazine que, nesse novo milênio, o conceito de “tomar um porre” vai mudar. Pelo menos é o que pretendem os criadores de uma máquina para inalar álcool com oxigênio.
O novo equipamento já está à disposição dos fregueses em diversos pubs na inglaterra e alguns bares nos Estados Unidos. Há inclusive um site para quem quiser comprar a tal máquina, que ganhou o nome de Alcohol Wthout Liquid (Álcool Sem Líquido) ou simplesmente AWOL. Segundo informa a Slate, a idéia partiu da “mente brilhante” de Dominique Simler, um empresário que investe no ramo de oxigênio puro em bares, uma mania em países como Japão e Inglaterra.
Depois de alguns anos observando as pessoas saírem de casa para tomar oxigênio puro em bares, ele resolveu incluir álcool vaporizado nas máquinas e garante que o porre não deixa ressaca.
Mas as autoridades médicas estão preocupadas com a nova máquina. Os médicos dizem que ingerir álcool da maneira tradicional, pode ser menos perigoso do que simplesmente inalar o produto. O álcool via oral é absorvido lentamente pelo intestino delgado e estômago e, quando misturado a algum alimento, seus efeitos podem ser minimizados. Ao passo que o álccol inalado, vai direto para os pulmões e corre direto para a corrente sanguínea... deve dar um “barato” rapidinho...
A máquina de álcool sem líquido já está fazendo sucesso e é bastante comum em festas de aniversários, casamentos, batizados e Bar Mitzvahs. Uma AWOL pode ser comprada por 2.995,00 dólares. A máquina garante 8 litros de álcool por minuto, misturados a oxigênio puro, e pode ser usada por até duas pessoas simultâneamente... Os pedidos podem ser feitos no próprio site da empresa.
É, não falta inventar mais nada!!!
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| Tears For Fears de Volta após 15 anos (quinta, 09 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:15 am) [edit] |
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Acabo de saber que a dupla britânica Tears For Fears vem aí com mais um CD, depois de um longo jejum. Que bom!!! Finalmente música de qualidade nesse universo habitado pelos Linkin Parks da vida, que nada fazem além de barulho. (Que me perdoem os fãs).
Curt Smith e Roland Orzabal haviam se separado em 1990, após a turnê de lançamento do álbum "The Seeds Of Love" que passou pelo Brasil em Janeiro daquele ano, como parte do extinto Hollywood Rock e que eu tive o prazer de assistir no Morumbi, em São Paulo. Segundo informa o jornal inglês New Musical Express, após um silêncio de 10 anos os dois reataram a velha amizade e começaram a trabalhar juntos em setembro de 2001 para criar novas canções.
Antes disso, em 1993, Curtis Smith lançou "Raoul And The Kings Of Spain" como Tears For Fears. Era um belo disco, mas que não chegou a fazer muito sucesso. Uma coletânea de singles também foi lançada e dalí saiu "Tears Roll Down" em 1992, que cehgou a tocar bastante nas rádios. Depois disso, silêncio total.
Agora o Tears For fears está finalizando "Everybody Loves a Happy Ending". O título já diz tudo, né? O novo single é "Call Me Mellow", que já está tocando em algumas rádios, como por exemplo a BBC Radio 6 (link ao lado). O disco inteiro chega às lojas no próximo mês e uma turnê já está pronta para ganhar as estradas a partir de 21 de outubro, começando pelos Estados Unidos e descendo pelas principais cidades da América do Sul durante o próximo verão aqui em baixo do Equador.
É esperar pra ouivir e, quem sabe, ver...
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| Marrie Full Of Grace (quarta, 08 de Setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:13 am) [edit] |

A foto que ilustra este post é da minha amiga Marrie em seu home studio. Pros que não a conhecem, não dá pra descrever aqui. Basta dizer que eu a-do-ro essa menina que na foto aparece grávida de nove meses de seu primeiro herdeiro que vai receber o nome de Elvis. Marrie é uma das melhores locutoras de que se tem notícias e a melhor que eu já conheci e com quem tive o prazer de trabalhar.
Dentro dos próximos dias, Elvis vai chegar pra alegrar aínda mais essa futura mamãe e o orgulhoso pai Rodrigo. Felicidades Fia!!! Em breve vou aí ver meu futuro sobrinho de perto.
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| U2 faz cover de Kraftwerk (quarta, 08 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:13 am) [edit] |
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Acabei de ler na edição on line do jornal inglês New Musical Express, que o primeiro single do novo disco do U2, "Vertigo", é uma cover de um antigo e conhecidíssimo sucessso do Kraftwerk. A música é "Neon Lights" e foi produzida para o U2 por Steve Lillywhite, antigo colaborador da banda.
A versão de "Neon Lights" vai ser lançada até o final desse mês e vai ser a primeira música de trabalho do novo disco, que chega às lojas do mundo inteiro no dia 08 de Novembro. Segundo o NME, o primeiro single vem com uma faixa inédita, que também estará em "Vertigo", chamada "Are You Gonna Wait Forever?" e um remix de "Neon lights" para as pistas, feito pelo DJ Jack Knife Lee.
Ah, o novo single sai também numa versão DVD com um vídeo para a música nova. A banda aínda não falou a respeito da homenagem ao Kraftwerk. Embora se saiba que Bono e Edge sejam fãs de longa data do grupo alemão.
O NME também divulgou uma lista com mais dois nomes de possíveis faixas de "Vertigo". São elas: "Love And Peace Or Else" e "Love Drug", mas nada confirmado, nem tão pouco as informações de que músicas do novo disco teriam "vazado" nos sites de troca de arquivos on line depois que as fitas "masters" do disco foram roubadas em Nice, na França.
Até agora, pelo que se sabe, nenhuma das músicas atribuídas ao U2, que estariam circluando no Soul Seek, por exemplo, como sendo inéditas, não foram confirmadas por ninguém da banda ou da produção de "Vertigo". O negócio mesmo é esperar até "Neon Lights" começar a tocar nas rádios e o disco chegar às lojas.
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| Não Conte o Final (sábado, 04 de setembro de 2004) |
| 09.20.04 (9:12 am) [edit] |
 Cena de A Vila de M. Night Shyamalan
Fui ontem ver "A Vila". Gostaria de poder contar aqui o final. Afinal, é pra isso que os blogs servem. Mas não vou estragar a surpresa de ninguém. Só posso adiantar que o final é menos pertubador que o final de "O Sexto Sentido", do mesmo diretor.
Quase idílica, a vila se espalha por terras agrícolas férteis cercadas por uma floresta imponente. Os moradores do local formam uma comunidade utópica de pessoas trabalhadoras e tementes a Deus que vivem longe das "cidades", termo que usam para referir-se ao resto do mundo.
Eles têm um modo bizarro de falar que reúne toques de inglês do século 19 com sarcasmo típico do meio-oeste americano.
Existe um problema: ninguém nunca entra na floresta. Ela é habitada por seres perigosos que os moradores da vila mantêm à distância com a ajuda de um código de cores que exclui o vermelho e identifica a segurança no amarelo.
Tochas iluminam o perímetro da vila à noite, e um guarda noturno faz a vigília numa torre.
A morte do irmão de um dos líderes da vila leva o normalmente silencioso Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) a oferecer-se para atravessar as fronteiras em busca de medicamentos para uso em emergências futuras.
O chefe do conselho de líderes, Edward Walker (William Hurt), rejeita o plano, e a mãe de Lucius, Alice (Sigourney Weaver), não entende seu desejo de sair da vila.
Enquanto isso, a filha de Edward, Ivy (Bryce Dallas Howard), que é cega, corajosamente expressa seu amor pelo taciturno Lucius, que forma um contraste marcante com seu amigo Noah Percy (Adrien Brody), o bobo da vila.
Enquanto vai tomando forma o romance casto entre eles, a "trégua" entre a vila e os seres da floresta é quebrada. Sinais aparecem nas portas dos moradores, e cabeças de gado aparecem decepadas no campo. O medo se espalha pela comunidade.
Com o desenrolar da história, a pergunta que não quer calar passa a ser qual é, exatamente, o perigo que ameaça a vila. Ele está além dos limites da floresta, onde se pode ter vislumbres de algo que parecem espantalhos vermelhos vivos? Ou nas casas dos moradores, cujas caixas fortes trancadas contêm segredos do passado dos líderes da vila?
Ivy, a cega, acaba se tornando o centro emocional da história. Pelo próprio fato de ser cega, ela aprende a "enxergar" as emoções com seus outros sentidos. Adrien Brody faz um jovem mentalmente instável e extremamente doce, enquanto Joaquin Phoenix é seu oposto exato, tão em controle de suas emoções que aparenta não tê-las. William Hurt é a força espiritual da comunidade, bondoso e tolerante, mas feroz em sua dedicação à vila.
Lucius provocará a situação que todos querem evitar e que responde pela virada final do filme, ao assumir a paixão pela filha do líder, a deficiente visual Ivy Walker (Bryce Dallas Howard, cuja beleza deveria ser proibida, filha do diretor Ron Howard, muito bem em seu primeiro grande papel). Mais não dá para falar sem estragar a surpresa, como pedia um impresso distribuído aos jornalistas na saída das exibições para a imprensa. Como em outros filmes de Shyamalan, "A Vila" tem um pouco de tudo, num pastiche de qualidade. A floresta vem diretamente de "A Bruxa de Blair"; algumas cenas lembram a fábula de Chapeuzinho Vermelho; o nome dos "monstros" recorda o do arquivilão da série Harry Potter; a idéia do lugar, perfeito ou não, isolado do mundo exterior tem toques que vão de "A Utopia", de Thomas Morus, à Ilha da Fantasia de Mr. Roarke e Tattoo. Mas é de Tom Ridge, o secretário de Segurança Interna e um dos membros do núcleo duro do governo Bush, que vem a principal inspiração. O ex-governador da mesma Pensilvânia em que Shyamalan mora criou o tal código de cores, que vai do azul (tudo bem) ao vermelho (o horror, o horror) e simboliza a situação de alerta dos EUA quanto à possibilidade de ataques terroristas -neste minuto, o estado das coisas é "laranja", ou "elevado". A tal Vila são os Estados Unidos, os "cujo-nome-não-se-mencio na" somos nós, todo o resto, especialmente os de pele mais acinzentada, olhos de amêndoa e nomes impronunciáveis. O problema é que a luz (ou os Lucius, as pontes entre dois mundos aparentemente em distanciamento pós-choque) é cada vez mais escassa.
Corra para a sala mais próxima e se jogue. Não é como o primeiro blockbuster do diretor, mas é um filme sensacional.
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| Ipê Amarelo (terça, 31 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:10 am) [edit] |
Não é o título de um romance. Com o auxílio luxuoso da lente do meu amigo Marcos Soares, de Teresina, publico aqui essas fotos de Ipês que, nesta época do ano, estão assím, lindos, na capital do Piauí.


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| Pense num filme CHATO!!! (terça, 31 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:09 am) [edit] |
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Tinha tudo para ser um bom filme, mas não é. Nem de longe emociona como o livro que inspirou o roteiro do longa dirigido por Jayme Monjardin. A produção de arte caprichou e conseguiu transformar uma fábrica do quentíssimo subúrbio carioca de Bangú num campo de concentração em pleno inverno europeu, durante a segunda guerra. Mas é só. Quem for assistir Olga com muita expectativa, como eu fui, acho que vai se decepcionar. O filme é cansativo, arrastado, longo demais. Vale pela excelente interpretação de Camila Morgado, no papel título. Mas, repito: é só. Um filme chato, que tem quase duas horas e meia de duração e que poderia ser resolvido em menos tempo. Talvez assím não causasse tanta canseira e sono. Mas é bem ao estilo do diretor. Imagens grandiosas, música envolvente e, só... Prefiro mil vezes o livro.
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| O Brasil Sempre Morre na Praia (quarta, 25 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:08 am) [edit] |
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Adriana Behar e Shelda: de novo prata na praia
Tenho passado muito tempo acompanhando as transmissões dos jogos olímpicos de Atenas. Chego a ficar praticamente o dia inteiro ligado nos canais que transmitem as competições e, em alguns momentos, fico imaginando que estão acontecendo duas Olimpíadas. Uma para aqueles atletas que buscam a superação, batem recordes e ganham medalhas e outra para as equipes que participam dos jogos apenas para fazer "figuração" e, entre essas equipes, incluo o Brasil.
Durante a cerimônia de abertura dos jogos, os locutores brasileiros que narravam o evento não cansavam de dizer que o Brasil estava levando a sua maior delegação em todos os tempos. É sempre assím. A cada Olimpíada o Brasil leva mais gente e ganha menos. Os atletas brasileiros chegam lá com pinta de favoritos e, quando muito, ganham um bronze ou uma prata e fico imaginando porque as emissoras de tv e jornais não cansam de mostrar o quadro de medalhas. Existe coisa mais sem importância do que ficar mostrando quadro de medalhas? Talvez sirva apenas para nos lembrar de como somos fracos no quesito esporte.
A ginasta Daiane dos Santos chegou lá batizando um salto e como favorita à medalha de ouro... ora, quanta pretenção. Será que o Brasil inteiro ignorou que havia um país chamado Romênia na competição? Pra quem não lembra, a especialidade da Romênia é justamente a ginástica e, não deu outra: ouro e prata para duas atletas daquele país conhecido também por ser a terra fictícia do Conde Drácula. Para Daiane restou um quinto lugar e frases dos locutores como "valeu o esforço", ou "daqui a quatro enos em Pequim, nossa Daiane poderá coinquistar sua tão sonhada medalha"... sonha Brasil!!!
Sei que não foi pouco para Daiane dos Santos participar daquela final. Nunca o Brasil havia chegado tão longe numa competição de ginástica. Sei também que estar entre as cinco melhores do mundo é bacana e tudo mais e que a pequena gaúcha se esforçou, mas não me conformo com as desculpas para a falta de sucesso dos nossos atletas. Chegaram a dizer que Daiane estava nervosa e que, por isso, havia pisado fora da linha e se desequilibrado num dos saltos. Aos que concordam com essa desculpa quero dizer que nervosismo numa competição de alto nível como aquela é coisa para "fracotes" que não mereciam se quer a oportunidade de entrar num avião para Atenas. Quanto mais chegar a uma disputa como favorito.
Mas acho legal que nossa ginástica tenha dado um salto (com o perdão do trocadilho) de qualidade tão grande. Isso mostra que os investimentos feitos no centro de treinamento de Curitiba, surtiram efeito e que trazer o técnico ucrâniano foi uma boa escolha. Mas que tal da próxima vez deixar o "já ganhou" para depois que tocar o hino nacional?
Quem chegou a Atenas como campeão, e fez valer a escrita foi o iatista Robert Scheidt (foto). Esse tem uma carreira regular e, pelo jeito, não "amarela" na hora H. O cara ganha tudo, com ou sem vento, seu mais fiel aliado. Agora só falta os locutores esportivos dizerem que o iatismo será um esporte popular por aqui, apesar do nosso imenso litoral. Ouvi um comentarista do SPORTV dizer que Vela não é uum esporte caro.
Ah não??? Então vejamos: um barquinho mixuruca não custa menos que cinco mil reais. O aluguel de um espaço numa marina qualquer custa uma pequena fortuna. Ser sócio de um Iate Clube é caríssimo para os padrões da nossa "classe média", sem falar no equipamento básico, como roupas impermeáveis, relógios com cronógrafos capazes de medir a velocidade dos ventos, cordas e outros itens, sem os quais, o barquinho não vai a lugar algum...
Mas devo tirar o chapéu para o vôlei do Brasil. Pode ser que não seja campeão olímpico esse ano, mas que é o único esporte em que temos uma certa tradição em olimpíada e que causa um certo medo nos adversários, ah isso é verdade. Apesar de, inexplicávelmente, termos perdido para os Estados Unidos na segunda feira, sem a menor necessidade. Mas é bem provável que o Brasil traga mais medalhas para o vôlei de quadra masculino e feminino. Fiquei decepcionado com o pessoal da praia. Adriana Behar e Shelda ficaram, mais uma vez, no segundo lugar. Sei que as americanas são muito boas, mas Adriana e Shelda, também chegaram a Atenas como favoritas e o que se viu foi exatamente o contrário. E aí vem o pessoal das transmissões das tv's com o velho consolo: "valeu o esforço dessas guerreiras"... Enquanto Shelda e Behar recebiam sua prata em Atenas, aqui em Fortaleza a televisão mostrava a mãe da Shelda numa das maiores manifestações de conformismo que já vi diante de uma derrota. Ela disse o seguinte absurdo: "A medalha delas (americanas) é de ouro dourada e a nossa é de ouro prateado"... É, conseguir transformar prata em ouro só sendo alquimista.
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| Discoteca Básica (sexta, 20 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:07 am) [edit] |
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Dando continuidade à salada da "Discoteca Básica" hoje desenterrei um CD que adoro: é "Mezzanine", terceiro trabalho do grupo de DJ's e produtores musicais de Bristol, Inglaterra, que formam o Massive Attack, considerados os pais do Trip Hop. Esse disco foi lançado em 1997 e ficou em 15° lugar na lista dos cem melhores albuns de todos os tempos, segundo a revista britânica Q Magazine. Pode ser exagero, mas que é um bom disco, ah isso é verdade e de longe o melhor que o Massive Attack já lançou. Muito disso se deve à participação de Elizabeth Fraser que empresta sua voz de fada a algumas faixas. Pra quem não sabe, Fraser era a vocalista do Cocteau Twins que fez história nos anos 80 devido suas canções climáticas e misteriosas, numa época em que a música eletrônica começava a engatinhar. Apesar de muitos terem ido beber na fonte do Massive Attack, neste terceiro disco eles não abandonaram sua sonoridade característica, marcada por um baixo hipnótico e guitarras idem. Vale a pena ouvir.
Não é exagero, mas o Propaganda pode sim ser considerado o pai do Techno alemão. Claro que todas as influências são do Kraftwerk, mas esse disco é de 1985, uma época em que Techno não existia e quando esse termo era utilizado, geralmente se referia ao som industrial produzido por algumas bandas da região de Düseldorf. O Propaganda entrou em cena com esse disco e de cara fez muito sucesso com a inesquecível "Duel". Mas tem muito mais em "P-Machinery". Elementos sonoros altamente tecnológicos para a época e copiados até hoje, quase 20 anos depois, tanto que o CD mereceu uma edição remasterizada, disponível no site da Tower Records por 20 dólares. Se você aínda não ouviu esse disco, não sabe o que está perdendo. O som dessa gente, embalado pelo vocal de Claudjia Brücken, é de fazer inveja a muito DJ de hoje em dia e soa tão moderno e dançante quanto os remixes de Fat Boy Slim.
E já que o assunto é Techno, nada mais justo que incluir aqui este CD de 1991 do Kraftwerk. "The Mix" traz 11 versões radicais de clássicos do Kraftwerk, lançados entre os anos 70 e 80, remixados pelos próprios integrantes do grupo. É uma pancada!!! As músicas neste disco foram tão modificadas que algumas de longe lembram suas versões originais. Por exemplo: "The Robbots" traz uma sequência de batidas em seus nove minutos de duração que a tornou praticamente irreconhecível, não fossem as quatro notas de sintetizadores da versão original que permaneceram no remix. Outra versão que ficou, na minha opinião, melhor que a original é a clássica "Pocket Calculator", um Trance quase esquizofrênico que emenda com "Dentaku", outro clássico. Em "The Mix" estão "Trans Europe Express", "Autobhan" e, claro, "Music Non Stop". Pra quem gosta do gênero e do som do Kraftwerk, este disco é imperdível... se jogue!!!
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| Never Young (quinta, 19 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:05 am) [edit] |

Há pouco mais de um mês ví pela internet, o interesse da imprensa teresinense em torno da passagem da dublê de escritora Fernanda Young por Teresina. A moça foi à capital piauiense para fazer o lançamento de seu mais novo livro (???) Aritimética. Sua passagem por lá mereceu extensa cobertura de jornais e portais eletrônicos, com direito a muitas fotos. Como sempre acontece quando alguma celebridade passa por Teresina, que sabe acolher muito bem seus visitantes... sejam eles ilustres ou não, mas quando se trata de uma personalidade, sempre há festa. E no caso de Young foi festa demais.
Houve uma época em que Juca Chaves foi considerado "Persona Non Grata" no Piauí por causa de suas piadas infâmes e preconceituosas. Acho que está na hora de incluir um novo nome à lista e o de Fernanda Young seria ótimo para começar. Sei que pra ela (Young), que olha tudo sempre do alto, não faria a menor diferença, mas quem sabe isso fosse uma boa idéia para a alto-estima dos piauienses.
Essa introdução é apenas pra mostrar minha indignação contra essa imbecíl, que se esconde atrás do rótulo de escritora, para criticar a tudo e a todos como se tivesse alguma autoridade para isso, e tentar abrir os olhos de algumas pessoas que a tem como ídolo.
Pois bem, ontem no programa "Saia Justa", que assisto sempre com muito interesse, porque é no mínimo rizível, essa moça descarregou sua carga de preconceito contra o Piauí de forma vil e repugnante. O programa tinha como convidada Preta Gil, que por si só já garante boas gargalhadas. Quando o assunto descambou para o lado da modernidade, assunto que Young pensa dominar, foi a vez do povo que a acolheu tão bem recentemente, levar um COIÓ sem a menor justificativa.
A jornalista Mônica Waldvogel, que comanda o programa, perguntou à dublê de escritora se quando ela viajava ela sempre tinha contato com a modernidade. Pro meu espanto Young saiu com essa: "Que nada menina, recentemente estive no Piauí. Havia quase mil pessoas me assistindo, e para aquela gente pobre, mal consegui vender 15 livros..." Como o próprio nome do programa sugere foi uma "Saia Justa". A convidada olhou para Young com cara de reprovação. Mônica e a Marisa Orth trataram de mudar o assunto, mas Young, que se acha dona absoluta da verdade, não se conformou e lamentou: "Foram todos me ver... mas não compraram nada. Acho que não me entendem".
Realmente, é muito difícil entender uma mente estúpida como a dessa criatura. Acho até que ela vendeu muito. Afinal entre as quase mil pessoas que foram ouvir Young, como ela bem disse, 15 saíram com o tal livro, que se pretende um best seller, debaixo do braço. Agora me perdoem os piauienses, mas ingênuidade tem limite. Desde quando se deve tratar uma pessoa dessas com tanta cerimônia??? Fernanda Young, por milhares de vezes, já demonstrou ser preconceituosa e vou dizer uma coisa: de moderna ela não tem nem o visual. Ou será que encher o corpo de tatuagem é sinal de modernidade??? Ou quem sabe raspar a cabeça??? Ou aínda vestir sempre a mesma combinação de roupa preta??? Se for, vocês não precisam sair de Teresina pra encontrar ícones modernos. Aí mesmo está cheio de gente assím e com a cabeça muito mais bacana, sadía e aberta que essa pseudo-intelectual de Niterói. Francamente pessoal mas da próxima vez, pensem bem antes de convidar essa idiota para uma visitinha e se o fizerem, por favor, que tal apresentá-la ao Paulo Mota???
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| Discoteca Básica (quinta, 19 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:05 am) [edit] |
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Vou começar essa seção da "Discoteca Básica" com um CD das "antigas". Trata-se de "Age Of Consent" do grupo inglês Bronsky Beat que fez muito sucesso nos anos 80. Foi nesse grupo que Jimmy Sommerville mostrou ao mundo seus poderosos dotes vocais em belas músicas, como "Smalltown Bow", um hino contra o preconceito e a favor das minorias. Durante algum tempo, essa música foi também considerada uma espécie de hino gay, como "Y.M.C.A." do Village People. Mas, justiça seja feita, essa é mil vezes melhor. "Age Of Consent" é um disco que merece destaque na discoteca de qualquer pessoa que queira entender melhor como foram os loucos anos 80. Ah, até hoje não consegui entender porque Jimmy Sommerville largou o Bronsky Beat logo após ter lançado o primeiro disco. Em seguida ele fundou o Communards, tão bom quanto o seu grupo de origem.
No começo dos anos 90 surgiram muitos grupos de Rap. Alguns seguiram firme na estrada, como o TLC, por exemplo. Outros não tiveram vida longa mas deixaram um registro para a história musical. Dentre esses que "morreram na praia" destaco aqui o Arrested Development, que quando lançou este CD, parecia que seria "the next big thing"... mas não foi. Sua música negra e de protesto fez muito sucesso em 92/93 e o album de estréia nos mostrou pérolas como "Tenesse", "People Everyday" e minha preferida "Mr. Wendal". O Arrested Development, depois do disco de estréia, aínda lançou mais dois, entre eles um acústico para a MTV americana, mas da curta discografia deles, certamente o destaque vai para "3 Years, 3 Months and 2 Days..." que nos mostrou a força do rap rural produzido no sul dos Estados Unidos e que levantava a bandeira contra o preconceito racial que aínda é muito forte por lá.
Do Rap ao Trance... e quem pensava que o Trance estava dando seus últimos suspiros deve ter ficado "de cara" com a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Atenas, quando o DJ Tiësto fez a trilha de entrada dos atletas no estádio Olímpico tocando Trance. Foi um luxo! Mas aqui o detaque vai para o DJ e produtor alemão ATB, que em 1999 encantou o mundo com a belíssima "9 PM 'Till I Come", um hino eletrônico obrigatório até hoje e que está presente neste CD que "Discoteca Básica" destaca aqui. "The DJ In The Mix" é uma coletânea dupla com os melhores momentos do ATB. Os mais famosos hits do DJ ganharam novas versões nesse album, que ao contrário do que muita gente pensa, só prova que Trance não é descartável. Música eletrônica da melhor qualidade, pra quem curte o estilo, é claro.
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| Discoteca Básica (terça, 17 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:04 am) [edit] |
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Apartir de hoje vou abrir minha modesta coleção de CD's aqui no COL. Pena que não dá pra "linkar" cada um dos CD's pra que vocês possam ouví-los, mas posso garantir que é tudo coisa muito bacana. Lembro que nos anos 80 havia uma revista sobre música chamada BIZZ. Era uma espécie de bíblia musical para nós aqui no Brasil, amantes da boa música, em uma época em que disco importado era artigo do mais alto luxo e internet aínda era projeto em algum laboratório de informática americano. Na BIZZ havia uma seção chamada "Discoteca Básica", onde geralmente um crítico musical indicava um disco aos leitores. Eram geralmente discos raros e difíceis de ser encontrados por aqui. Lembro que foi alí que fiquei sabendo da existencia de um certo "Closer" de um tal de Joy Division, futuro embrião do New Order. E foi pensando nisso que resolvi mostrar por aqui, alguns dos exemplares que possuo na minha coleção. Nada de muito refinado ou conceitual, apenas boa música para qualquer momento. Ah, devo dizer que minha "Discoteca Básica" é bem eclética, mas por aqui nada de forró, axé, sertanejo ou pagode. Apenas boa música.
Pra começar "Homework" da dupla francesa Daft Punk. Apesar do nome nada de punk no som dos caras, apenas a boa música eletrônica. É nesse disco que está o mega-sucesso da dupla "Around The World" que tem um clip absurdo na MTV. Esse disco foi lançado em 1997 e combina em suas faixas, tudo o que há de melhor na "house music" e o que há de pior na música pop francesa. Alguém descreveu esse CD como um exemplar da melhor House Music de Chicago feita na França com o melhor do Techno europeu. Não sei se essa definição cabe em "Homework" mas pra quem curte o estilo, é um prato cheio.
Da música eletronica passamos ao bom e velho rock and roll. Jimmy Page e Robert Plant são dois velhos conhecidos do mundo do rock. Eles são a voz e a guitarra por trás do Led Zeppelin. Em 1994 lançaram esse disco chamado "No Quarter", um trabalho acústico produzido para a MTV gravado em locações tão improváveis quanto uma pedreira nos arredores de Katmandú ou num mercado de Marrakesh. O resultado é um disco imperdível e essencial para quem quer entender mais sobre a história do rock. Em "No Quarter" 17 músicas do Led Zeppellin foram recriadas pelos dois ex-integrantes do grupo. Todas as versões são belíssimas, mas todos os aplausos vão para "Four Sticks" e "Kashemir" qua ganharam arranjos de música indiana diante dos olhos de incrédulos visitantes do mercado principal de Marrakesh. Simplesmente um luxo!!!
Essa senhora fez aniversário ontem e em minha "Discoteca Básica" não poderia faltar um exemplar desse que eu considero o melhor disco da Madonna. "Erotica" foi bom desde o lançamento, quando uma curiosidade imensa em torno do disco tomou conta dos fãs da cantora no mundo inteiro. E Madonna botou pra quebrar. De cara viveu uma personagem no mínimo controvertida, uma rainha sadomasô chamada Dita na faixa "Erotica", em cujo clip surgia de máscara e chicote de couro. Um absurdo!!! Mais uma vez ela provou que era a rainha da polêmica e nem de longe demonstrava que atualmente iria descansar a cabeça estudando a "Kabalah". Deste disco se destacam também "Deeper and Deeper" e "Rain", uma balada emocionante que fez milhares de fãs brasileiros chorar durante a apresentação da turnê "Girlie Show" por aqui em 1993. Muito bom...
E por enquanto é só... amanhã tem mais "Discoteca Básica" aqui no COL. Espero que alguma dessas dicas de hoje se transformem em trilha sonora para seus próximos dias... Até a próxima!!!
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| 90's Top Hits (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:03 am) [edit] |
 Cher de volta ao topo com Believe
Quem disser que 1999 não foi o ano da Cher é porque estava fora deste planeta naquela época. "Believe" foi a música mais tocada durante todo o ano de 99 em todo o mundo. Qualquer pista tinha um remix do mega hit que foi remixado milhões de vezes por inúmeros DJ's. Nunca a ex-mullher de Sony Bono fez tanto sucesso em sua longa carreira. Extravagante como só ela sabe ser, Cher soube aproveitar o sucesso dos dois singles de seu álbum, "Believe" e "Strong Enough". Em 1999 ela botou pra quebrar, terminou o ano exatamente como começou: em primeiro lugar e "Believe" foi a música mais executada no Reveillon do milênio. Mas 1999 trouxe surpresas desagradáveis, como Whitney Houston e Mariah Carey, num encontro para celebrar o mal gosto na música (argh) "When You Believe", a tal da Britney Spears com a pegajosa "Baby One More Time" e Rick Martin vivendo "La Vida Loca"... pior impossível. Mas, felizmente, sobrevivemos à tudo isso e ao "Bug do Milênio" e cá estamos contando a história. Vamos então à lista das dez melhores de 1999, segundo o COL.
Believe, Cher He's All I Want, Angelmoon The Rockafeller Skank, Fat Boy Slim Mambo No. 5 (A Little Bit Of...), Lou Bega Teardrop, Massive Attack (Ft. Elisabeth Frasier) It's Not Right But It's Okay, Whitney Houston (ok, eu me rendo... hahahahaha) Doo Wop (That Thing), Lauryn Hill Last Kiss, Pearl Jam 9 PM 'Till I Come, ATB Play, Moby
Então tá... chega de lista né??? Chegamos ao fim. Sei que várias múicas ficaram injustamente de fora, mas a lista era das 100 melhores dos anos 90 e acho que consegui meu objetivo e reuni as dez melhores da cada ano da década passada. Se faltou alguma, usem os comentários à vontade... até a próxima...
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| O Aniversário da Divas (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:02 am) [edit] |

Há algum tempo atrás a data de hoje era comemorada com muita badalação no mundinho pop que cerca Madonna. Mas hoje, ao completar 46 aninhos de vida, ela que já fez de tudo nessa vida, resolveu comemorar seu aniversário de forma light. Medge, como é carinhosamente chamada pelos mais íntimos, vai descansar em um spa com seus amigos mais próximos e vai pagar a conta de todos, segundo informou o jornal britânico Dailly Mirror. Pronto!!! Está lançada a mais nova forma de se comemorar aniversário... trancados num spa. Sim, porque tudo que essa senhora faz é copiado, imitado, xerocado... Enfim, que ela continue dando o que falar e nos brindando com tanta música bacana... podem dizer qualquer coisa dessa criatura, mas ninguém passa tanto tempo fazendo sucesso sem ter mérito algum. Seja num spa, num palco ou numa farra homérica em uma suite de um hotel luxuoso, Madonna, Esther ou seja lá que nome escolher, ela merece as homenagens de hoje... Happy Birthday!!!
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| Dado é o Pior! (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:02 am) [edit] |
E aconteceu o que todo mundo já sabia... Dado Dolabella foi eleito o pior ator da temporada 2003/2004, segundo a votação de internautas para o troféu Santa Clara. Pra quem não sabe, Santa Clara é a padroeira da televisão que, a julgar pelo resultado final da votação, nunca esteve tão mal representada... que pecado!!!. O resultado final foi divulgado pela Folha On Line e pra conferir é só clicar aqui. Mas antes devo dizer que em segundo lugar ficou Luciano Szafir, o Lucas, da novela "Metamorphoses" (Record) e em terceiro, por sua participação em "Celebridade", Paulo Vilhena. Nunca a televisão brasileira esteve tão bem representada por uma geração inteira de canastrões. Justo... muito justo!!!
Além desse resultado, veja quem ganhou o Santa Clara em outras categorias:
Pior Atriz: Letícia Spiller Pior Apresentador: João Kléber Pior Apresentadora: Márcia Goldshmidt Pior Novela: Metamorphoses Pior Locutor: Galvão Bueno Pior Mesa Redonda (debate); Terceiro Tempo (Record) Pior Programa jornalístico: Cidade Alerta (tri-campeão) Pior Humorístico: Zorra Total Pior Programa Infantil: Xuxa No Mundo da Imaginação Pior Programa de Variedades/Fofocas: Swing Com Syang (TV Gazeta) hahahahahaha Pior Programa de Domingo: Domingo Legal (no comments) Pior Programa da TV Brasileira: Eu Ví Na TV (João Kléber) ... meu Deus, quanta responsabilidade!! Pior Fiasco: Entrevista com falsos integrantes do PCC no Domingo Legal
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| ARROGANTES!!! (segunda, 16 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:01 am) [edit] |
 Seleção americana de basquete: Nightmare Team
Eu sei que aínda está muito cedo para afirmar que a hegemonia do basquete norte-americano está ameaçada nas Olimpíadas de Atenas. Mas que foi bonito ver o tão badalado "time dos sonhos" viver um pesadelo anguastiante ontem à tarde, ah isso foi... Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos uma seleção de basquete dos Estados Unidos perde uma partida. E dessa vez perdeu para um país latino-americano, o que, para o orgulho e arrogância daquela gente, deve ter sido difícil de engolir. E os responsáveis por essa amarga derrota não foi nenhum time considerado favorito, como a Argentina. Foi sim a seleção de Porto Rico. What a shame!!! Foi a quarta vez que um time de basquete americano perdeu uma competição oficial e, como já disse, a primeira vez numa Olimpíada. As outras três derrotas aconteceram no mundial de basquete de 2002, disputado em Indianapolis, mas eles se desculparam dizendo que, na ocasião, estavam com um time de segunda linha, diferente do que viajou para Atenas, formado básicamente por jogadores da NBA... What a shame!!! Ah, antes que eu esqueça, os porto-riquenhos venceram Tim Duncan, Allen Iverson e Cia. por 92 a 73. Dream Team? Só se for o das mulheres...
 O nadador Michael Phelps cai na piscina para perder para um time de Sul-africanos Outra decepção para os arrogantes americanos aconteceu na piscina olímpica de Atenas, também ontem a tarde, durante a prova de revezamento 4X100m livres masculino. O mega star das piscinas Michael Phelps, mais uma vez com seus headphones, chegou ao parque aquático sentindo que ganharia mais uma medalha de ouro. Aliás, ele só participou dessa prova para tentar ganhar oito medalhas de ouro e bater o recorde de um compatriota, Mark Spitz, que ganhou sete medalhas em Munique-1972. Se deu mal... No caminho dele tinha um time de nadadores sul-africanos que se quer era cogitado como favorito.
 Na TV os narradores anuinciavam Phelps e Ian Thorp (da Austrália) como as grandes estrelas daquela prova. Pois a África do Sul não só chegou na frente como bateu o recorde mundial do revezamento com os nadadores Lyndon Ferns, Ryk Neethling, Roland Mark Schoeman e Darian Townsend (foto a cima), que completaram a prova em 3min13s17, baixando em meio segundo o antigo recorde mundial da distância, que era de 3min63s67 e pertencia à Austrália. Em segundo lugar ficaram os holandeses, qua também não figuravam entre os favoritos da prova. Phelps e Cia. tiveram que se contentar com uma medalha de bronze... What a shame!!!
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| 90's Top Hits (sábado 14 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (9:00 am) [edit] |
 Cenas do Show do U2 no Estádio do Morumbi: São Paulo, 1998
E a lista das melhores dos anos 90 está quase chegando ao fim. O ano agora é 1998, que aqui no Brasil começou, trazendo pela primeira vez o U2 com três belíssimos concertos da "Pop Mart Tour" (um show no Rio e dois em São Paulo). Ah, e esse eu não perdi... fui ver de perto, afinal havia passado mais de dez anos esperando a oportunidade de assistir um show deles e valeu a pena cada centavo que gastei para ir de Fortaleza à São Paulo para assistir os dois shows que os caras fixzeram no Morumbi. "Pop Mart" chegava ao Brasil embalada pelo sucesso do disco "POP", lançado um ano antes e que rendeu bons singles nas paradas. Em 1998, Madonna (como sempre), também entrava nas paradas com as músicas de seu inesquecível "Ray Of light". O cinema também teve grande participação, como ocorrera em anos anteriores. Foi do filme "Titanic" que Celine Dion levou o Oscar pela canção "My Heart Will Go On". Outro grande sucesso das telas foi "Armagedon", que fez o Aerosmith bombar com a música "I Don't Want To Miss a Thing". Ah, e antes que eu esqueça, foi em 1998 que o mundo começou a conhecer as curvas sinuosas de Beyoncé, nos vocais do Destiny's Child. Vamos então às 10 de 1998...
Bitter Sweet Simphony, The Verve Firestarter, Prodigy Kiss The Rain, Billie Myers Discotheque, U2 Ray Of Light, Madonna How's It Going To Be, Third Eye Blind No, No, No, Destiny's Child My Way, Usher Meet Her At The Loveparade, Da Hool You're Not Alone, Olive
Então tá... eis aí as dez melhores de 1998 segundo o COL. Se esqueci de alguma, usem os comentários para me fazer voltar no tempo e relembrar outras que ficaram de fora... até a próxima!
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| Foi Lindo (sábado, 14 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:59 am) [edit] |

Os gregos calaram a boca do mundo inteiro. Deram um show de organização e beleza durante a abertura dos Jogos Olímpicos ontem. A cerimônia foi uma das mais belas de que se tem notícia. Só quem criou os jogos teria a capacidade de mostrar um espetáculo desses para o mundo. A capacidade dos gregos de organizar as olimpíadas foi constantemente questionada. Havia quem apostasse que nada ficaria pronto para o início dos jogos e o que se viu foi exatamente o contrário: tudo funcionando perfeitamente. Nem os americanos, com anos e anos de estrada em organizar shows e cerimônias diverssas, conseguiram mostrar ao mundo um espetáculo tão grandioso. Pelo contrário: as aberturas dos jogos de Los Angeles em 1984 e Atlanta em 1996 foram marcadas pela cafonice, que é bem comum àquela gente que se julga superior a qualquer outro ser humando que tenha nascido fora de suas fronteiras. A cerimônia de abertura dos jogos de Atenas foi realmente linda!!!
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| 90's Top Hits (quinta, 12 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:59 am) [edit] |
 Cartaz de Traisnpoting: Épico da electronic generation
Mais uma rodada da lista das melhores músicas dos anos 90. Chegamos agora ao ano de 1997. Acho que, musicalmente, este foi um dos mais fracos. Só deu "Boys and Girls Bands". Foi o ano que o mundo conheceu uma praga inglesa chamada Spice Girls, que não se conteve em tomar de assalto nossos ouvidos e ganhou também uma versão cinematográfica. Foi também o ano de outra praga chamada Back Street Boys e de uma outra, importada da Suécia, chamada Acqua e uma tal de "Barbie Girl", lembram???. Em 1997 Celine Dion e outras divas de sua laia também grudaram em nossos ouvidos indefesos ao sintonizar qualquer emissora de rádio. Foi o ano em que o mundo chorou ao ouvir repedidamente a canção "Candle In The Wind", oportunamente lançada por Elton Jonh momentos depois da Princesa Diana ter se espatifado numa coluna do "Túnel das Almas" em Paris. Mas foi em 1997 que pudemos ver "Trainspoting", cujo cartaz ilustra este post e, pra mim, sua trilha sonora poderia ser incluída inteirinha nesta lista. Mas, sejamos democráticos e vejamos o que escapou, além das músicas do filme e do sucesso dos Chemichal Brothers...
Born Slippy, Underworld Block Rockin' Beats, Chemical Brothers On & On, Erykha Badu Killing Me Softly With His Song, The Fugees Free To Decide, Cranberries Wonderwall, Oasis Six Underground, Sneaker Pimps Everyday Is a Widing Road, Sheryl Crow Free From Desire, Gala Fired Up, Funky Green Dogs
Me perdoem pela inclusão da Gala na lista, mas é que essa música tocou tanto e fez tanta gente dançar, que não dava pra ficar de fora. E, além do mais, até que é bonitinha... Também esqueci de incluir Tori Amos, mas é que o som dessa moça é tão "cabeça", apesar de maravilhoso, que tenho a impressão que destoaria do propósito desta lista. Mas que 1997 foi um ano "dance", ah isso foi. Os roqueiros parecem que entraram em sono profundo nesse período da década passada, abrindo espaço definitivo para o crescimento da música eletrônica, que teve em "Trainspoting" seu passaporte carimbado com visto definitivo... veio pra ficar. Até a próxima!!!
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| Fofa Ganha BBB Inglês (terça, 10 de agosto de 2004) |
| 09.20.04 (8:57 am) [edit] |
A transexual portuguesa Nadia Almada(foto), 27 anos, foi a grande vencedora da quinta edição do Big Brother inglês exibido pelo canal Channel 4 que terminou na noite da sexta-feira, dia 06 de agosto. Com 74 % dos votos dos telespectadores, ela levou para casa o prêmio de aproximadamente cem mil euros e se transformou no mais novo ícone da comunidade GLBT mundial. Após ser declarada vencedora, Nadia disse que resolveu participar do reality show para que as pessoas a vissem como uma mulher: "Agora sou aceita pelo público como uma mulher e sinto-me mais confortável comigo mesma".
A transexual passou 71 dias confinada na casa e disse nunca ter falado de sua operação de mudança de sexo para os companheiros de programa por “questão de segurança”. “Não era um segredo, apenas não falei sobre isso. E foi muito difícil, porque houve momentos em que tive de mentir um pouco. Eu não queria mentir e houve momentos onde quis revelar tudo, mas não podia. Estava tão nervosa".
Sua vitória no reality show foi festejada por grupos de defesa das minorias sexuais de toda Europa e, em especial, em Portugal. "Trata-se de uma vitória do antipreconceito e da igualdade”, declarou António Serzedelo, dirigente do grupo português Opus Gay.
Natural da Ilha da Madeira, considerada uma das regiões “conservadoras” de Portugal, Nadia é a mais velha entre seis irmão e vive na Inglaterra há pouco mais de oito anos. Antes de ser selecionada como uma das participantes dessa edição do Big Brother, trabalhava como caixa em um banco... arrasou fofa!!!
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COL Torpedo

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